7 fatos sobre o beijo
Enquanto há culturas em que as pessoas não economizam beijos, há os que nem sequer usam os lábios nas suas interações pessoais. Os polinésios, maoris e inuits preferem usar os narizes. Os índios de uma tribo isolada no Equador, os cayapas, simplesmente cheiram a mão dos amigos ao cumprimentá-los. E pasme: o “beijo” de despedida de uma tribo da Nova Guiné consiste em passar a mão na axila do companheiro e em seguida esfregar o cheiro dele por todo o seu.
Os namorados arrancam sangue um do outro durante a prática em certas tribos
Enquanto alguns povos não são nada beijoqueiros blasé, os casais das Ilhas Trobriand, no Pacífico Sul, manifestam uma paixão violenta. Antropólogos observaram, em 1929, que eles passavam horas numa espécie de jogo selvagem: mordiam os lábios um do outro até que sangrassem, davam dentadas nas bochechas e abocanhavam nariz e queixo. Nessa hora, ouviam-se expressões como “beba meu sangue” e “arranque meu cabelo”. Eles ainda arrancavam os cílios dos parceiros a mordidas.
Se existem aqueles que proíbem, há povos que celebram a prática. Um povoado chamado Banjar Kaja Sesetan, na Indonésia, faz um festival anual chamado Med-medan. Ao som de um canto ritual, fileiras de moços e moças ficam frente a frente, formando pares, e o primeiro da fila beija quem estiver na sua frente até um ancião jogar água para separar o casal. Calma, não é todo mundo beijando todo mundo. Quem se beijou primeiro vai para o fim da fila e o ritual se repete até que todos os casais tenham ocupado a primeira posição. O objetivo é proteger o lugar de perigos inesperados e só os jovens podem participar.
No século 18, em Portugal e, muito provavelmente, também no Brasil, uma expressão de amor bastante difundida era o beliscão. Entre os recém-conhecidos, era de bom tom beliscar “de pincho”, aplicando levemente a torção sobre a pele. Para os mais íntimos valia o beliscão “de estorcegão”, também conhecido como “enérgico”. A moda era tão forte que houve quem discutisse a necessidade de construir divisórias no interior das igrejas para impedir beliscões durante a missa. Os estudiosos desse gesto associam-no ao “namoro camponês”. Beliscões, pisadas de pé e mútuos estalos de dedos consistiam em rituais que simbolizavam a dura vida rural.
PARA SABER MAIS : “História íntima do beijo”- Julie Enfield (Editora Matrix,2008)
Fonte:Artigo Publicado no Site da Revista Super Interessante em 21 de julho de 2010- Jornalista: Ana Carolina Prado
Imagens: Google
Bom muitos concordarão comigo em agradecer de terem nascido quando o beijo já havia se tornado uma demonstração de afeto aqui no Brasil, confesso que beliscões mesmo que de leve me lembram mais minha mãe ralhando com "alguma coisa" errada que eu fizesse na infância. O conhecido beijo francês, também ou "de língua" é aquele em que as línguas se entrelaçam, sendo essa expressão criada por volta de 1920 e aderida pelos casais apaixonados de todo o mundo. O Kama Sutra reconhece seu poder para expressar sentimentos, emoções e paixões. No famoso livro há a descrição em detalhes dos beijos e ocasiões em que cada um dos tipos de beijo devem ser usados. Para o Kama Sutra (e eu sou obrigada a concordar) o ato de beijar combina três sentidos: o paladar, o tato e o olfato. Se cada sentido, separadamente, é capaz de produzir uma forte reação emocional, os três juntos podem transportar as pessoas até o "sétimo céu". Fato é que desde o sopro divino de Deus em Adão até aos beijos dos contos de fadas ele está sempre presente nos momentos marcantes da história, das artes e claro também da literatura. Na boca, no rosto, no queixo, de esquimó(leve esfregar de narizes), francês , o beijo representará sempre um grau de afetividade entre duas pessoas e eu particularmente ADORO.














































