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domingo, 31 de janeiro de 2010

Não desista nunca

Por problemas técnicos a crônica que deveria ter saído a horas, só agora esta sendo postada, mesmo assim como prometido encerraremos a semana em grande estilo, com mais um texto para refletirmos. Hoje quem veio nos brindar com sua crônica é a poetisa e cronista Martha Medeiros, nascida em Porto Alegre em 1961. Martha é uma jornalista e escritora brasileira, colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre e do O Globo, do Rio de Janeiro. Casada com o publicitário Luiz Telmo de Oliveira, tem duas filhas. Sua carreira como cronista deslanchou após 9 meses morando no Chile junto com sua familia. Ao retornar ao Brasil publicou uma coletânea dos textos lá escritos e não parou mais. Conhecia pouco de seu trabalho, depois de ler esse e outros textos da autora fiquei encantada com sua forma de expressar a natureza humana.
Não desista nunca

Se você não acreditar naquilo que você é capaz de fazer; quem vai acreditar? Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe.
Somente quando você estiver convicto daquilo que deseja e esta convicção fizer parte integrante do processo. Mas quando ocorre este momento? Imagine uma ponte sobre um rio. Você está em uma margem e seu objetivo está na outra. Você pensa, raciocina, acredita que a sua realização está lá. Você atravessa a ponte, abraça o objetivo e não olha para traz. Estoura a sua ponte.

Pode ser que tenha até dificuldades, mas se você realmente acredita que pode realizá-lo, não perca tempo: vá e faça. Agora, se você simplesmente não quer ficar nesta margem e não tem um objetivo definido, no momento do estouro, você estará exatamente no meio da ponte. Já viu alguém no meio de uma ponte na hora da explosão... eu também não. Realmente não é simples.

Quando você visualizar o seu objetivo e criar a coragem suficiente em realizá-lo, tenha em mente que para a sua concretização, alguns detalhes deverão estar bem claros na cabeça ou seja, facilidades e dificuldades aparecerão, mas se realmente acredita que pode fazer, os incômodos desaparecerão. É só não se desesperar. Seja no mínimo um pouco paciente. Pois é, as diferenças básicas entre os três momentos são:

ESTOURAR A PONTE ANTES DE ATRAVESSÁ-LA
Você começou a sonhar... sonhar... sonhar! De repente, sentiu-se estimulado a querer ou gozar de algo melhor. Entretanto, dentro de sua avaliação, começa a perceber que fatores que fogem ao seu controle, não permitem que suas habilidades e competências o realize. Pergunto, vale a pena insistir? Para ficar mais tangível, imaginemos que uma pessoa sonhe viver ou visitar a lua, mas as perspectivas do agora não o permitem, adianta ficar sonhando ou traçando este objetivo?
Para que você não fique no mundo da lua, meio maluquinho, estoure a sua ponte antes de atravessá-la, rompa com este objetivo e parta para outros sonhos!

ESTOURAR A PONTE NO MOMENTO DE ATRAVESSÁ-LA  
Acredito que tenha ficado claro, mas cabe o reforço. O fato de você desejar não ficar numa situação desagradável é válido, entretanto você não saber o que é mais agradável, já não o é! Ou seja, a falta de perspectiva nem explorada em pensamento, não leva a lugar algum. Você tem a obrigação consciencional de criar alternativas melhores.Nos dias de hoje, não podemos nos dar ao luxo de sair sem destino.O nosso futuro não é responsabilidade de outrem, nós é que construímos o nosso futuro. Sem desculpas, pode começar...

ESTOURAR A PONTE DEPOIS DE ATRAVESSÁ-LA  
No início comentei sobre as pessoas que realizaram o sucesso e outras que não tiveram a mesma sorte. Em primeiro lugar, acredito que temos de definir o que é sucesso.Sou pelas coisas simples, sucesso é gostar do que faz e fazer o que gosta.

Tentamos nos moldar em uma cultura de determinados valores, onde o sucesso é medido pela posse de coisas, mas é muito mesquinho você ter e não desfrutar daquilo que realmente deseja. As pessoas que realizaram a oportunidade de estourar as suas pontes de modo adequado e consistente, não só imaginaram, atravessaram e encontraram os objetivos do outro lado. Os objetivos a serem perseguidos, foram construídos dentro de uma visão clara do que se queria alcançar, em tempo suficiente, de modo adequado, através de fatores pessoais ou impessoais, facilitadores ou não, enfim o grau de comprometimento utilizado para a sua concretização.

A visão sem ação, não passa de um sonho.

A ação sem visão é só um passatempo.

A visão com ação pode mudar o mundo.
 

Fonte: Crônica pertencente ao acervo da poetisa e cronista  Martha Medeiros.
 
Uma das definições de "objetivo" nos dicionários é a seguinte: meta que se deseja alcançar; fim que se quer atingir; ação relacionada à ideia ou sentimento. Martha nessa crônica trata justamente sobre nossas metas, sonhos que acalentamos através dos tempos, alguns possíveis, outros nem tanto. Enfim, durante nossa vida uma das coisas que nos movem  são justamente os sonhos ou objetivos, como queiram chamar. Neles depositamos nossas  forças e fé , algumas vezes atribuindo uma futura felicidade a partir de sua realização. O problema é que entre a teoria e a prática existe uma distância, a qual a cronista chamou de ponte, que  separa esses objetivos de sua concretização.

Quando ousamos sonhar nunca temos certeza se o resultado será positivo, ter receio, medo, não é vergonha, ao contrário é natural. Criamos obstáculos até onde não existem, tudo por medo do julgamento a que estamos sujeitos. Por que isso acontece? Bom , o grau de importância varia de pessoa a pessoa, então o que para você é a realização de uma vida, nem sempre  pro seu vizinho, amigo e até mesmo sua familia terá esse mesmo valor. Neste ponto forma-se um problema, pois nunca admitimos que diminuam nossos feitos. Na realidade não existem vilões ou moçinhos nesta situação, o que ocorre é que devemos aprender a respeitar as escolhas alheias sem fazer julgamentos. Porém o mais  importante a se refletir sobre  este assunto é que tal qual diz o título nunca devemos desistir dos nossos objetivos a não ser que realmente cheguemos à conclusão que não passa de uma ilusão.  

Termino citando o filósofo Alfred Montapert em  'A Suprema Filosofia do Homem': "O desejo de realizar nasce conosco. Desejamos fazer qualquer coisa digna, chegar sempre mais além, atingir alguns dos nossos ideais. A pedra angular do sucesso e da realização é a vontade. A ambição é a força que nos empurra para a luta. No momento em que deixarmos o prazer ou as dificuldades neutralizarem esta força, no momento em que deixarmos de avançar, no momento em que essa ambição morre, é então que morremos também. O sucesso real foi planejado para ser atingido nos três planos do nosso ser - físico, mental e espiritual."

Márcia Canêdo

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Hipertensão: no Brasil, já passam dos 17 milhões o número de adultos com a doença

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde de prevalência de pressão alta, ou hipertensão arterial, são de que 35% da população brasileira com mais de 40 anos é portadora da doença correspondendo a cerca de 17 milhões de pessoas.Segundo estudo da Universidade Federal de Minas Gerais, 33% dos óbitos com causas identificadas no Brasil são relacionados a problemas cardiovasculares como a hipertensão.


O Ministério da Saúde explica que a hipertensão ocorre "quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, ficando o valor igual ou maior que 140/90 mmHg ou 14 por 9".
Quando não controlada, pode acarretar em derrames, doenças do coração - como infarto, insuficiência cardíaca e angina (dor no peito) -, insuficiência renal ou até falência dos rins, e alterações na visão que podem causar cegueira. Por isso é fundamental prevenir e controlar a doença.


Existem alguns fatores que aumentam as chances de um indivíduo desenvolver hipertensão e grande parte deles pode ser evitada:

HISTÓRICO FAMILIAR



A presença de casos de hipertensão arterial na família devem ser comunicados ao seu médico, pois você pode apresentar uma predisposição a ter hipertensão. O fato de haver uma pessoa hipertensa na família não quer dizer que outra pessoa terá a doença, mas apenas aumentam as chances disto ocorrer.

RAÇA


Verificou-se que a hipertensão arterial é mais comum em pessoas da raça negra. No entanto, isto não quer dizer que outras pessoas de outras raças (brancos e orientais) não tenham "pressão alta".

IDADE


A hipertensão arterial é mais comum em pessoas acima dos 35 anos. O risco de desenvolver a doença aumenta com o avançar da idade. Este é um processo relativamente natural pelas transformações sofridas pelas artérias ao longo da vida, propiciando a hipertensão.


DIETA ALIMENTAR


Ingestão excessiva de sal aumenta as chances de se desenvolver a hipertensão arterial. Dietas pobres em sal fazem parte das maneiras de se evitar a hipertensão. Também dietas ricas em alimentos gordurosos, que contenham muito colesterol, predispõe a pessoa a desenvolver hipertensão.


DIABETES


É comum que pessoas diabéticas também sejam hipertensas. Assim, estas duas doenças combinadas podem trazer complicações cardíacas e renais.

PESO CORPÓREO


Sabe-se que pessoas acima do seu peso normal têm maior chance de desenvolver hipertensão arterial. Isto não quer dizer que pessoas magras não possam ser hipertensas. Procure saber com o seu médico se você está acima do peso normal para a sua altura. Consulte-o também sobre como realizar uma dieta e atividade física adequada para se perder o excesso de peso.

CONSUMO DE BEBIDAS ALCÓOLICAS


Um abuso no consumo de alcóol aumenta o risco da pessoa vir a ter hipertensão arterial. Dessa forma o consumo moderado é o mais aconselhável.

ATIVIDADE FÍSICA


É muito bom se ter uma rotina de atividade física para evitar a hipertensão. A vida de hábito sedentário é um dos fortes fatores que levam à hipertensão em uma idade mais avançada.

FUMO


O hábito de fumar está associado com o aumento do risco de se ter hipertensão e também cardíaco.
STRESS


O stress da vida cotidiana de pessoas que vivem em grandes cidades é um fator que aumenta a probabilidade desta pessoa vir a ter hipertensão. O stress também é um dos vilões dos problemas cardíacos.



Pelo dados da Organização Mundial da Saúde estima-se de que 13% das mulheres e 9% dos homens brasileiros são obesos. O órgão avisa que, depois dos 55 anos, 90% dos indivíduos correm o risco de desenvolver hipertensão, mesmo que tenham tido pressão normal até então. Alguns sintomas que podem ajudar no diagnóstico da doença são dores de cabeça, cansaço, tonturas e sangramentos do nariz. Porém, a única forma segura de identificar a hipertensão é checar regularmente a pressão arterial, pois o mal não apresenta sintomas claros no início. Por isso, muitos portadores de hipertensão nem sabem do risco que correm.

Uma curiosidade sobre a doença segundo o cardiologista Abrão José Cury Jr., do Hospital do Coração, de São Paulo, para aqueles que sofrem com a doença é ficar atento no inverno. Devido ao aumento da poluição do ar nesta época do ano os sintomas da doença se agravam ,  o que ocorre pela ação de gases tóxicos e material particulado emitidos pelos veículos movidos a combustíveis como gasolina e diesel.  Segundo ele, no inverno, o número de hipertensos que procuram hospitais aumenta em até quatro vezes.


Fontes: www.bol.com.br
            www..portalsaofrancisco.com.br

Através das pesquisas verifica-se, portanto que alguns dos vilões que levam a hipertensão, são fatores a que submetemos nosso corpo devido ao acelerado ritmo de vida que a atualidade nos impõe. A melhor forma de minimizar os riscos futuros é o controle da doença para aquelas pessoas que já tiveram a doença diagnosticada.

Para aqueles que possuem antecedentes familiares ou já foram diagnosticados como hipertensos,o  Ministério da Saúde recomenda um consumo diário máximo de sal de uma colher de chá e  medição regular da pressão arterial. Outra recomendação é a   redução ou total abandono do consumo de bebidas alcoólicas, além da  manutenção do peso adequado conseguida através de uma alimentação saudável aliada com a prática de atividades físicas ao menos cinco vezes por semana. No caso dos pacientes que fazem uso de medicação via oral, não é recomendado mudança de rémedio, ou aumento e dimininuição de sua administração sem consulta prévia com o médico que já acompanha o quadro clínico desde o diagnóstico.

Márcia Canêdo

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Arqueólogos egípcios descobrem tumba de construtores das pirâmides

Novidade arqueológica: descobertas tumbas de construtores das pirâmides no Egito


O achado ajuda a entender como vivia e comia o povo na região do Egito há mais de 4.000 anos.De acordo com o pesquisador, trabalhadores não eram escravos como se pensava. Arqueólogos egípcios descobriram um grupo de novas tumbas de trabalhadores que construíram as pirâmides, abrindo espaço para entender a forma como eles viviam e comiam há mais de 4.000 anos. A revelação foi feita no domingo, 10 de janeiro pelo departamento de antiguidades do país.
As tumbas são pertencentes à 4ª dinastia, entre os anos 2.575 a.C. e 2.467 a.C., quando as Grandes Pirâmides foram construídas, segundo o diretor do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass.As primeiras tumbas de trabalhadores que construíram as pirâmides foram encontradas nos anos 1990 e, junto com as novas descobertas, indicam que os trabalhadores não eram escravos, como se pensava anteriormente.
"Essas tumbas foram construídas ao lado da pirâmide do rei, o que indica que essas pessoas não eram escravas, pois não poderiam ter construído suas tumbas dessa forma", disse Hawass. As tumbas eram usadas para trabalhadores mortos durante a construção.

As evidências encontradas apontam que aproximadamente 10 mil trabalhadores atuaram na construção da pirâmides e eles comiam 21 bois e 23 ovelhas que eram enviados diariamente para eles por fazendas do norte.



Fonte: http://www.globo.com/

Interessante é como a história contada durante uma vida inteira pode mudar a partir de uma descoberta como essas. Acho que essa é a motivação dos historiadores, principalmente os que fazem especialização em arqueologia. A história do Egito sempre me interessou muito. Acerca das Pirâmides, então,  é desnecessário falar  em como a mente de uma criança "viaja" ao imaginar como elas foram construídas .

Nossos   professores nos ensinam que elas foram construídas pelos escravos, o que seria compreensível pela época. Bom, segundo as descobertas feitas pelos arqueólogos egípcios, se as tumbas dos construtores se encontram próximas às  pirâmides, significa que não poderiam ser de escravos. Portanto, apesar da existência de escravos, não eram confiadas a eles as tarefas de edificação das Pirâmides. Uma questão, no entanto, ainda após essa descoberta, não deixa meu pensamento: independente da classe de pessias que tenha  construído as últimas moradas dos Faraós, grandes monumentos, feitos em blocos de granito de encaixe perfeito, pesando toneladas, como se deu a sobreposição e içamento dos tais blocos??

As pirâmides tinham a função abrigar e proteger o corpo do faraó mumificado e seus pertences, suas jóias, objetos pessoais e outros bens materiais. Logo, estas construções tinham de ser bem resistentes, protegidas e de difícil acesso. Segundo livros de história, os engenheiros, que deveriam guardar os segredos de construção das pirâmides, planejavam armadilhas e acessos falsos dentro das contruções. Tudo era pensado para que o corpo mumificado do faraó e seus pertences não fossem acessados. Os egípicios eram grandes conhecedores da ciência da matematica, sua herança advinda de outras civilizações mais antigas. Os mistérios que envolvem o Egito, porém, estão longe de serem, por completo, desvendados. O que, de certa forma, é natural, se levarmos em consideração que estamos tratando de uma  das civilizações mais antigas e importantes da História Universal.

Márcia Canêdo 

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sábado, 23 de janeiro de 2010

Mentira X Verdade - A Aliança

Hummm ... chegou o sábado ... dia de colocar a leitura no computador em dia, de tirar o livro da cabeceira da cama, tomar aquela cervejinha com os amigos claro depois de uma bela "pelada" (no caso dos homens) ou de sentar com as amigas conversando por horas sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Para quem tem criança pequena em casa, é dia de levá-los no parque, cinema, shopping , pois essa é a única maneira da casa permanecer arrumada . Para os solteiros ou namorando, dia de passear , ir para baladas ou ficar deitado horas assistinum filme após o outro no dvd ( ahhh.. não esqueça da cerveja gelada e da pipoca.. não somos de ferro..). 

Pois bem ... sábado agora vocês tem um encontro marcado para ler uma crônica no Blogger Jornalismo Antenado.  Isso mesmo, anotem na agenda, toda semana com um assunto e autores diferentes. Os temas serão diversos, a ideia é que ao final deixe margem para uma reflexão sobre o assunto. O espaço esta semana foi dedicado ao grande escritor porto-alegrense Luis Fernando Veríssimo. Um do mais respeitados cronistas brasileiros que se consagrou por seu talento com as letras , recheado de um humor refinado e por vezes sarcástico. Vamos então...


A Aliança


Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid , a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. situa-se no tereno mais baixo das pequenas afições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. fictício, claro.

Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade, em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkant, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências... Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de  óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança no asfalto, mas sem querer a chutou . A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.

- Você não sabe o que me aconteceu!

-O quê?

-Uma coisa incrível.

-O quê?

-Contando ninguém acredita.

-Conta!

-Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?

-Não.

-Olhe.

E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.

-O que aconteceu?

E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.

-Que coisa - diria a mulher, calmamente.

-Não é difícil de acreditar?

-Não. É perfeitamente possível. 

-Pois é. Eu ... 


-SEU CRETINO!

-Meu bem ... 

-Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer   um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história emq ue só um imbecil acreditaria.

-Mas, meu bem ...

-Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!

E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações.
Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Porque essa cara? Nada, nada. E, finalmente:

-Que fim levou a sua aliança?

E ele disse:

-Tirei para namorar. Para fazer um programa. e perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento, eu compreenderei.

Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom senso, a venceriam.

-O mais importante é que voc~e não emntiu pra mim.

E foi tratar do jantar.

Fonte:- Parte integrante do livro "As mentiras que os homens contam" de Luis Fernando Veríssimo, pág 37 a 39. Ed. Objetiva,2001.
             - Imagens Google.

Irônico? Cômico? Não. Apenas verdadeiro. Mas porque isso acontece? Porque as pessoas acreditam mais numa mentira bem contada do que numa verdade espetacular? A inversão de  valores  esta a cada dia maior. Perdemos a confiança na humanidade de tal forma, que a verdade pode estar gritando na nossa frente e ainda assim não a escutamos.

Veríssimo defende a tese que mentimos  por uma questão de sobrevivência, que vale tudo pelo bom convívio social, pela harmonia dentro de casa, no emprego, na mesa com os amigos e principalmente no relacionamento. Para ele, mentimos para poupar as pessoas de uma verdade que elas não acreditariam. Bom, ao menos, foi o que aconteceu ao homem da crônica, qualquer mulher que passasse por situação semelhante, não acreditaria realmente na desastrata história de seu companheiro.

 Culpa de quem? Do homem , da mulher ou da humanidade que está perdendo o crédito a cada dia? Rui Barbosa disse certa vez: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". Ele falava da inversão de valores, do descrédito que damos ao honesto, a bondade, a pureza, porque é mais fácil acreditar que todos são maus, desonestos, mentirosos. Essa inversão compromete o convívio social e deve ser combatida com rigor por meio de pessoas comprometidas com o desenvolvimento humano e o progresso social. 

Que existem  pessoas desonestas, maridos e esposas infiéis, amigos interesseiros,  é fato consumado, que não cabe aqui julgar ou tentar minimizar  . Mas vale  a pena refletirmos sobre essa questão da mentira versus verdade, sobre os valores morais que aprendemos desde pequenos através de nossos pais e/ou escola. Feita essa reflexão, vamos "tentar" ao menos dar mais crédito , senão a todos, ao menos a aqueles que amamos, porque se existe motivo para desconfianças algo está errado e precisa ser resolvido.

Márcia Canêdo

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A sujeira esta voltando à moda?

A sociedade moderna odeia sujeira. Não importa se é sua própria pele ou o chão do banheiro, tudo precisa estar o mais livre de micróbios possível. O mais novo vilão da limpeza é o teclado, com 70 vezes mais micróbios que uma privada. O mercado agradece. Por ano são gastos US$ 24 bilhões em sabão em barra e em gel e US$ 106 bilhões para lavar carros, pratos e roupas, além de nós mesmos.

A febre por limpeza é razoavelmente recente. Em 1965, apenas metade das mulheres britânicas usavam desodorante. Em 1940, um pouco mais da metade de todas as casas norte-americanas tinham banheiros. Em 1951, dois quintos das casas inglesas não contavam com banheiras.Por séculos, tomar banho foi impopular. Acreditava-se que água quente expunha os poros a doenças. Moralistas também eram contra a “depravação” comum em casas de banho do século XVI. A realeza e os camponeses passavam os dias igualmente imundos.


A limpeza começou a voltar à moda em fins do século XVIII, ironicamente, por causa de doenças relacionadas à falta de higiene, como a peste negra e sífilis. Napoleão costumava tomar longos banhos, ao contrário de líderes de épocas passadas, que passavam meses longe da água. A ciência ajudou no fim do preconceito contra os banhos, com a descoberta de Louis Pasteur e Robert Koch, que criaram a teoria da doença causada por germes.


Mudanças em políticas de saúde também fizeram sua parte. Na Inglaterra do século XIX viu-se o ressurgimento de casas de banhos, mas, embora a burguesia as tenha adotado, os camponeses ainda pareciam reticentes em relação à inovação. No entanto, nada foi mais importante que a propaganda, a moda e os norte-americanos na propagação da limpeza.
Empresas como a Procter & Gamble, criadora de um dos primeiros sabonetes, financiaram novelas para vender seus produtos no mercado norte-americano, no que ficou popularmente conhecido como “soap-operas”.


Porém a sujeira pode estar voltando à moda. Cientistas descobriram que algumas bactérias que vivem em nosso corpo podem ser boas para a saúde. Um corpo livre de bactérias pode sofrer de inflamações e demorar mais para cicatrizar feridas. Pesquisadores também descobriram que ratos vivendo em locais sujos têm uma bactéria que produz serotonina, químico ligado ao bem-estar.



Bom, sabe a ironia da situação?! Apesar de nunca termos presenciado uma época onde tanto se preocupou com limpeza, esse fato não se estende além de nosso corpo , moradia e ambiente de trabalho. O que vemos nas ruas é o retrato da falta de consciência coletiva. Nunca vimos tantos papéis jogados pelo chão, tocos de cigarro, propagandas entregues nos sinais ou esquinas de ruas, sem falar dos rios e encostas extremamente poluídos acarretando mal cheiro e degradação ambiental. E os lixões espalhados em ambientes residênciais? Onde o lixo reciclável e o orgânico são misturados e colocam em risco a vida de milhares de catadores que vivem da reciclagem de papéis, plásticos, alumínios e afins.  



Onde foi que erramos? Será que ao jogarmos papel nas ruas, mares e rios esquecemos que esses objetos demoraram a se deteriorar poluindo o meio ambiente e consequentemente afetando a nossa própria vida? Parace que sim. Por mais que prefeituras e o governo federal façam campanhas de conscientizaçao pela coleta seletiva e defesa em  prol do meio ambiente, não há meios da sociedade se emendar e fazer sua parte. Aliás, sou do partido que se cada um começar a colaborar um pouco começando em seus lares e serviços a reciclar seu lixo, evitar jogar papel nas ruas e sacos com dejetos nos rios e encostas, não apenas a vida ,bem como o meio ambiente ficarão muito gratos. Agora uma coisa tenho que concordar, ainda são muito mau formulados os sistemas de coleta seletiva, falo isso pela cidade onde moro mesmo (Juiz de Fora/MG), o número de caminhões não atende o tamanho  da cidade  e nem existe um horário ou dia  certo de passarem. Vamos ajudar a melhorar nossa própria qualidade de vida ... limpeza em casa , no trabalho e em nós mesmos é uma questão de higiene..manter a limpeza nas ruas, rios, mares e encostas é consciência coletiva.

Márcia Canêdo

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

28 anos sem Elis Regina

A "Pimentinha" da MPB

Elis Regina Carvalho Costa, carinhosamente chamada de Pimentinha pelos Machado de Carvalho (donos da TV Record de São Paulo) e pelo poeta-compositor Vinicius de Moraes. Considerada por milhares de brasileiros como a maior cantora de MPB da segunda metade do século XX, equiparando-se a Carmen Miranda na primeira metade. A “pimentinha”, casou-se com o jornalista e compositor Ronaldo Bôscoli, com o qual teve o empresário João Marcelo Bôscoli, porém o relacionamento conturbado não durou mais que quatro anos. Os cantores Pedro Mariano e Maria Rita são frutos de seu segundo casamento, com o músico César Camargo Mariano.
" Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel
E nuvens lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco louco
    O bêbado com chapéu torto fazia irreverências mil. "

Elis Regina eternizou músicas como O Bêbado e a Equilibrista, Maria, Maria e Como Nossos Pais que até hoje são frequentes na memória do povo.  Nasceu no dia 17 de março de 1945 na cidade de Porto Alegre e morreu prematuramente aos 36 anos, em São Paulo, no dia 19 de janeiro de 1982, no auge de sua carreira por uma intoxicação combinada de Uísque e cocaína. Começou a carreira como cantora aos 11 anos de idade em um programa de rádio para crianças chamado O Clube do Guri, na Rádio Farroupilha. Aos 16 lançou o primeiro disco da carreira.

"Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...

Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando... "


Curiosidades sobre a cantora:

o Seu primeiro disco, Viva a Brotolândia, foi gravado para fazer frente à cantora Cely Campelo.

o Elis não se dava bem com Maria Bethânia e Maysa Matarazzo.

o Foi Fundadora-presidente da Assim (Associação de Interpretes e Músicos), em 1978.
 
o Foi a primeira pessoa que inscreveu sua voz como instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil.

Fontes: www.opiniãoenoticia.com.br
                    www.goolge.com
                    www.vagalume.com.br.


" Não quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos... Quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo viver é melhor que sonhar eu sei que o amor é uma coisa boa..."

Eu tinha apenas 6 para 7 anos, quando a música popular brasileira perdeu aquela que será sempre a dona da mais bela voz do Brasil. Não lembro da ocasião, afinal na época minhas preocupações consistiam em brincar e estudar, porém cresci escutando Elis e suas belas canções em minha casa e através da mídia que nunca a deixou ficar esquecida. Essa em especial nos deixa uma mensagem muito reflexiva, podemos tentar fazer tudo diferente de nossos pais, porém a criação que tivemos,  o convívio diário nos deixa marcas difíceis demais de serem ignoradas. Tanto para o bem, como para o mal, carregamos heranças ao longo da vida muito mais que géneticas. 

Elis nos deixou prematuramente, e não nos cabe julgar os motivos de sua morte, o importante é saber que a música brasileira perdeu uma grande intérprete, suas músicas ficaram sempre marcadas no imaginário nacional. Já a algum tempo sua filha Maria Rita vem trilhando os passos da mãe, mesmo a meu ver, uma não podendo ser comparada a outra , é notório como essa herança musical se faz presente . São 28 anos sem a presença de Elis entre nós....porém sua marca foi tão forte que permanecerá através das gerações. A nós , resta-nos sentarmos ao som de um CD de coletânias das melhores músicas de Elis e viajarmos no tempo com suas melodias e reflexões em forma de versos.

Márcia Canêdo  

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sábado, 16 de janeiro de 2010

Encontros - Lya Luft

ENCONTROS

Acordou com dor nas costas. Não era bem dor, mais um desconforto. Nem era no lugar onde às vezes doía, mas abaixo das omoplatas. Pensou, tenho de começar a fazer ginástica, alongamento, só caminhar três vezes por semana não basta.

- Isso é dos nervos. Você tem que arrumar uma amante pra trepar - lhe diz a amiga desbocada - , porque com seu marido sei que não transa mais.
- Trepar a gente trepa - ela respondeu sorrindo meio sem graça - ,mas com parcimônia - e riram as duas , daquela intimidade de colegiais.

Notou que andava mais inquieta e distraída. Os filhos pareciam mais barulhentos, tudo no marido a irritava, até o barulho de sua mastigação e sua mania de pigarrear. O trabalho estava masi cansativo. Seus pensamentos fugiam mais vezes da realidae que, embora monótona, era um conforto. Este é o meu lugar no mundo, pesanva, retornando para casa no fim de cada tarde. Esta é minha tarefa no mundo, pensava, fazendo as compras com a lista do supermercado na mão, o filho menor, já adolescente, empurrando o carinho, emburrado.

Num outro dia, saindo do banho e olhando-se no espelho nua, examinou-se de frente, o ventre um pouco flácido, os seios nem de longe os seios gregos que o marido beijava  com tanto ardor nos primeiros tempos. O cotidiano convívio havia-lhes roubado o fervor. Avaliou seu corpo também de lado, viu com pavor que havia duas maras longas espáduas abaixo, duas listras nascentes logo debaixo dos ombros e descendo até quase a cintura: convexas, saltadas como cicatrizes enormes, dois dedos de largura.

Tentou tocar-se meio sem jeito, difícil de alcançar, mas conseguiu: aquilo era mágico, ao toque de seus dedos começaram a palpitar. Pensou: Se for câncer é um câncer muito esquisito , e de tão grande nem adianta falar porque devo estar morrendo mesmo. Mas o rosto estava bom, a pele saudável, a cor razoável, não tinha ar de doente terminal. Decidiu esperar um pouco para ver no que dava. Sua mãe fazia assim quando eram pequenos: Se daqui a três dias continuar doendo, a gente procura o médico.

- Você anda distraída, hein mãe - lhe disse o filho mais velho um dia. 

O marido não percebia nada. Mas ele não costumava mesmo prestar muita atenção. Insatisfeita com tudo, a mulher resolveu trocar a cor do cabelo, de um castanho comum por um quase-vermelho brilhante. Saiu do salão sentindo-se uma rainha egípcia. Quando o marido entrou no fim do dia, ela o aguardava ansiosa por dividir com ele ao menos aquela novidade e, radiante porque achava aquela transformação uma beleza, perguntou assim que o viu na soleira:

- Notando alguma coisa nova, bem?
Ele parou, sorriu inseguro, olhou em torno, olhou para ela, abriu mais o sorriso e finalmente disse:
- Você trocou o tapete?

Ela não se zangou, lembrando quantas vezes fora impaciente com ele, quantas vezes criticara seus gostos e ironizara suas pequenas manias, quantas vezes fora pouco generosa. Aquela era a vida deles. Aquele era seu lugar no mundo. E não era inteiramente ruim.

Certa vez ela estava pensando em alguma bela coisa erótica, o que há tempos não não fazia, sozinha em casa depois do banho, e tocou-se como há muito não se tocava, pensando: Bom, se vou morrer mesmo, ao menos me divirto um pouco antes. Pois os sinais nas costas estavam mais destacados, e o desconforto maior, com um ímpeto que precisasse muito sair dali - então na hora do supremo prazer deu um salto e sentou-se, achou que explodia, e de repentecomeçou a alçar-se acima da cama.


Olhou assustada sobre o ombro esquerdo, e notou que nas suas espáduas se abriam duas asas. com esforço e um terror inicial, conseguiu aterrizar de novo, quase batera com a cabeça no teto. Andou até o banheiro, com cuidado para nao levantar voo ao menor movimento.

E, quando se contemplou, achou-se belíssima, logo aprendeu a manejar, abrir, fechar, levantar, dobrar de novo como um leque enorme. E - mais estranho de tudo - não teve medo mas alegria. Era isso: não estava morrendo de um câncer. Era mágico, ela estava virando anjo. E a dimensão desse segredo quase a derrubou.

No começo foi difícil acomodar as asas debaixo da roupa, pois mesmo que dobrassem direitinho faziam um certo volume. Começou a usar roupas mais folgadas. E como ninguém em casa ligasse muito para ela, logo se sentia à vontade com o seu segredo.

Mas dava-lhe uma certa pena não ter a quem contar aquilo. O marido, nem pensar. A vida deles estava tão organizada, que não permitiria uma inteferência daquelas, nunca se sabia quando as coisas começariam a desmoronar, e aí nada mais poderia conter a ruína. Nem a melhor amiga enteneria. Pois era uma boa mulher, divertiam-se um pouco juntas, mas um assunto assim, estranheza demais, talvez a afastasse.

Iam interná-la como doida; iam querer operar e cortar as asas; iam botar na televisão como monstro; iam isolar e manipular em algum centro de epsquisas, sabe-se lá. Para aliviar a agonia secreta dessa possibilidade, de noite saía par ao pátio da casa, abria as asas e voava. com uma amriposa gigante, sobrevoava o cotidiano, enxergando tudo de outra perspectiva, mais completa e mais vasta.

Num daqueles volteios, desobriu outro igual a ela,girando nos ares não muito longe, e ficou observando, pousada num telhado. Descobriu onde ele vivia, onde trabalhava; por onde andava no cotidiano. e começou a encontrá-lo fingindo que era acaso, e tomaram juntos um cafezinho, depois foram ao cinema, e finalmente decidiram que estavam apaixonados e tinham de viver aquilo.

Ela teve muito medo de que eel descobrisse, e do que faria ao descobrir. Mas com paixão é glória e insanidade, consentiu, e encontraram-se, e quando le insitiu em que tirase a roupa, da primeira vez ela não quis, fazendo-se de   envergonhada.
Em outro dia, porém, ficou mais impaciente e ansiosa, e decidiu arriscar, mas pediu enquanto tirava a roupa:

- Vamos fazer em pé?

E quando, na penumbra, se abraçaram e logo começaram a gemer, e se esfregar, e se procurar, ela sentiu entre horrorizada e feliz que suas grandes asas se desdobravam. Mas o amante não se assustou. Não se afastou. apertou-se mais a ela, dizendo,vem comigo, vem comigo,vem comigo. 

E abriu suas asas também.

Fonte:Parte integrante do livro O silêncio dos amantes- Lya Luft - pág 101-105, ed.3- 2008. 
  
Neste conto, Lya nos faz refletir sobre os conflitos familiares ; a eterna busca de um sentido para a vida e também a magia e o amor nos relacionamentos. Eu enxergo a mulher da história muito parecida com tantas mulheres e homens que se veem presos aos laços de uma união, não apenas por conveções sociais  mais por uma total falta de perspectiva além. A ideia da transmutação em anjo mostra como as pessoas sofrem por processos de transformações em suas vidas, muitas das quais num momento em que elas menos esperavam.
O receio de mudança é natural ao ser humano, crescemos aprendendo que devemos nos cuidar para não deixar-se levar apenas pelos sentimentos e emoções, que podem ser traiçoeiros e ilusórios.
Porém, construir muralhas ao redor de nossos corações de nada adianta, como no conto se suas "asas" forem descobertas não conseguirá manter-se preso ao chão, ao contrário irá alçar voos cada vez mais altos e encontrará outros iguais a você em vontade e busca de realização.
Não creio que esse texto tenha um significado único, cada um que o ler terá sua própria visão este é o interessante dos textos da Lya , nos levam  a refletir nossas próprias vidas .

Márcia Canêdo

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Filhos X Carreira : como conciliar os dois?

Mulheres: Trabalhar e ter filhos ainda é um problema

A entrada das mulheres no mercado de trabalho foi uma das grandes mudanças econômicas dos últimos 50 anos, e tudo indica que lidar com consequências sociais desta mudança será o desafio dos próximos 50. A opção de ficar em casa para cuidar dos filhos está desaparecendo. As jovens veem as oportunidades no mercado de trabalho como responsabilidade.

Empregos competitivos em empresas são dominados por homens porque não parece existir opção para mulheres: elas podem ter filhos ou uma carreira, não os dois. Esta escolha está prejudicando a sociedade. Mulheres acabam adiando o plano de ter filhos ou ficam frustradas quando os têm e não conseguem voltar ao mercado de trabalho, desperdiçando educação e talento.

Empresas e países estão tentando se adaptar à nova realidade de mulheres que trabalham e cuidam dos filhos. Ernst & Young, uma firma de auditoria, aumentou seus esforços para manter contato com mulheres que saem da empresa para criar filhos. É uma forma de facilitar o retorno destas mulheres ao trabalho no futuro. Trabalhar de casa também está na moda. Algumas empresas até estão repensando seus planos de carreira.
Até agora o maior problema está entre os pobres. As mulheres pobres que trabalham para sustentar a família dificilmente conseguem emprego em uma empresa com políticas para atender mães.

Para o site Opinião e Notícia, o dilema entre carreira e filhos sempre foi uma decisão difícil para as mulheres. Raríssimas mulheres conseguiram criar filhos e ter uma carreira bem sucedida como executivas. Iniciativas criativas como a da Ernst & Young poderiam ser uma solução para que todo o potencial profissional das mulheres não seja desperdiçado.

Fonte : Opinião e Notícia

Segundo a Revista Veja Mulher , não é apenas a gravidez que preocupa as empresas. Uma pesquisa recente feita com empresários paulistas mostrou que cerca de 40% dos patrões ainda encaram a maternidade como um problema. Primeiramente, maternidade, palavra usada para definir a condição de quem é mãe, não se acaba logo após a licença de seis meses (antigamente quatro). Ela continua para o resto da vida. Sob a ótica das empresas, há uma espécie de hierarquia velada na preferência por certos tipos de funcionário. Homens levam vantagem. As empresas costumam considerá-los permanentemente disponíveis, dispostos a concordar com transferências de cidade e horas extras sem titubear. Em segundo lugar na escala não escrita das prioridades surgem as solteiras – que a cada dia crescem na preferência dos patrões. Em terceiro lugar estão elas, as mães, com a maior carga de empecilhos. "Por teoricamente não terem disponibilidade para horários alternativos e viagens, elas são as menos elegíveis para uma promoção", afirma Paulo Celso de Toledo Júnior, sócio da consultoria Konsult, em São Paulo.

Fonte: Revista Veja Mulher

Porque coloquei essas duas opiniões de veículos diferentes, um site e uma revista? Bom, as abordagens dos dois veículos são diferentes, mas convergem para um mesmo ponto: a dificuldade encontrada pela mulher em concilar carreira e filhos. Esse é um problema recorrente desde a emancipação feminina, quando a mulher deixou de pensar apenas em se casar e constituir familia e focou também em estudar e buscar uma carreira. Ao contrário do que muitos pensam, não é que nós mulheres deixamos o amor , a vontade de sermos mães e nos casarmos de lado, apenas entendemos que podemos SIM , fazer tudo isso e ainda trabalharmos e seguirmos carreira.
Porém muitos empresários ainda mantem um certo preconceito contra a contratação de  mulheres , pensando numa futura gravidez. Quem perde com isso?! TODOS. Por causa  de um pensamento machista determinando que uma mulher não pode ser mãe e ainda continuar fazendo bem  seu trabalho, muitos segmentos perdem a opotunidade de terem mulheres competentes ,principalmente em cargos   de confiança. Claro essa situação não prevalece, mas já deveria ter sido abolida definitivamente a muito tempo, e existem sim empresas que confiam na capacidade feminina de adaptação. A maternidade não tira a inteligência de uma mulher, ao contrario, a faz mais sensivel a que passa ao seu redor. E as mulheres não podem e nem devem serem obrigadas a optar pela familia ou a carreira. Não sou mãe, mas pretendo ser um dia e nunca abrirei mão da minha profissão pois me sinto perfeitamente capaz de fazer as duas coisas se preciso for.

Márcia Canêdo

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O que marcou o dia 11 de janeiro ao longo dos tempos?

A cerca um mês, por ocasião do noivado de minha irmã, acabei fazendo uma pesquisa sobre os fatos que marcaram aquela data  e foi uma viajem interessante, muitos fatos eu lembrava, outros nem tinha conhecimento. No final todos que tiveram a oportunidade de ler gostaram e elogiaram a iniciativa que partiu de uma inspiração de momento,pois não havia sido planejado.

Um amigo na época me convidou a continuar essa ideia e nessa madrugada me dei conta que um mês havia se passado  e iniciei minha e pesquisa sobre os fatos que marcaram o 11 de janeiro ao longo do tempo no mundo. Nasce então a "Série Fatos que Marcaram Época" , que não tem a pretensão de se ater aos fatos históricos, mais todo aquele acontecimento que marcante, nascimentos e falecimentos de  figuras importantes ou caricatas da sociedade. 
Espero que todos curtam de perto com o Jornalismo Antenado essa viajem .

Vamos então aos aconteciemntos de 11 de janeiro .

Eventos Acontecidos em
11 de Janeiro

• 1610 - Galileu Galilei descobre Ganímedes, satélite de Júpiter.


• 1861 - Guerra civil americana: O Alabama separa-se da União.


• 1886 - Tem início o primeiro campeonato mundial de xadrez.


• 1890 - Oswald de Andrade, nasceu o escritor modernista brasileiro.

• 1913 - Proclamação da independência do Tibete.


• 1918 - A Assembléia de Deus, maior denominação evangélica do mundo, é oficialmente registrada, em Belém do Pará, no Brasil.


• 1922 - Pela primeira vez a insulina é utilizada em humanos para o tratamento de diabetes. O paciente é um canadense de 14 anos. Sua utilização melhorou a qualidade e expectativa de vida de milhares de pacientes portadores do diabetes.


• 1942 - Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão declara guerra à Holanda.


• 1957 - Chuvas torrenciais na ilha de Palma ocasionam a morte de 28 pessoas, vários feridos e grandes perdas econômicas.



• 1964 - Patrícia Pillar, nasceu a atriz brasileira protagonista de grandes papéis na tv.

• 1966 - Começa no Rio de Janeiro uma chuva que dura 72 horas ininterruptas. A cidade fica em estado de calamidade pública e 200 pessoas morreram.


• 1973 - Editado o novo Direito Processual Civil brasileiro.



• 1984 - Salvador Dali anuncia a criação da Fundação Gala-Salvador Dali e a doação de 621 obras suas.


• 1985 - Primeiro show da banda Engenheiros do Hawaii cujo o lider é o musico gaucho Humberto Gessinger.


• 1985 - Inicia no Rio de Janeiro o mega evento Rock in Rio. O primeiro Rock in Rio trouxe grandes nome do Rock em 10 dias de show. Ao longo desses dias milhares de fãs puderam acompanhar de perto  os shows de bandas nacionais e internacionais. 



• 1994 - Com o fim do Pacto de Varsóvia e a fusão da OTAN em reunião havida em Bruxelas, governos envolvidos criam a Associação para a Paz, que integrará os países do extinto Pacto de Varsóvia.


• 1996 - O primeiro-ministro da Itália, Lamberto Dini, anuncia a sua renúncia.


• 1998-A Agência Nacional de Energia multa a Light, recém-privatizada, em R$ 2 milhões pelos freqüentes cortes de luz no Rio.


• 2001 - Um incêndio no estúdio de gravação do programa Xuxa Park deixa 26 feridos com queimaduras. A apresentadora Xuxa demosntrou toda sua consternação  pelo acontecimento diante das câmeras e familiares das vítimas.



• 2003 - Jorge Lafond, ator, faleceu o transformista e comediante brasileiro .

Feriados e eventos cíclicos

• Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos (Brasil)

• Dia da República - Albânia


• Dia da Independência - Marrocos


• Dia de São Higino, Santa Honorata, São Sávio, São Tenório e São Teodósio.

Fonte de pesquisa: http://www.google.com/ e http://www.wikipedia.com/

Bom o objetivo desta série não é exaltar nenhum segmento ou país e sim proporcionar a todos nós uma viajem ao passado sem sair da frente nossos Pcs. Claro essa listagem  não está completa, ali estão os fatos que me chamaram mais a atenção por seu grau de importância na história do mundo ou por sua peculiaridade.

Esta série foi feita para você que acompanha de perto os trabalhos do Jornalismo Antenado , lê os textos ,deixa suas impressões sobre os temas e os convido me ajudarem nessa busca .Se souberem de algo marcante nessa data em suas cidades, estados ou países e quiserem compartilhar, terei prazer em adicionar ao post. No mais espero que aguardem com ineresse e curiosidade a próxima edição daqui a um mês.

Márcia Canêdo

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domingo, 10 de janeiro de 2010

O primeiro emprego a gente nunca esquece

Hoje mexendo em um monte de revistas antigas e folheando algumas , me deparei com esta crônica que retrata o primeiro dia de trabalho no  1º emprego de Kelly, a personagem escolhida pela autora. Achei interessante como independente do país, do tipo de serviço, etc, as reações a esse 1º dia é sempre parecido. Leia e veja se as dúvidas e trapalhadas pela qual a personagem passou já não aconteceu com você ou algum conhecido.

Primeiro emprego, primeiro dia ... ela conseguiria esconder o fato de que não sabia nada? 
Jeanne Marie Laskas


"A primeira impressão é a que fica", pensa Kelly Stuart ao abrir o armário imaginando o que vestir. Hoje é o primeiro dia no novo emprego - seu primeiro emprego de verdade.
Mas Kelly, 25 anos, acha que deveria estar se sentindo bem mais radiante do que de fato está. O que sente é vontade de vomitar.

Ela olha no armário. O que deve vestir a coordenadora de produção de um grande canal de televisão? conclui: o mesmo que veste um artista. E também uma executiva. Mas como conciliar os dois estilos em só visual? Por fim, escolhe preto. Em caso de dúvida, sempre escolha preto. Imagina se vai se entrosar. Fica pensando se vão gostar dela.

No metrô, lembra-se da entrevista que lhe valeu o emprego. Disseram  estar à procura de uma pessoa de iniciativa. Alguém organizado. Alguém que pudesse resolver problemas sozinhas e facilitar a vida deles. Ela disse SIM , SIM, SIM, era tudo aquilo e mais. Empertigou-se na cadeira e tanto fingiu acreditar em si mesma que acabou acreditando. Agora se pergunta onde foi parar aquela confiança toda.

No elevador, não consegue achar o botão do sexto andar. Elevador errado, percebe ao subir até o 19°. Quando, por fim, chega ao elevador certo, está dez minutos atrasada. Os colegas já se encontram na reunião de que deveria participar. Abre a porta da sala de reuniões e nada enxerga. Estão assistindo a uma fita. É como entrar no cinema depois que o filme começou. Como andar numa igreja nova. Como estar em outro país. 

É como  o primeiro dia no emprego novo. Você precisa ser aquela pessoa cuja imagem vendeu a eles. Não pode deixar que descubram quem é de fato. Afinal, você nem faz ideia de quem é de verdade. A reunião se arrasta. "Vamos pedir o almoço", decide uma das mulheres. Ela acende a luz. É a manda-chuva. ao menos é o que pensa Kelly, pois a mulher está vestindo trajes formais típicos. Muito dos outros estão de preto, o que leva Kelly a agradecer a todos os deuses da moda no céu. "Kelly, você sabe pedir o almoço?", pergunta a manda-chuva. 

Quem não sabe pedir o almoço? Pensa consigo mesma:pessoa de iniciativa. Responde "claro", e dá início à cruzada para conseguir três saladas, um sanduíche de salmão defumado e requeijão no pão integral, além de quatro sopas. Ela precisa do formulário de requisição de almoço onde quer que ele esteja. Espere um minuto. O tapete não era azul? Como foi parar no corredor vermelho? Estava andando em círculos. Quando por fim acha o escritório que dsitribui os formulários, sente o suor brotando na testa. "Código do departamento ", pede o formulário. Número do fax do restaurante? Onde fica o fax? e como ela foi parar no tapete verde?

A impressão é que uma hora se passa antes que Kelly consiga enviar o formulário de lamoço. Os colegas esperam por ela. Afinal, Kelly é uma pessoa de iniciativa. É alguém que resolve problemas. É...uma impostora? Toca o telefone. É do restaurante. Acabou o pão integral. O coração de Kelly se aperta. Pão integral foi o pedido da manda-chuva. Kelly pensa em ir correndo comprar. Já pode ver sua carreira descendo pelo ralo. Está prestes a se desfazer em lágrimas por causa do pão.

Uma jovem vestida de preto sai da reunião e vê Kelly.
- Está tudo bem? - pergunta.
- Não tem mais pão integral - responde Kelly com voz sumida.
Foi desmascarada. Não é quem pensam que é. Ela é só ... Kelly.

A mulher sorri e diz que o restaurante está sempre deixando a desejar.
- meu nome é suzanne. Eu fazia o seu trabalho - explica. - Deixe-me contar como foi meu primeiro dia .
Kelly ouve, ri e, num breve mas decisivo lampejo, sente que pode vir a gostar dali.
Quando o expediente chega ao fim, fica um pouco mais para organizar a mesa, aprender a lidar com o correio de voz e arrumar sua sala.

Acaba trancada. Há um grande portão de metalentre ela e o elevador. É quase meia-noite quando o segurança a encontra e a liberta.
Kelly não vai comentar nada a esse respeito na manhã seguinte. Afinal de contas, é uma pessoa de iniciativa. É alguém que pode resolver problemas sozinha . Vai guardar a história para outra ocasião, para um novo funcionário.

Fonte: Revista Seleções- Abril 2001

Bom esta foi uma história fictícia mais que é parte do cotidiano de milhares de recém ingressados no mercado de trabalho. Quando estamos a procura de um emprego e somos chamados a fazer a entrevista preliminar, é natural que exaltemos nossas qualidades ou pior que "douremos um pouco a pílula" afimando sermos capazes de executar todo tipo de serviço. Muita gente achará isso errado, afirmando que estamos enganando o futuro empregador , mas não vejo por esse lado. Acho que estamos na vida para aprender , crescer como pessoas e principalmente como profissionais. Quem tem força de vontade e garra aprende tudo que lhe ensinarem e claro muitas coisas são instintivas. Não estou sendo a favor da mentira minha gente, apenas acredito na capacidade  de mostrar seu valor  a que todos tem direito. Não concordo em se julgar um profissional pelo currículo apenas, sem lhe dar a chance de mostrar seu trabalho. Nervosismo, claro que qualquer pessoa normal sentirá em seu primeiro dia num novo emprego, mesmo que seja um profissional já gabaritado .

Márcia Canêdo

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