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sábado, 23 de abril de 2011

Juventude Eterna - Martha Medeiros

A crônica abaixo foi recebida por e-mail e achei a temática muito interessante e sempre atual. Martha Medeiros nos brinda aqui com mais uma excelente reflexão acerca do comportamento humano em especial no universo feminino onde a ditadura da beleza impera mais a cada dia.

Essa história que eu vou contar agora aconteceu com uma mulher inteligente que estava fazendo uma palestra. Diz ela: "Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um "oooohh" de descrédito.

Aí fiquei pensando: "pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?" Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado "juventude eterna". Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se mudança. De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.


A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. Mudança, o que vem a ser tal coisa? Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu. Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu. Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

PORTANTO OLHE-SE NO ESPELHO....


Autora: Martha Medeiros

Colunista do Jornal O Globo



Tem se olhado no espelho ultimamente?! Não digo olhar procurando defeitos, rugas, marcas de expressão, fios de cabelo branco, espinhas ... digo se olhar pensando nas coisas que fez até hoje na vida, nas que ainda pretende realizar, no que deixou de fazer por receio de chocar a sociedade ou a familia. Vivemos numa época onde o que importa não é o SER e sim o TER, mede-se as qualidades do outro pelo carro que possue, quantas viagens fez por ano, quanto gasta no shopping ou salão de beleza. 


Essa ditadura aprisiona principalmente as mulheres que "sofrem" quando ao mirarem o espelho enxergam que os anos estão passando e que ele deixa suas marcas nós queiramos ou não. As que fazem parte da minoria que podem se dar "ao luxo" de viver em função da beleza não deixam também de sofrer porque nunca estão realmente satisfeitas com os resultados. 


Agora o que a querida Martha Medeiros vem nos propor nessa crônica que, creio eu sempre será atualíssima, é que ao invés de preocupar com  idade e tempo devíamos nos ocupar em VIVER o hoje com melhor qualidade não tendo medo de mudanças. Tem pessoas que passam anos infelizes em seus relacionamentos ..... empregos por receio de dar fim ao que está ruim e buscar algo que o satisfaça . Porque mudar é difícil realmente , a realidade é que se acomodar, se acostumar como situações que não estão nos agradando é mais fácil que buscar "o novo". 


Da mesma forma que faz bem arrumarmos nossas coisas para evitar que se percam faz bem  pro corpo e pra alma nos abrirmos para mudanças .... se não está bem , se a vida está lhe parecendo vazia.... compre um livro, escute um Cd cantando em alto e bom som , corte o cabelo....se tá morena vire loira..... se tá namorando mas não anda bem, converse, busque soluções, termine...fique sozinha ou procure um novo amor... saia pra dançar e se acabe na pista até as 6 da manhã... compre uma roupa nova....customize uma que sempre gostou .... passeie com o cachorro(são ótimos ouvintes e conselheiros)... mude os móveis de lugar ..... fale sobre tudo e coisa nenhuma com uma amiga(o) no telefone... mande torpedos..e-mails ....enfim....busque o equilíbrio que tá faltando em sua vida! Essa juventude da alma ninguém tem o poder de tirar de você, esta sim é ETERNA...basta querer! 


Seja Feliz!


Márcia Canêdo     

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Beijo - Uma das mais gostosas demonstrações de afeto


Falar em amor sem lembrar do beijo é algo impensável, as cenas de novela e descrições apaixonadas nos livros que o digam. Mas essa relação nem sempre foi tão óbvia e usada em todos os lugares do mundo.  Existem alguns povos que acham o ato de  beijar um tanto repulsivo e há ainda quem encare o famoso " selinho"( beijo de leve na boca sem contato de língua) como nosso beijo de cumprimento no rosto. Abaixo está uma pesquisa sobre curiosidades sobre a origem do beijo feita pela jornalista  Ana Carolina Prado e publicada na versão OnLine da Revista Super Interessante.     

7 fatos sobre o beijo


Na Grécia Antiga, nível social determinava onde seria o beijo
Na Grécia dos anos 300 a.C., pessoas da mesma classe podiam se beijar no rosto ou na boca, mas se fosse alguém de status superior era mais indicado um beijo na mão. Também se beijava deuses gregos por meio de obras de arte: as pessoas esfregavam as pontas dos próprios dedos nos lábios e tocavam na imagem. Esse tipo de beijo é uma demonstração de amizade usada na Grécia até hoje.


O beijo de noivado garantia direitos jurídicos
O beijo que selava o compromisso de noivado surgiu na Roma Antiga e garantia à mulher os direitos jurídicos determinados pelo Império. Além disso, transferia legalmente a posse dos presentes de casamento para o casal – se a celebração transcorresse sem beijos por algum motivo, eles teriam de ser devolvidos.




Alguns povos morrem de nojo de beijar

Beijar não é uma coisa que agrada a todo mundo. A tribo dos thonga, na África do Sul, jamais beija na boca e acha isso repulsivo. Outro povo de lá, os chewa, fica enojado com a idéia de “engolir a saliva de outra pessoa”. Muitos têm essa reação porque vêem a boca como a fonte da vida, o local onde uma alma imortal habita – e essa alma pode se contaminar facilmente se o dono não for cuidadoso. Há tribos nômades da Etiópia que, embora considerem os lábios uma parte sensual do corpo, não sentem vontade de colá-los em outros – até porque os adornos enormes que eles usam dificultam isso.

Em certos lugares, o “beijo” consiste em passar a mão nas axilas do companheiro


Enquanto há culturas em que as pessoas não economizam beijos, há os que nem sequer usam os lábios nas suas interações pessoais. Os polinésios, maoris e inuits preferem usar os narizes. Os índios de uma tribo isolada no Equador, os cayapas, simplesmente cheiram a mão dos amigos ao cumprimentá-los. E pasme: o “beijo” de despedida de uma tribo da Nova Guiné consiste em passar a mão na axila do companheiro e em seguida esfregar o cheiro dele por todo o seu.


Os namorados arrancam sangue um do outro durante a prática em certas tribos


Enquanto alguns povos não são nada beijoqueiros blasé, os casais das Ilhas Trobriand, no Pacífico Sul, manifestam uma paixão violenta. Antropólogos observaram, em 1929, que eles passavam horas numa espécie de jogo selvagem: mordiam os lábios um do outro até que sangrassem, davam dentadas nas bochechas e abocanhavam nariz e queixo. Nessa hora, ouviam-se expressões como “beba meu sangue” e “arranque meu cabelo”. Eles ainda arrancavam os cílios dos parceiros a mordidas.


O ritual da beijação


Se existem aqueles que proíbem, há povos que celebram a prática. Um povoado chamado Banjar Kaja Sesetan, na Indonésia, faz um festival anual chamado Med-medan. Ao som de um canto ritual, fileiras de moços e moças ficam frente a frente, formando pares, e o primeiro da fila beija quem estiver na sua frente até um ancião jogar água para separar o casal. Calma, não é todo mundo beijando todo mundo. Quem se beijou primeiro vai para o fim da fila e o ritual se repete até que todos os casais tenham ocupado a primeira posição. O objetivo é proteger o lugar de perigos inesperados e só os jovens podem participar.


No Brasil do século 18, a demonstração de afeto era o beliscão


No século 18, em Portugal e, muito provavelmente, também no Brasil, uma expressão de amor bastante difundida era o beliscão. Entre os recém-conhecidos, era de bom tom beliscar “de pincho”, aplicando levemente a torção sobre a pele. Para os mais íntimos valia o beliscão “de estorcegão”, também conhecido como “enérgico”. A moda era tão forte que houve quem discutisse a necessidade de construir divisórias no interior das igrejas para impedir beliscões durante a missa. Os estudiosos desse gesto associam-no ao “namoro camponês”. Beliscões, pisadas de pé e mútuos estalos de dedos consistiam em rituais que simbolizavam a dura vida rural.


PARA SABER MAIS : “História íntima do beijo”- Julie Enfield (Editora Matrix,2008)
Fonte:Artigo Publicado no Site da  Revista Super Interessante  em 21 de julho de 2010Jornalista: Ana Carolina Prado 
Imagens: Google


Bom muitos concordarão comigo em agradecer de terem nascido quando o beijo já havia se tornado uma demonstração de afeto aqui no Brasil, confesso que beliscões mesmo que de leve me lembram mais minha mãe ralhando com "alguma coisa" errada que eu fizesse na infância. O conhecido beijo francês, também ou "de língua" é aquele em que as línguas se entrelaçam, sendo essa expressão criada por volta de 1920 e aderida pelos casais apaixonados de todo o mundo. O Kama Sutra reconhece seu poder para expressar sentimentos, emoções e paixões. No famoso livro há a descrição em detalhes dos beijos e ocasiões em que cada um dos tipos de beijo devem ser usados. Para o Kama Sutra (e eu sou obrigada a concordar)  o ato de beijar combina três sentidos: o paladar, o tato e o olfato. Se cada sentido, separadamente, é capaz de produzir uma forte reação emocional, os três juntos podem transportar as pessoas até o "sétimo céu". Fato é que desde o sopro divino de Deus em Adão até aos beijos dos contos de fadas ele está sempre presente nos momentos marcantes da história, das artes e claro também da literatura. Na boca, no rosto, no queixo, de esquimó(leve esfregar de narizes), francês , o beijo representará sempre um grau de afetividade entre duas pessoas e eu particularmente ADORO. 


Márcia Canêdo

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Anos Dourados

Você teve sua infância durante os anos 60,70,80?


 Como pôde sobreviver ??? Os carros não tinham cintos de segurança apoios de cabeça nem air-bag!! Afinal de contas... Íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra! E isso não era perigoso!!! As camas de grades e os brinquedos eram multicores e no mínimo pintados com umas tintas "duvidosas" contendo chumbo ou outro veneno qualquer... 

Não havia travas de segurança nas portas dos carros chaves nos armários de medicamentos detergentes ou químicos domésticos... A gente andava de bicicleta para lá e pra cá sem capacete joelheiras caneleiras e cotoveleiras... Bebíamos água da torneira de uma mangueira ou de uma fonte e não águas minerais em garrafas ditas... ¨esterilizadas¨... 


Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham „economizado" a sola dos sapatos que eram usados como freios...E estavam descalços... Alguns acidentes depois... Todos esses problemas estavam resolvidos!!! Íamos brincar na rua com uma única condição: voltar para Casa ao anoitecer! Não havia celulares... E nossos pais não sabiam onde estávamos! Incrível!! 

Tínhamos aulas só de manhã e íamos almoçar em Casa... Gessos dentes partidos joelhos ralados... Alguém se queixava disso? Todos tinham razãomenos nós ... Comíamos doces à vonta de Pão com manteiga bebidas com o (perigoso) açúcar. Não se falava de obesidade e todo gordinho era saudável e todo magro doente . Brincávamos sempre na rua e éramos super ativos ... Dividíamos com nossos amigos uma Tubaína comprada naquela vendinha da esquina gole a gole e nunca ninguém morreu por isso ... 

Nada de Playstations, Nintendo 64, X boxes, jogos de VídeoInternet por satélite, videocassete, Dolby surround, celular com câmera, computador, chats na internet ... Só amigos... E os nossos cachorros? Lembram? Nada de ração. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos) e sem problema algum! Banho quente? Xampú??? Que nada! No quintal um segurava o cão e o outro com a mangueira (fria) Ia jogando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão (em barra) de lavar roupa! Algum cachorro morreu (ou adoeceu) por causa disso??? 

A pé ou de bicicleta íamos à Casa dos nossos amigos mesmo que morassem a kms de nossa Casa entrávamos sem bater e íamos brincar... É verdade! Lá fora nesse mundo cinzento e sem segurança! Como era possível? Jogávamos futebol na rua com a trave sinalizada por duas pedras e mesmo que não fossemos escalados ... ninguém ficava frustrado e nem era o "FIM DO MUNDO"!!! Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a „moda" dos superdotados" nem se falava em dislexia problemas de concentração hiperatividade. Quem não passava simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!!! 

Tínhamos: liberdade, fracassos, sucessos, muitos deveres e alguns poucos direitos ... e aprendíamos a lidar com cada um deles!! A única verdadeira questão é: como a gente conseguiu sobreviver ? Acima de tudo como conseguimos desenvolver a nossa personalidade? Você também é dessa geração?   Se sim então sabe que  como éramos felizes e não sabíamos!!! 

Recebi este texto por e-mail, quem escreveu não sei dizer porém sabia do que estava falando. Pelo menos fizemos parte de uma geração que não esteve tão vulnerável a essa violência urbana que vivemos atualmente !! (mesmo com um currículo de ditadura na gaveta...)  

Imagens: Google
Márcia Canêdo

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

07 de Abril - Dia do Jornalista:Dia de Comemoração ou Reflexão?

Hoje dia 07 de abril comemoramos o Dia do Jornalista mas desde o final de semana estou pensando até que ponto é um dia de comemoração ou de reflexão. Não entendam mal sou muito feliz pela escolha que fiz, amo o jornalismo  e o meu trabalho mas, dói ver como andam sucateando tanto minha profissão. O sensacionalismo, o cabide de emprego de modelos, atrizes, ex BBBs na tv brasileira que deixa a qualquer jornalista a procura de emprego indignado. Que existe o famoso QI (quem indica) em todas as profissões nós sabemos mas na televisão principalmente já está ficando nojento, prima-se pela beleza ao invés de um bom trabalho.  

Neste ponto que me pergunto se hoje cabe comemorar ou refletir sobre o futuro de nosso jornalismo. Muitos dizem que com o advento da internet se tornando popular (mesmo que não atinja a totalidade da população) houve mudanças na forma de se tratar a notícia e de certa forma é verdade. Se antes o jornal de hoje servia para embrulhar o peixe de amanhã, agora a velocidade com que temos contato com a informação pela web faz a muitos optarem por usá-la como unica fonte de consulta. Ai está o erro! Concordo até que hoje leia mais jornais pela internet já que trabalho no computador a maior parte do tempo porém, nada substitui um bom telejornal , um livro que traga mais a fundo sobre um assunto e até mesmo a leitura de um jornal que tenha uma opinião diferente da já conhecida.

De qualquer forma espero que no dia de hoje os profissionais da comunicação, como eu, tenham tido um dia de trabalho proveitoso e nos próximos 364 dias façam uso de sua inteligência e talento para levar a informação até as pessoas sem embustes ou sensacionalismo. Cabe a cada um de nós Jornalistas mudarmos o rumo desse jornalismo imperialista que temos atualmente. Que no futuro o jornalismo seja uma busca pelos fatos, e não por dinheiro ou fama. 

Márcia Canêdo

Algumas frases sobre o Jornalismo a maioria delas cabe reflexão 

As duas  melhores:

“Quando um cachorro morde um homem, isso não interessa, porque acontece com freqüência. Mas se um homem morder um cachorro, o fato torna-se notícia”. John Bogart.


“Os repórteres se dividem em três categorias: o repórter, que escreve o que viu; o repórter interpretativo, que escreve o que viu e o que ele acha que isso significa; e o repórter especialista, que escreve a respeito do significado do que ele não viu”. Abbott Joseph Liebling.


As mais dolorosas:

“Jornalista é um homem que errou de profissão”. Otto Bismark.

“Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data”. Luís Fernando Veríssimo.

“O jornalismo é a arte de mentir sinceramente”. George Patino.

“Médico acha que é Deus. Jornalista tem certeza”. Ricardo Noblat.

“Alguns jornalistas são filhos da pauta”. Marcos Losekan.

“A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no 
cérebro”. Noam Chomsky.

“Eu não preciso ler jornais / Mentir sozinho eu sou capaz”. Raul Seixas.

“O jornalista é um fofoqueiro profissional. Ganha (pouco) dinheiro para ouvir as coisas e contar pra todo mundo”. Ana Redig.

“The press is depress”. Hunter Thompson.

As mais críticas:

“Jornalismo é tudo aquilo que consigo enfiar entre um anúncio e outro”. Barão de 
Beaverbrook.

“Três jornais me fazem mais medo do que cem mil baionetas”. Napoleão Bonaporte.

“A diferença entre o jornalismo e a literatura é que o jornalismo é ilegível e a literatura não é lida”. Oscar Wilde.

“A Imprensa não ganha eleição. Mas ajuda a perder”. Getúlio Vargas.

“Trabalho pelo olfato. Quando sinto algo fedendo, vou atrás”. Drew Pearson.

“A imprensa sensacionalista trabalha com emoções, da mesma forma que os regimes totalitários trabalham com o fanatismo”. Ciro Marcondes Filho.

“Só existem duas maneiras de fazer carreira em jornalismo. Construindo uma boa reputação ou destruindo uma”. Tom Wolfe.

“Sair na primeira página ou na página trinta depende do medo que eles têm de você”. Richard Nixon.

“O jornalista é forte e poderoso não pelo bem que ele faz, mas pelo mal que pode fazer”. Ibrahim Sued.

“O jornalista é um inquilino que frequenta um condomínio que não lhe pertence”. Theodor Adorno.

As mais reflexivas:

“Não há fatos, só interpretações”. Friedrich Nietzsche.

“Quem mais manda na mídia é você, meu caro leitor ou espectador. E você, consumidor, é o mal da imprensa. Editores quebram a cabeça diariamente para agradá-lo. O mal da imprensa é que ela não ousa mais desagradar ao seu leitor. Simplicidade verbal não é sacrifício de complexidade. A glória da imprensa foi feita por gente com opiniões fortes e inconformistas”. Paulo Francis.

“Jornalismo é o ato de contar a uma parte da sociedade o que a outra parte está fazendo”. Heródoto Barbeiro.

“Imprensa é a arte de dizer que Lord Jones morreu a quem nunca soube que Lord Jones existiu”. Chesterton.

“Repórter na redação, que não gosta de rua, de gente, da vida, é como trapezista com medo de altura: não funciona”. Narciso Kalili

Fonte das Frases e Imagens: Google

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domingo, 3 de abril de 2011

Crônicas de uma Julieta do Séc XXI - Final

A segunda-feira de carnaval amanheceu ensolarada mas na casa de sr. José o clima era dos 
piores possíveis. Sua esposa chorando não sabia o que fazer para acalmá-lo. -Como assim ela viajou Ana? Me explica essa história direito onde está Julieta e Carlos? Estou indo agora na delegacia dar parte desse rapaz, ele raptou minha filha. A moça nervosa explica que não é nada disso, que na realidade o casal havia fugido para a capital carioca por conta da implicância dele com o namoro dos dois. O sr. José porém não aceitou a explicação de Ana e muito menos no que leu na carta de sua filha. Era difícil para ele aceitar que sua “menininha” tivesse agido de caso pensado e fugido de casa daquela forma sem pensar em com sua familia reagiria a esta loucura. Por seu lado Julieta na carta pedia perdão ao pai por ter tomado essa atitude drástica e que em breve entraria em contato e que não ficassem preocupados . 

No Rio Julieta e Carlos seguiram direto da rodoviária para o bairro do Flamengo onde morava Rafael e dona Maria, que nem desconfiava que o casal estava ali escondido da familia. Alguns dia se passam, Ana pressionada em dizer onde os dois estavam conseguiu entrar em contato pelo celular com Julieta e tranquilizá-los. O casal era só felicidade , vivendo dias de lua  de mel mesmo sabendo que agora estavam por conta própria.  Carlos voltou ao serviço no escritório e naquela mesma semana começou a ajudar a amada a procurar um emprego mesmo que temporário. Passados 10 dias após o término do carnaval iniciou-se uma grande contratação no comércio devido a Quaresma e consequentemente chegada da Páscoa. Julieta  não tinha experiência em trabalhar porém dotada de uma delicada beleza e inteligência não teve dificuldade em conseguir um serviço em uma loja especializada em chocolates como vendedora. Os dias iam passando e a moça conversou com seus pais no telefone, ainda muito revoltado sr. José exigia a volta da filha fazendo mil e uma alegações mas sem sucesso.

O tempo é sempre o melhor conselheiro  e mesmo com a vida estando muito apertada, já que ambos ganhavam pouco, o casal conseguiu arrumar uma quitinete e se mudar para viver por seus próprios meios. As familias de ambos mesmo não aceitando a forma como se procedeu a situação acabaram por entender que não adiantava tentar separá-los.A vida não era fácil, o que sobrava em amor faltava em condições financeiras. Julieta acostumada com uma vida de princesa foi a que mais sentiu a diferença já que nunca havia precisado trabalhar para seu sustento. Independente dos problemas financeiros e trabalhando longe  da moradia o casal não desanimava e estavam felizes por enfim poder iniciar sua vida juntos. Passados 3 meses já no Rio de Janeiro e após ter conseguido ultrapassar a barreira do período de experiência no serviço,  a moça enfim aceitou passar o endereço onde estava morando para que seus pais a visitassem e vissem que estava bem e feliz apesar das adversidades.

Sr. José e esposa chegaram num sábado a tarde no local  e se assustaram um pouco de ver como ambos viviam com um mínimo de móveis já que a quitinete consistia num quarto e sala conjugados, um corredor onde ficava a cozinha  e um pequeno banheiro. Após o emocionante encontro e uma conversa dura, porém necessária, a situação foi toda esclarecida e mesmo com um pouco de resistência Julieta e Carlos ficou acertado que o pai da moça os ajudaria financeiramente por um tempo. Essa ajuda possibilitaria que alugassem um apartamento um pouco maior e Julieta retomasse os estudos em um cursinho para prestar vestibular no final do ano para Letras como era seu desejo. Ambos sabiam que as dificuldades e obstáculos estavam apenas começando, que a vida de casal nem sempre seria um mar de rosas mesmo havendo muito amor.  Julieta e Carlos entenderam que deveriam viver um dia de cada vez e resolver os problemas conforme fossem aparecendo e mostrar a todos que duvidavam que um romance iniciado através da internet poderia sim dar certo . 

Esta é uma história que não tem fim na realidade a vida desse casal está apenas começando  por quanto tempo irá durar impossível dizer mas parafraseando Vinícius de Moraes : 
Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure... "   

Márcia Canêdo

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