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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Pipocas da Vida - Rubem Alves

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser quem devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser.
Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho da pipoca somos nós: duros,quebra-dentes, impróprios para comer.
Pelo poder do fogo podemos, repentinamente nos transformar em outra coisa. 





Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre. Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira. 
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas.Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. 


Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos, cujas causas ignoramos. Mas há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. 
Mas de repente vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. 


Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. 
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. 
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesmo. Ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz... 


Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: PUM ! – e ela aparece como uma outra coisa completamente diferente que ela mesma nunca havia sonhado. 
Bom, mas ainda temos o “piruá”que é o milho de pipoca que se recusa estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. 


Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas de serem. A sua presunção e o medo são a dura casca de milho que não estoura. 
O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria para ninguém. 
Terminando o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo...





E você ... quer ser PIPOCA ou PIRUÁ na sua vida??!! 


Rubem Alves foi muito feliz quando escreveu este texto. O ser humano é por natureza criado para ser duro na vida. Aguentar as pancadas, os obstáculos, as impunidades. A realidade vivida diariamente nos prepara para sempre para o pior. Porém a realidade é que mesmo que na lei da sobrevivência vença o mais forte devemos aprender que os obstáculos, as provações fazem parte da vida e de nosso aprendizado . Para quem acredita tudo o que passamos em nosso período encarnado servirá para nossa evolução. Portanto não tenham medo das dificuldades mas sim coragem para enfrentá-las e vencê-las. Seja pipoca na vida, passe sem traumas pelas transformações que se mostrarem necessárias  !!!


Márcia Canêdo    



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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Só em meio a multidão...



O vídeo fala por si , mas difícil deixar passar a oportunidade de falar sobre a  sensação de solidão em  meio a multidão... Quem nunca se sentiu desta forma... meio um estranho no ninho, mais um em meio ao monte porém invisível. É sem dúvida uma sensação terrível e como no caso mostrado é cada vez mais comum acontecer com pessoas que moram sozinhas. Aliás estudos comprovam que nunca se viu tantos solitários como neste século. 
Fruto do progresso, globalização e informatização cada vez maior , fato é que o ser humano vem se fechando tanto em um mundo próprio . Estranho dizer quando alguém consegue penetrar essa barreira como muda todo o jeito de ver a vida e o que ela nos apresenta. Bom vou deixá-los ver o vídeo e tirar suas próprias impressões e reflexões!  Espero que gostem    


Márcia Canêdo

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Orgulho de Ser Mineiro

Ouro Preto
Ser mineiro não é só dizer uai, trem bão, etc e tal, é ter todo um jeito especial e diferenciado de ser.

É não se meter em cumbuca alheia; 
é não dar um passo maior que as pernas;
é não dar ponto sem nó; 
é confiar, desconfiando;
é não mostrar o que sabe; 
é falar menos e escutar mais;
é chegar antes da hora 
para não perder o trem;
é não andar no escuro 
para não encontrar o que não se deve.



Mineiro não gosta de conversa mole de enrolador, 
nem de conversa fiada de quem diz o que não deve.
Mineiro gosta de segredo. 
Não gosta de dizer o que faz, nem o que vai fazer,
deixa para revelar quando já está pronto.

Ser mineiro é passar por bobo e ser inteligente. 
É se vestir com simplicidade, sendo fazendeiro;
é reclamar dos preços, sendo banqueiro; 
é dar desconto para ganhar o freguês.
Mineiro não olha diretamente, tem educação, 
espia, fingindo que não presta atenção;
não é de vingança, mas pode esperar o troco; 


não estica conversa com estranhos,
mas recebe os amigos como se fossem reis; 
não troca um pássaro na mão por dois voando, 
pois só arrisca quando tem certeza.

Ser mineiro é ter sabedoria, simplicidade, modéstia, 
solidariedade, coragem e bravura.
É fazer de um fracasso o princípio de uma vitória, 
e da vitória, a humildade do não foi nada demais.

O mineiro, se vive no campo, 
gosta de ouvir os sons da natureza:
do movimento da água nos rios, do ar nos ventos 
e olhar o céu para sentir as mudanças do tempo:
saber se vai dar sol ou chover, fazer calor ou frio; 
gosta também de ouvir o cantar dos pássaros,
o latido do seu cachorro amigo, 
o mugir do gado leiteiro,
o relincho do forte e nobre cavalo ... 
e, vez em quando, escutar as notícias da cidade.

Juiz de Fora
Mineiro que vive na cidade, 
não deixa de lado o seu jeito interior,
leva o valor do campo junto consigo; 
se estiver em outro país,
entre as saudades maiores 
estão as belas montanhas de Minas Gerais,
com que interage desde cedo.

Segundo os que não são de Minas, 
o motivo por que o mineiro é desconfiado,
é que, crescendo entre montanhas, 
anda atento pelos caminhos,



sem saber o que se esconde 
atrás de cada uma delas,
já que cada qual tem seu mistério, 
não há duas que se igualem.
Fato é que, ao sair de seus domínios, 
torna-se difícil enganar o mineiro
que enxerga atrás das montanhas outras, 
entrelinhas das palavras.
Devagar e sempre, 
o mineiro chega aonde quer.


Ser mineiro é ser conservador 
no que precisa ser conservado.
No amor-casal, dois é bom, três é demais. 
Ser Mineiro é ser religioso.
Mineiro não se sente só aonde quer que vá, 
pois sente que a mão de Deus o protege.



Cine Teatro Central - Juiz de Fora
Ser mineiro também é ser inovador 
no que precisa ser inovado.
É gostar de saber mais para contar seus causos; 
é admirar o belo, a arte, a vida;
é amar a liberdade de ir, de vir, de pensar, de ser; 
é ser poeta e gostar de fazer política 
para não perder o idealismo de mudar as coisas.






Ser mineiro é ser gente como a gente: eu e você, 
que, entre trabalho e suor, com lágrimas e sorrisos,
construímos a história dessa nossa Minas Gerais, 
as minas de ouro, diamante, pedras preciosas...
riquezas infinitas minerais e pessoais, 
que podem ser encontradas nos subsolos
ou caminhando pelas ruas das nossas cidades.




Orgulho de ser Mineiro (a)




Fonte: 

* Obra Destaque Literário 2008 - Concurso Internacional Letras Premiadas, Alpas XXI.
CRUZ, Ana da. Ser Mineiro (poema). Mural dos Escritores (blog) Disponível em URL: [http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blogs/ser-mineiro] 20/01/2009.
Imagens: Google

Márcia Canêdo

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sábado, 21 de abril de 2012

Movimentando a Sombra



Myiamoto Musashi, o célebre samurai que escreveu “O livro dos cinco anéis”, fala da estratégia para se compreender o espírito e as qualidades do inimigo.
Segundo ele, quando não conseguimos saber o que nosso adversário pretende, devemos fingir um ataque. Todas as pessoas do mundo estão sempre preparadas para se defender, porque vivem no medo e na paranóia de que os outros não gostam dela.



Desta maneira, também nosso adversário – por mais brilhante que seja – é inseguro e reage com violência exagerada à provocação. Ao fazer isso, mostra todas as armas que tem, e ficamos sabendo onde está forte, e quais são os seus pontos fracos.
Musashi chama esta técnica de “movimentar a sombra”. Na verdade, o guerreiro da luz não entra no combate, mas provoca um pouco, e a sombra de sua provocação confunde o adversário.
Então, sabendo exatamente que tipo de confronto deve esperar o guerreiro da luz ataca ou recua.
Paulo Coelho no site G1




E assim será em toda nossa vida. Sempre iremos nos  deparar com obstáculos, pessoas querendo “puxar nosso tapete” ou mesmo, apenas nos desmotivar. Nessas horas nosso guerreiro da luz deve fazer como o da crônica de Paulo Coelho. Provocar, testar o adversário em potencial ... encontrar seu ponto fraco para que ao invés de nos deixarmos abater façamos exatamente o contrário. A lógica no mundo é bem no sentido de “se eu estou bem, ótimo, se eu não estou legal por que devo ficar feliz com a conquista alheia”. É errado este tipo de pensamento?! Sim, eu pelo acho que não é bem por ai, mas na realidade é assim que acontece.

Hoje num programa de TV escutei uma atriz dizendo que a frase célebre dos casamentos “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença” deveria ser atribuída à amizade e não nas bodas românticas. Concordo com o pensamento dessa atriz. Eu não consigo encontrar meus amigos toda semana, alguns nem todos os meses e mesmo com o celular, o corre-corre dos dias impede o contato direto. Mas em compensação quando nos encontramos ou conversamos no telefone parece que estamos juntos diariamente. Isso é amizade. Isso é cumplicidade. É ficar feliz com a alegria dos que amamos e chorar ou ficar triste junto quando sabemos que algo esta acontecendo.

 E da mesma forma que precisamos ter a força dessas pessoas queridas por perto, nosso guerreiro da luz precisa ter força suficiente pra nos blindar em determinados momentos. Usar seu escudo invisível para que as energias negativas não nos atinjam. Pontos fortes e fracos todos temos...vamos prestar um pouco mais de atenção então no outro...saiamos de nosso mundinho particular que gira ao redor de nosso umbigo e olhemos a volta. Tanta coisa pra fazer, gente pra ajudar, conselhos pra dar e receber. Sempre soube a importância de minha família na minha vida, porém estar sabe Deus a quantos kmts deles, da cidade que amo, dos meus amigos que também são minha família por escolha, me fez entender o quanto a gente não é nada sozinho. Vivemos em busca de realizar nossos sonhos e quando achamos estar perto de alcançar vemos que tem tanta coisa mais importante que ficou pelo caminho.. quanta coisa deixamos de fazer, de falar porque a realidade é que o ser humano se acomoda muito. Pra que dizer EU TE AMO se o outro sabe de nosso sentimento, é assim que pensamos. Engano  viu... não imaginam o valor desse EU TE AMO quando tudo que queria era tá perto daquela pessoa e forças maiores te impedem. São três palavras que nunca deveriam ser usadas em vão porque o valor delas para quem ouve é tremendo. Acho que comecei falando de jiló e terminei discursando de abobrinha, mas é porque os sentimentos quando ficam misturados, quando a cabeça pensa de um jeito e o coração grita pra fazer outra coisa até os pensamentos acabam refletindo isso.   

Márcia Canêdo

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O adeus a Nina – nossa eterna menina

Nina uma eterna menina mesmo aos 18 anos de vida. Essa cadelinha amarela nascida sem raça definida popularmente conhecida como “vira-latas”, normalmente estigmatizados nas telinhas como cães “vadios, sem rumo”,  sempre foi uma lady por natureza. Calma, delicada até pra comer Nina foi inicialmente de minha irmã Katia , lá morando cerca de 2 anos mais ou menos.  Quis o destino que ela precisasse se mudar de uma casa para apartamento e isso trouxe essa lady canina para nosso convívio.

Mel e Nina

Foi adotada pela família e por sua irmã de 4 patas  Punk com quem conviveu por volta de 12 ou 13 anos. Muito carinhosa essa menina chegava de mansinho e enfiava a cabeça sob nossas mãos pedindo com esse gesto um cafuné atrás das orelhas. Aliás, não raro a percebíamos próxima da porta de orelhas em pé prestando atenção na conversa, mas, diga-se de passagem, ela era discreta escutava e não fazia alarde junto às irmãs. Adorava tirar fotos e fazia até pose sempre muito fina e com a classe que a natureza te presenteou.  

Quis também o destino que, essa doce cadela visse não apenas meus sobrinhos crescerem e se tornarem jovens adultos e adolescentes, mas, também que presenciasse a partida de suas irmãs caninas. A idade e a perda das amigas foram deixando ela cada vez mais abatida e próxima a nós afinal, sentia falta delas tanto ou mais que a gente. É interessante, porém, não menos cruel, ver como a velhice nos animais é bem parecida com a nossa própria. Aos 18 anos, Nina já escutava pouco, enxergava mal, adquiriu diversos problemas nas articulações da coluna e foi acometida por uma série de tumores que a idade avançada não possibilitava operar.


Mel, Nina, Cléo e Punck 
Cabíamos dar o que era possível, ou seja, qualidade de vida e dignidade para que vivesse da melhor forma dentro das possibilidades.E isso eu garanto foi feito, Nina ia sempre que preciso ao veterinário, comia ração própria para cães idosos, ganhava agradinhos como patê, pão diariamente (algo que ela adorava por sinal) além de muito amor e carinho. Porém o tempo é implacável e a doença também ...desde semana passada nossa menina começou a dar sinais de que algo estava errado precisando visitar o veterinário diversas vezes e ontem após uma conversa franca com doutora Uranian soubemos que nada mais havia de se fazer. A única coisa que não gostaríamos era de ver ela sofrendo. Hoje às 14:10 Nina foi se juntar às suas irmãs. Seu corpo físico agora descansa no Parque Morada dos Pequenos Animais próximo a um ipê amarelo, mas, seu espírito com certeza está livre de todas as dores e brincando com a Mel, Punk e Cléo. Ficará a saudade em todos nós que tivemos a sorte de conviver tanto tempo com a Nina e que agora ela com suas amigas/irmãs continuem nos olhando de onde estão esperando o dia que nos reencontraremos.       

Márcia Canêdo

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O bom humor no mundo animal - Vídeo



Porque os animais também tem senso de humor....rs


Fonte: Vídeo-Youtube
           Imagem:Google

Márcia Canêdo

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Inclusão e Exclusão Digital - Problemas da sociedade pós-moderna


Desde o início do século a exclusão digital é algo que traz implicações na sociedade moderna... também chamada de sociedade do conhecimento e das novas descobertas. Essa sociedade foi responsável pela descoberta de vacinas, satélites mandados a estudar outros planetas e também foi nela que as diferenças sociais mais uma vez se destacariam além dos fatores de falta de dinheiro. A desigualdade social entra na Era Digital, num momento onde a aquisição de conhecimento é fundamental para o aumento da produtividade e que se reverte no final em poder.



Sejam por motivos sociais, econômicos, políticos e/ou culturais, o acesso às vantagens e benefícios trazidos por essas novas tecnologias de informação e comunicação não atinge a sociedade como um todo.  A grande massa fica restrita a buscar meios de não ficar pra trás nessa busca pelo “poder que o mundo digital proporciona”. A falta de uma infra-estrutura de telecomunicação é um fator critico de fracasso no processo para minimizar a exclusão digital. O crescimento do número de usuários de internet no Brasil deve-se à maior oferta do número de linhas telefônicas e ao tempo em que contribui para que o número de linhas em serviço se ampliasse. Agregado a esse fato não podemos nos esquecer que nos dias de hoje acessamos a rede de qualquer lugar, já que aos modelos de celulares a cada dia são agregados artefatos que facilitam mais essa facilidade. Tornamos nesse caso a cair no fator dinheiro, já que apenas modelos mais atuais possuem esse tipo de funcionalidade e vale lembrar que o serviço é pago. 

A Folha Online publicou em dezembro de 2009 uma reportagem que reforça a ideia de que inclusão digital não está relacionada somente com o provimento de infraestrutura, mas vai, além disso. A reportagem com o título “Despreparo faz computador e internet serem subutilizados nas escolas” faz referência a uma pesquisa realizada em 400 escolas públicas de 13 capitais brasileiras. A pesquisa aponta que cerca de 98% das escolas possuem computador e 83% possuem Internet banda larga, no entanto, toda essa infraestrutura não é aproveitada para a potencialização do processo educacional sobretudo por falta de instrução dos professores:“A formação inicial não prepara os professores para isso. Você precisaria combinar a disponibilidade dos recursos com a melhor formação para que a tecnologia fique a serviço da aprendizagem dos conteúdos escolares”, explica Ângela Danneman, diretora executiva da Fundação Victor Civita, responsável pela pesquisa. A pesquisa ainda aponta que 74% dos professores entrevistados afirmaram que não possuem preparação adequada para utilizar o computador como ferramenta pedagógica.


As telecomunicações estão numa disputa tão acirrada por manter seus usuários depois do direito de “portabilidade”, onde as empresas foram obrigadas a deixar as pessoas escolherem se querem ou não manter-se usando aquela operadora, que criam promoções malucas em campanhas publicitárias cada vez mais voltadas à comédia num clara demonstração de desespero   . O problema da exclusão digital, portanto não está no computador, nem na internet, não está no programador, e muito menos no Bill Gates um dos grandes responsáveis pelos avanços no setor da informática. O problema está no ser humano, e isso se deve por gostarmos de tudo que é mais fácil, mais prático, mais rápido, nos deixamos levar pela máquina, sejam pelos prazeres que nos são oferecidos ou pelas facilidades de pular etapas. Não podemos deixar de ter em mente que a informática é um instrumento para se chegar a um fim, e não o próprio fim a ser alcançado. 

A capacidade que desenvolvemos em milhões de anos de viver em sociedade e nos relacionarmos uns com os outros é algo que deve ser preservado acima de qualquer coisa. Independente, portanto de ser parte da parcela da população ainda excluída desse mundo digital ou não, devemos sempre nos lembrar que todo meio novo terá benefícios e malefícios a nossa vida, nunca um irá acabar com o anterior, mas sim deverá ser por nós usados pra melhorar nossa vida em sociedade e não nos isolar da mesma.
Márcia Canêdo


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Pesquisa aponta que 72% dos brasileiros acreditam que País tem liberdade de imprensa

O Brasil está na 47ª posição em lista elaborada pelo Instituto Gallup sobre a percepção de liberdade de imprensa em cada nação, informa a Folha de S.Paulo. O País ficou à frente de vizinhos latino-americanos, como a Colômbia (53°), Argentina (60°) e Venezuela (75°), e atrás do Chile (38°).

Pessoas de 112 nações foram questionadas se achavam que a imprensa de seu país era livre. No Brasil, 72% responderam positivamente à questão, enquanto 21% acreditam que a imprensa não é suficientemente livre. Casos como a censura ao jornal O Estado de S. Paulo e as críticas ao Governo, veiculadas nos meios de comunicação, foram lembrados pelos brasileiros.

A pesquisa, realizada entre fevereiro e dezembro de 2010, apontou que 67% dos países (média geral) acreditam ter liberdade de imprensa. Uma porta-voz dos Instituto Gallup diz não saber afirmar se as respostas negativas devem-se à censura oficial ou à falta de independência da mídia. "O que podemos ter certeza é que quem respondeu 'não' acha que a mídia em seu país não tem muita liberdade", afirmou Lauren Kanry.

Em primeiro lugar, com 95% dos entrevistados afirmando haver liberdade de imprensa, ficou a Holanda. Em último lugar, ficou o país africano Chade, em que a mídia só é considerada livre por 27%. O Equador, onde o presidente Rafael Correa trava uma 'guerra' com veículos de comunicação e jornalistas, por meio de processos judiciais, ficou na 10ª pior posição.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Centenas de milhões comemoram hoje o início do Ano Novo Chinês

Hoje centenas de milhões de chineses, coreanos, vietnamitas e malaios étnicos ao redor da Ásia comemoraram  a chegada do Ano Novo Chinês, que em 2012 é o Ano do Dragão, um dos 12 signos do zodíaco chinês. Queimas de fogos de artifício, festas e almoços familiares marcaram a chegada do Ano do Dragão. De Pequim a Bangcoc, de Seul a Cingapura, as pessoas foram aos templos, pedindo boa sorte às divindades e acendendo incenso. No passado, o dragão era um símbolo reservado apenas ao imperador da China e é considerado um signo extremamente auspicioso. A expectativa é que haja aumento de até 20% de nascimentos durante o ano já que o Ano do Dragão é considerado abençoado de todas as formas para aumentar a familia.  Os bebês nascidos neste ano são chamados de "bebês dragão" e  são considerados abençoados pela cultura chinesa. 
Na China, há um dito popular que diz: Todos os planejamentos do ano se fazem na primavera, pois a chegada do Ano Novo coincide com o início da primavera lá, sempre no final de janeiro ou início de fevereiro. Não existe uma data certa, como aqui no ocidente, porque o calendário chinês é baseado no ciclo lunar. Na véspera do Ano Novo as pessoas fazem limpezas gerais: limpam e arrumam a casa, cortam o cabelo, fecham as contas, colocam oferendas aos Deuses que cuidam da casa, preparam as roupas... 

A cor vermelha, por ser yang e vibrante é a cor predominante durante as comemorações do Ano Novo. As mulheres da família procuram usar um vestido novo nesta cor para assegurar a sorte e um bom ano. Além desta cor, outras cores da sorte são o amarelo e o roxo. No último jantar do ano a família se reúne para a refeição do fechamento do ciclo anual. São feitos pratos especiais para trazer todo o tipo de sorte e felicidade. Não podem faltar os bolinhos em forma de lingotes de ouro; o peixe que representa o dinheiro; as tangerinas, também chamadas de laranjas da sorte; o prato feito com arroz moti representando a prosperidade e o talharim (macarrão) que representa vida longa, muito usado em aniversários. Todas as frutas e doces são servidos em bandejas ou embalagens vermelhas.



Durante a comemoração, lanternas vermelhas são acesas e penduradas diante da porta principal, e só serão retiradas após os 15 dias do Ano Novo. Fogos de artifício são estourados para espantar os maus espíritos. No primeiro dia do ano é muito comum as crianças e os solteiros da casa ganharem um envelope vermelho contendo dinheiro. Este envelope é distribuído pela matriarca da casa (avó ou bisavó) com propósitos auspiciosos. 

Um outro costume é colocar desejos escritos com tinta preta em tiras de papel vermelho na porta de entrada. O preto representa a água e a sabedoria; e o vermelho, o fogo e o sucesso. Segundo o dito popular Quando um pingo de água cai sobre o fogo, acontece uma ebulição; e é por ebulição que todas as coisas acontecem. Os desejos devem ser escritos por criativos e competentes calígrafos, de forma poética e metafórica para poder trazer sorte e realização. Uma forma variada deste costume é o Espalhar da Primavera onde as pessoas escrevem em um papel vermelho com uma letra bem bonita o seu pedido sincero e de boas intenções. Este pedido deve sempre visar o bem, não pode ser egoísta e nunca visar prejudicar alguém. Depois de mentalizar o pedido realizado, o papel é pendurado na janela ou porta, com uma linha ou fita vermelha, para que os ventos possam levar e trazer o pedido.




O Ano do Dragão de 2012 acaba em 10 de fevereiro de 2013. No calendário tradicional chinês, o ano que começa nesta segunda-feira (23) é o ano 4.710. O calendário chinês marca os anos desde o reinado do legendário Imperador Amarelo, que teria governado a China nos primórdios da Antiguidade.
Fontes: Agência Estado e Somos Todos Um
Imagens: Google 

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domingo, 22 de janeiro de 2012

Brasil é segundo país mais desigual do G20, aponta estudo

Brasil é segundo país mais desigual do G20, aponta estudo. 
Só perde para a África do Sul
México, Rússia, Argentina, China e Turquia também têm resultados ruins; na outra ponta estão França, Alemanha, Canadá e Itália




O Brasil é o segundo país com maior desigualdade do G20, de acordo com um estudo realizado nos países que compõem o grupo. De acordo com a pesquisa “Deixados para trás pelo G20?”, realizada pela Oxfam - entidade de combate à pobreza e a injustiça social presente em 92 países -, apenas a África do Sul fica atrás do Brasil em termos de desigualdade.

Como base de comparação, a pesquisa também examina a participação na renda nacional dos 10% mais pobres da população de outro subgrupo de 12 países, de acordo com dados do Banco Mundial. Neste quesito, o Brasil apresenta o pior desempenho de todos, com a África do Sul logo acima.

A pesquisa afirma que os países mais desiguais do G20 são economias emergentes. Além de Brasil e África do Sul, México, Rússia, Argentina, China e Turquia têm os piores resultados. Já as nações com maior igualdade, segundo a Oxfam, são economias desenvolvidas com uma renda maior, como França (país com melhor resultado geral), Alemanha, Canadá, Itália e Austrália.

Avanços - Mesmo estando nas últimas colocações, o Brasil é mencionado pela pesquisa como um dos países onde o combate à pobreza foi mais eficaz nos últimos anos. O estudo cita dados que apontam a saída de 12 milhões de brasileiros da pobreza absoluta entre 1999 e 2009, além da queda da desigualdade medida pelo coeficiente de Gini, baixando de 0,52 para 0,47 no mesmo período (o coeficiente vai de zero, que significa o mínimo de desigualdade, a um, que é o máximo).

A pesquisa prevê que, se o Brasil crescer de acordo com as previsões do FMI (3,6% em 2012 e acima de 4% nos anos subsequentes) e mantiver a tendência de redução da desigualdade e de crescimento populacional, o número de pessoas pobres cairá em quase dois terços até 2020, com cinco milhões de pessoas a menos na linha da pobreza.

No entanto, a Oxfam diz que, se houver um aumento da desigualdade nos próximos anos, nem mesmo um forte crescimento do PIB poderá retirar um número significativo de brasileiros da pobreza. "Mesmo que o Brasil tenha avanços no combate da pobreza, ele é ainda um dos países mais desiguais do mundo, com uma agenda bem forte pendente nesta área", disse à BBC Brasil o chefe do escritório da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst.

"As pessoas mais pobres são as mais impactadas pela volatilidade do preço dos alimentos, do preço da energia, dos impactos da mudança climática", acrescentou. Para ele, é importante que o governo dê continuidade às políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e que o Estado intervenha para melhorar o sistema de distribuição. "Os mercados podem criar empregos, mas não vão fazer uma redistribuição (de renda)", afirma.

Ticehurst diz que, para reduzir a desigualdade, o Brasil também precisa atacar as questões da sustentabilidade e da resistência a choques externos. "As pessoas mais pobres são as mais impactadas pela volatilidade do preço dos alimentos, do preço da energia, dos impactos da mudança climática. O modelo de desenvolvimento do Brasil precisa levar isso mais em conta".

Para o representante da Oxfam, a reforma agrária e o estímulo à agricultura familiar também é importante para reduzir a desigualdade. "Da parcela mais pobre da população brasileira, cerca de 47% vivem no campo. Além disso, 75% dos alimentos que os brasileiros consomem são produzidos por pequenos produtores, que moram na pobreza", disse TiceHurst. "É preciso fechar esse circuito para que os produtores que alimentam o país tenham condições menos vulneráveis e precárias".

Segundo o estudo, a maioria dos países do G20 apresenta uma tendência "preocupante" no sentido do aumento na desigualdade. A entidade afirma que algumas dessas nações foram "constrangidas" pelas reduções significativas da desigualdade registradas nos países de baixa renda nos últimos 15 anos. "A experiência do Brasil, da Coréia do Sul e de vários países de renda baixa e média-baixa mostra que reduzir a desigualdade está ao alcance dos dirigentes do G20", diz o texto.

"Não existe escassez de potenciais alavancas para políticas (de redução da desigualdade). Em vez disso, talvez exista uma escassez de vontade política", diz o estudo.

Fonte: Agência Brasil
Estudo com resultado preocupante para grande parcela da população brasileira. É fato que atualmente vivemos melhor que  muitos de nossos antepassados principalmente, se levarmos em consideração o grau que chegamos em nossa democracia  e aumento na expectativa de vida da população.  Porém, se hoje o brasileiro já se alimenta um pouco melhor e consequentemente vive mais, o nível de desigualdade entre a população só aumenta. Segundo a pesquisa "As pessoas mais pobres são as mais impactadas pela volatilidade do preço dos alimentos, do preço da energia, dos impactos da mudança climática".  A maior parte da população vive com salário mínimo que, mesmo com o aumento, acaba impactando na cesta básica que o consumidor compra nos mercados. As políticas assistencialistas acabam sendo uma via de mão dupla ao mesmo tempo em que “ajudam” aqueles que vivem abaixo da linha da pobreza, acabam criando uma parcela de população (não generalizando claro) que faz deles um escoro ao invés de ajuda. Se não houver mudanças grandes e certeiras neste imenso desnível social em nosso país que futuro podemos esperar ???
Márcia Canêdo 

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