Slideshow

História, Mulher so séc. XXI e o Poder

A nova mulher pós-moderna é mãe, esposa, dona de casa, empresária, empreendedora, arrimo de familia, e por que não Presidente da República?[...]

Leia mais!

Crônicas de uma Julieta do séc. XXI

Julieta Augusta era como toda jovem do séc XXI, principalmente no quesito resvoltada sem causa. Aliás não diria que faltasse motivos para revolta já que sua mãe teve a infeliz ideia de lhe presentear com um nome duplo.[...]

Leia mais!

Crônicas de uma Julieta do séc. XXI - 2ª parte

Na teoria as coisas sempre funcionam melhor que na prática e não seria diferente no caso de Julieta e Carlos. Neste ponto é preciso abrir um[...]

Se você gostou,

Leia mais!

Curiosidades da História da Publicidade no Brasil

A década de 80 seria a década da mais rápida e de definitiva transformação econômico-política internacional de que se teve notícia no século. O começo dos anos 80 seria o início do amadurecimento do mercado editorial brasileiro, em termos mercadológicos.[...]

Leia mais!

Rock In Rio 2011: Novidades do Fsetival

O Rock in Rio completou no início deste mês 26 anos desde sua estreia , em 1985. Neste meio tempo, foram muitas histórias e momentos inesquecíveis que transformaram toda uma geração[...]

Leia mais!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Beijo - Uma das mais gostosas demonstrações de afeto


Falar em amor sem lembrar do beijo é algo impensável, as cenas de novela e descrições apaixonadas nos livros que o digam. Mas essa relação nem sempre foi tão óbvia e usada em todos os lugares do mundo.  Existem alguns povos que acham o ato de  beijar um tanto repulsivo e há ainda quem encare o famoso " selinho"( beijo de leve na boca sem contato de língua) como nosso beijo de cumprimento no rosto. Abaixo está uma pesquisa sobre curiosidades sobre a origem do beijo feita pela jornalista  Ana Carolina Prado e publicada na versão OnLine da Revista Super Interessante.     

7 fatos sobre o beijo


Na Grécia Antiga, nível social determinava onde seria o beijo
Na Grécia dos anos 300 a.C., pessoas da mesma classe podiam se beijar no rosto ou na boca, mas se fosse alguém de status superior era mais indicado um beijo na mão. Também se beijava deuses gregos por meio de obras de arte: as pessoas esfregavam as pontas dos próprios dedos nos lábios e tocavam na imagem. Esse tipo de beijo é uma demonstração de amizade usada na Grécia até hoje.


O beijo de noivado garantia direitos jurídicos
O beijo que selava o compromisso de noivado surgiu na Roma Antiga e garantia à mulher os direitos jurídicos determinados pelo Império. Além disso, transferia legalmente a posse dos presentes de casamento para o casal – se a celebração transcorresse sem beijos por algum motivo, eles teriam de ser devolvidos.




Alguns povos morrem de nojo de beijar

Beijar não é uma coisa que agrada a todo mundo. A tribo dos thonga, na África do Sul, jamais beija na boca e acha isso repulsivo. Outro povo de lá, os chewa, fica enojado com a idéia de “engolir a saliva de outra pessoa”. Muitos têm essa reação porque vêem a boca como a fonte da vida, o local onde uma alma imortal habita – e essa alma pode se contaminar facilmente se o dono não for cuidadoso. Há tribos nômades da Etiópia que, embora considerem os lábios uma parte sensual do corpo, não sentem vontade de colá-los em outros – até porque os adornos enormes que eles usam dificultam isso.

Em certos lugares, o “beijo” consiste em passar a mão nas axilas do companheiro


Enquanto há culturas em que as pessoas não economizam beijos, há os que nem sequer usam os lábios nas suas interações pessoais. Os polinésios, maoris e inuits preferem usar os narizes. Os índios de uma tribo isolada no Equador, os cayapas, simplesmente cheiram a mão dos amigos ao cumprimentá-los. E pasme: o “beijo” de despedida de uma tribo da Nova Guiné consiste em passar a mão na axila do companheiro e em seguida esfregar o cheiro dele por todo o seu.


Os namorados arrancam sangue um do outro durante a prática em certas tribos


Enquanto alguns povos não são nada beijoqueiros blasé, os casais das Ilhas Trobriand, no Pacífico Sul, manifestam uma paixão violenta. Antropólogos observaram, em 1929, que eles passavam horas numa espécie de jogo selvagem: mordiam os lábios um do outro até que sangrassem, davam dentadas nas bochechas e abocanhavam nariz e queixo. Nessa hora, ouviam-se expressões como “beba meu sangue” e “arranque meu cabelo”. Eles ainda arrancavam os cílios dos parceiros a mordidas.


O ritual da beijação


Se existem aqueles que proíbem, há povos que celebram a prática. Um povoado chamado Banjar Kaja Sesetan, na Indonésia, faz um festival anual chamado Med-medan. Ao som de um canto ritual, fileiras de moços e moças ficam frente a frente, formando pares, e o primeiro da fila beija quem estiver na sua frente até um ancião jogar água para separar o casal. Calma, não é todo mundo beijando todo mundo. Quem se beijou primeiro vai para o fim da fila e o ritual se repete até que todos os casais tenham ocupado a primeira posição. O objetivo é proteger o lugar de perigos inesperados e só os jovens podem participar.


No Brasil do século 18, a demonstração de afeto era o beliscão


No século 18, em Portugal e, muito provavelmente, também no Brasil, uma expressão de amor bastante difundida era o beliscão. Entre os recém-conhecidos, era de bom tom beliscar “de pincho”, aplicando levemente a torção sobre a pele. Para os mais íntimos valia o beliscão “de estorcegão”, também conhecido como “enérgico”. A moda era tão forte que houve quem discutisse a necessidade de construir divisórias no interior das igrejas para impedir beliscões durante a missa. Os estudiosos desse gesto associam-no ao “namoro camponês”. Beliscões, pisadas de pé e mútuos estalos de dedos consistiam em rituais que simbolizavam a dura vida rural.


PARA SABER MAIS : “História íntima do beijo”- Julie Enfield (Editora Matrix,2008)
Fonte:Artigo Publicado no Site da  Revista Super Interessante  em 21 de julho de 2010Jornalista: Ana Carolina Prado 
Imagens: Google


Bom muitos concordarão comigo em agradecer de terem nascido quando o beijo já havia se tornado uma demonstração de afeto aqui no Brasil, confesso que beliscões mesmo que de leve me lembram mais minha mãe ralhando com "alguma coisa" errada que eu fizesse na infância. O conhecido beijo francês, também ou "de língua" é aquele em que as línguas se entrelaçam, sendo essa expressão criada por volta de 1920 e aderida pelos casais apaixonados de todo o mundo. O Kama Sutra reconhece seu poder para expressar sentimentos, emoções e paixões. No famoso livro há a descrição em detalhes dos beijos e ocasiões em que cada um dos tipos de beijo devem ser usados. Para o Kama Sutra (e eu sou obrigada a concordar)  o ato de beijar combina três sentidos: o paladar, o tato e o olfato. Se cada sentido, separadamente, é capaz de produzir uma forte reação emocional, os três juntos podem transportar as pessoas até o "sétimo céu". Fato é que desde o sopro divino de Deus em Adão até aos beijos dos contos de fadas ele está sempre presente nos momentos marcantes da história, das artes e claro também da literatura. Na boca, no rosto, no queixo, de esquimó(leve esfregar de narizes), francês , o beijo representará sempre um grau de afetividade entre duas pessoas e eu particularmente ADORO. 


Márcia Canêdo

By JORNALISMO ANTENADO with 14 comments

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Anos Dourados

Você teve sua infância durante os anos 60,70,80?


 Como pôde sobreviver ??? Os carros não tinham cintos de segurança apoios de cabeça nem air-bag!! Afinal de contas... Íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra! E isso não era perigoso!!! As camas de grades e os brinquedos eram multicores e no mínimo pintados com umas tintas "duvidosas" contendo chumbo ou outro veneno qualquer... 

Não havia travas de segurança nas portas dos carros chaves nos armários de medicamentos detergentes ou químicos domésticos... A gente andava de bicicleta para lá e pra cá sem capacete joelheiras caneleiras e cotoveleiras... Bebíamos água da torneira de uma mangueira ou de uma fonte e não águas minerais em garrafas ditas... ¨esterilizadas¨... 


Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham „economizado" a sola dos sapatos que eram usados como freios...E estavam descalços... Alguns acidentes depois... Todos esses problemas estavam resolvidos!!! Íamos brincar na rua com uma única condição: voltar para Casa ao anoitecer! Não havia celulares... E nossos pais não sabiam onde estávamos! Incrível!! 

Tínhamos aulas só de manhã e íamos almoçar em Casa... Gessos dentes partidos joelhos ralados... Alguém se queixava disso? Todos tinham razãomenos nós ... Comíamos doces à vonta de Pão com manteiga bebidas com o (perigoso) açúcar. Não se falava de obesidade e todo gordinho era saudável e todo magro doente . Brincávamos sempre na rua e éramos super ativos ... Dividíamos com nossos amigos uma Tubaína comprada naquela vendinha da esquina gole a gole e nunca ninguém morreu por isso ... 

Nada de Playstations, Nintendo 64, X boxes, jogos de VídeoInternet por satélite, videocassete, Dolby surround, celular com câmera, computador, chats na internet ... Só amigos... E os nossos cachorros? Lembram? Nada de ração. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos) e sem problema algum! Banho quente? Xampú??? Que nada! No quintal um segurava o cão e o outro com a mangueira (fria) Ia jogando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão (em barra) de lavar roupa! Algum cachorro morreu (ou adoeceu) por causa disso??? 

A pé ou de bicicleta íamos à Casa dos nossos amigos mesmo que morassem a kms de nossa Casa entrávamos sem bater e íamos brincar... É verdade! Lá fora nesse mundo cinzento e sem segurança! Como era possível? Jogávamos futebol na rua com a trave sinalizada por duas pedras e mesmo que não fossemos escalados ... ninguém ficava frustrado e nem era o "FIM DO MUNDO"!!! Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a „moda" dos superdotados" nem se falava em dislexia problemas de concentração hiperatividade. Quem não passava simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!!! 

Tínhamos: liberdade, fracassos, sucessos, muitos deveres e alguns poucos direitos ... e aprendíamos a lidar com cada um deles!! A única verdadeira questão é: como a gente conseguiu sobreviver ? Acima de tudo como conseguimos desenvolver a nossa personalidade? Você também é dessa geração?   Se sim então sabe que  como éramos felizes e não sabíamos!!! 

Recebi este texto por e-mail, quem escreveu não sei dizer porém sabia do que estava falando. Pelo menos fizemos parte de uma geração que não esteve tão vulnerável a essa violência urbana que vivemos atualmente !! (mesmo com um currículo de ditadura na gaveta...)  

Imagens: Google
Márcia Canêdo

By JORNALISMO ANTENADO with 16 comments

quinta-feira, 7 de abril de 2011

07 de Abril - Dia do Jornalista:Dia de Comemoração ou Reflexão?

Hoje dia 07 de abril comemoramos o Dia do Jornalista mas desde o final de semana estou pensando até que ponto é um dia de comemoração ou de reflexão. Não entendam mal sou muito feliz pela escolha que fiz, amo o jornalismo  e o meu trabalho mas, dói ver como andam sucateando tanto minha profissão. O sensacionalismo, o cabide de emprego de modelos, atrizes, ex BBBs na tv brasileira que deixa a qualquer jornalista a procura de emprego indignado. Que existe o famoso QI (quem indica) em todas as profissões nós sabemos mas na televisão principalmente já está ficando nojento, prima-se pela beleza ao invés de um bom trabalho.  

Neste ponto que me pergunto se hoje cabe comemorar ou refletir sobre o futuro de nosso jornalismo. Muitos dizem que com o advento da internet se tornando popular (mesmo que não atinja a totalidade da população) houve mudanças na forma de se tratar a notícia e de certa forma é verdade. Se antes o jornal de hoje servia para embrulhar o peixe de amanhã, agora a velocidade com que temos contato com a informação pela web faz a muitos optarem por usá-la como unica fonte de consulta. Ai está o erro! Concordo até que hoje leia mais jornais pela internet já que trabalho no computador a maior parte do tempo porém, nada substitui um bom telejornal , um livro que traga mais a fundo sobre um assunto e até mesmo a leitura de um jornal que tenha uma opinião diferente da já conhecida.

De qualquer forma espero que no dia de hoje os profissionais da comunicação, como eu, tenham tido um dia de trabalho proveitoso e nos próximos 364 dias façam uso de sua inteligência e talento para levar a informação até as pessoas sem embustes ou sensacionalismo. Cabe a cada um de nós Jornalistas mudarmos o rumo desse jornalismo imperialista que temos atualmente. Que no futuro o jornalismo seja uma busca pelos fatos, e não por dinheiro ou fama. 

Márcia Canêdo

Algumas frases sobre o Jornalismo a maioria delas cabe reflexão 

As duas  melhores:

“Quando um cachorro morde um homem, isso não interessa, porque acontece com freqüência. Mas se um homem morder um cachorro, o fato torna-se notícia”. John Bogart.


“Os repórteres se dividem em três categorias: o repórter, que escreve o que viu; o repórter interpretativo, que escreve o que viu e o que ele acha que isso significa; e o repórter especialista, que escreve a respeito do significado do que ele não viu”. Abbott Joseph Liebling.


As mais dolorosas:

“Jornalista é um homem que errou de profissão”. Otto Bismark.

“Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data”. Luís Fernando Veríssimo.

“O jornalismo é a arte de mentir sinceramente”. George Patino.

“Médico acha que é Deus. Jornalista tem certeza”. Ricardo Noblat.

“Alguns jornalistas são filhos da pauta”. Marcos Losekan.

“A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no 
cérebro”. Noam Chomsky.

“Eu não preciso ler jornais / Mentir sozinho eu sou capaz”. Raul Seixas.

“O jornalista é um fofoqueiro profissional. Ganha (pouco) dinheiro para ouvir as coisas e contar pra todo mundo”. Ana Redig.

“The press is depress”. Hunter Thompson.

As mais críticas:

“Jornalismo é tudo aquilo que consigo enfiar entre um anúncio e outro”. Barão de 
Beaverbrook.

“Três jornais me fazem mais medo do que cem mil baionetas”. Napoleão Bonaporte.

“A diferença entre o jornalismo e a literatura é que o jornalismo é ilegível e a literatura não é lida”. Oscar Wilde.

“A Imprensa não ganha eleição. Mas ajuda a perder”. Getúlio Vargas.

“Trabalho pelo olfato. Quando sinto algo fedendo, vou atrás”. Drew Pearson.

“A imprensa sensacionalista trabalha com emoções, da mesma forma que os regimes totalitários trabalham com o fanatismo”. Ciro Marcondes Filho.

“Só existem duas maneiras de fazer carreira em jornalismo. Construindo uma boa reputação ou destruindo uma”. Tom Wolfe.

“Sair na primeira página ou na página trinta depende do medo que eles têm de você”. Richard Nixon.

“O jornalista é forte e poderoso não pelo bem que ele faz, mas pelo mal que pode fazer”. Ibrahim Sued.

“O jornalista é um inquilino que frequenta um condomínio que não lhe pertence”. Theodor Adorno.

As mais reflexivas:

“Não há fatos, só interpretações”. Friedrich Nietzsche.

“Quem mais manda na mídia é você, meu caro leitor ou espectador. E você, consumidor, é o mal da imprensa. Editores quebram a cabeça diariamente para agradá-lo. O mal da imprensa é que ela não ousa mais desagradar ao seu leitor. Simplicidade verbal não é sacrifício de complexidade. A glória da imprensa foi feita por gente com opiniões fortes e inconformistas”. Paulo Francis.

“Jornalismo é o ato de contar a uma parte da sociedade o que a outra parte está fazendo”. Heródoto Barbeiro.

“Imprensa é a arte de dizer que Lord Jones morreu a quem nunca soube que Lord Jones existiu”. Chesterton.

“Repórter na redação, que não gosta de rua, de gente, da vida, é como trapezista com medo de altura: não funciona”. Narciso Kalili

Fonte das Frases e Imagens: Google

By JORNALISMO ANTENADO with 13 comments

domingo, 3 de abril de 2011

Crônicas de uma Julieta do Séc XXI - Final

A segunda-feira de carnaval amanheceu ensolarada mas na casa de sr. José o clima era dos 
piores possíveis. Sua esposa chorando não sabia o que fazer para acalmá-lo. -Como assim ela viajou Ana? Me explica essa história direito onde está Julieta e Carlos? Estou indo agora na delegacia dar parte desse rapaz, ele raptou minha filha. A moça nervosa explica que não é nada disso, que na realidade o casal havia fugido para a capital carioca por conta da implicância dele com o namoro dos dois. O sr. José porém não aceitou a explicação de Ana e muito menos no que leu na carta de sua filha. Era difícil para ele aceitar que sua “menininha” tivesse agido de caso pensado e fugido de casa daquela forma sem pensar em com sua familia reagiria a esta loucura. Por seu lado Julieta na carta pedia perdão ao pai por ter tomado essa atitude drástica e que em breve entraria em contato e que não ficassem preocupados . 

No Rio Julieta e Carlos seguiram direto da rodoviária para o bairro do Flamengo onde morava Rafael e dona Maria, que nem desconfiava que o casal estava ali escondido da familia. Alguns dia se passam, Ana pressionada em dizer onde os dois estavam conseguiu entrar em contato pelo celular com Julieta e tranquilizá-los. O casal era só felicidade , vivendo dias de lua  de mel mesmo sabendo que agora estavam por conta própria.  Carlos voltou ao serviço no escritório e naquela mesma semana começou a ajudar a amada a procurar um emprego mesmo que temporário. Passados 10 dias após o término do carnaval iniciou-se uma grande contratação no comércio devido a Quaresma e consequentemente chegada da Páscoa. Julieta  não tinha experiência em trabalhar porém dotada de uma delicada beleza e inteligência não teve dificuldade em conseguir um serviço em uma loja especializada em chocolates como vendedora. Os dias iam passando e a moça conversou com seus pais no telefone, ainda muito revoltado sr. José exigia a volta da filha fazendo mil e uma alegações mas sem sucesso.

O tempo é sempre o melhor conselheiro  e mesmo com a vida estando muito apertada, já que ambos ganhavam pouco, o casal conseguiu arrumar uma quitinete e se mudar para viver por seus próprios meios. As familias de ambos mesmo não aceitando a forma como se procedeu a situação acabaram por entender que não adiantava tentar separá-los.A vida não era fácil, o que sobrava em amor faltava em condições financeiras. Julieta acostumada com uma vida de princesa foi a que mais sentiu a diferença já que nunca havia precisado trabalhar para seu sustento. Independente dos problemas financeiros e trabalhando longe  da moradia o casal não desanimava e estavam felizes por enfim poder iniciar sua vida juntos. Passados 3 meses já no Rio de Janeiro e após ter conseguido ultrapassar a barreira do período de experiência no serviço,  a moça enfim aceitou passar o endereço onde estava morando para que seus pais a visitassem e vissem que estava bem e feliz apesar das adversidades.

Sr. José e esposa chegaram num sábado a tarde no local  e se assustaram um pouco de ver como ambos viviam com um mínimo de móveis já que a quitinete consistia num quarto e sala conjugados, um corredor onde ficava a cozinha  e um pequeno banheiro. Após o emocionante encontro e uma conversa dura, porém necessária, a situação foi toda esclarecida e mesmo com um pouco de resistência Julieta e Carlos ficou acertado que o pai da moça os ajudaria financeiramente por um tempo. Essa ajuda possibilitaria que alugassem um apartamento um pouco maior e Julieta retomasse os estudos em um cursinho para prestar vestibular no final do ano para Letras como era seu desejo. Ambos sabiam que as dificuldades e obstáculos estavam apenas começando, que a vida de casal nem sempre seria um mar de rosas mesmo havendo muito amor.  Julieta e Carlos entenderam que deveriam viver um dia de cada vez e resolver os problemas conforme fossem aparecendo e mostrar a todos que duvidavam que um romance iniciado através da internet poderia sim dar certo . 

Esta é uma história que não tem fim na realidade a vida desse casal está apenas começando  por quanto tempo irá durar impossível dizer mas parafraseando Vinícius de Moraes : 
Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure... "   

Márcia Canêdo

By JORNALISMO ANTENADO with 12 comments

domingo, 13 de março de 2011

História, Mulher do Séc XXI e Poder

História, Mulher do Séc XXI e Poder

Por Marcia Canêdo

A história criou o mito do sexo frágil, da impotência feminina e sua dependência existencial ao ser masculino. É o que denominamos machismo: a mulher como sendo  inferior ao homem. Nos primórdios a representação de fragilidade está ligada à história de origem do mundo, que embora apresente a força sedutora de Eva, deixa a marca da fraqueza, do pecado e da traição ao próprio Deus. É um paradoxo em que força e fraqueza se entrelaçam fazendo recair sobre a mulher a origem do mal sobre a vida por meio da sedução. Enfim a figura feminina sempre apareceu inserida nas contradições da história.

O tempo passou e a mulher de mãe, esposa e dona de casa começou a buscar um novo espaço na sociedade. Hoje no mercado de trabalho, a brasileira já chega a fazer parte de  44% da População Economicamente Ativa, mesmo que ainda ganhe menos e ocupe apenas 14% dos cargos de direção das 500 maiores empresas brasileiras (pesquisa IBGE) , mesmo assim, executivas ou empreendedoras começam a fazer parte da nova paisagem empresarial brasileira causando desconforto em muitos homens em serem chefiados por uma mulher. Segundo pesquisas, não é um estereótipo afirmar que as mulheres quando em posição de  poder dão atenção a temas diferentes - em geral sociais - em comparação com seus pares masculinos. O que se formos analisar é compreensível dado a criação que ela recebe a tornando, na maior parte das vezes, uma pessoa mais sensível às mazelas humanas.


A nova mulher pós-moderna é mãe, esposa, dona de casa, empresária, empreendedora, arrimo de familia e porque não presidente da república. Na lista dessas poderosas, Dilma está acompanhada de líderes de países do G20 - as 20 maiores economias do mundo - como Merkel, a presidente argentina, Cristina Kirchner, e a primeira premiê da história da Austrália, Julia Gillard. A alguns anos tal panorama seria impensável em nosso país. Chegar a esse patamar no Brasil tradicionalmente machista e liderado por homens desde seu “descobrimento” foi um passo dado pelas mulheres que mudará os rumos de nossa história. Muitos ainda estão resistentes a esse avanço, mas se antes “lugar de mulher” era na cozinha, hoje elas estão por toda parte reivindicando o espaço que merecem e pelo qual lutaram muito. Que sejam respeitadas por serem frágeis, fortes, tímidas, extrovertidas,independentes, mães, esposas, presidentes de empresas ou de nações mas principalmente por serem Mulheres que merecem ter seus lugares na sociedade reconhecidos. 


***Artigo publicado no caderno Especial Mulher no  Jornal O FATO - Um jornal de expressão!
Edição n°102- 11 de Março de 2011

Jornal de circulação na região do Médio Alto Uruguai atendendo a 23 municípios do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

Sede da Redação: Rodeio Bonito (RS)   

By JORNALISMO ANTENADO with 21 comments

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Crônicas de uma Julieta do Séc XXI - Terceira Parte

O ônibus de Carlos está atrasado deixando Julieta ainda mais apreensiva. Como é sexta-feira, véspera de Carnaval, as estradas estão muito cheias  de turistas indo passar a Festa de Mômo fora de suas cidades. A escolha deste feriado para realizar a fuga foi justamente porque a cidade onde a moça reside tem uma programação que atrai muitas pessoas com seus desfiles de blocos de rua que entoam as marchinhas antigas que marcaram épocas. Ao contrário de boa parte do país que aderiu a música baiana , o local dava um valor muito grande aos moldes de folia antigo e neste momento o movimento grande nas ruas da cidade ajudaria aos namorados a colocar o plano em ação.

Carlos ficaria hospedado em uma pousada no centro que era próxima também da única rodoviária local e a meio caminho da casa de Ana Carolina. A emoção do reencontro  unida à expectativa da fuga deu um sabor diferente ao beijo que se seguiu quando Carlos desceu do ônibus e encontrou sua amada. 


Juntos foram levar a mala na pousada e conversar sobre o andamento do plano. Julieta havia aproveitado o final de semana anterior para visitar a cidade vizinha com a  desculpa de ir ao cinema mas na verdade sua intenção era vender um anel que havia ganho de aniversário de 15 anos para conseguir algum dinheiro. Essa decisão mexeu com os sentimentos da moça já que era uma lembrança de seus pais , mas o amor pelo namorado falou mais alto e não deixou que ela fraquejasse nesse momento visto que preferia não ter que chegar a esse extremo  se a familia aceitasse melhor seu namoro.

O plano do casal era esperar a segunda-feira quando os blocos desfilavam a noite e aproveitar que a maioria da população estaria assistindo e assim pegar um dos ônibus para uma cidade vizinha e de lá ir rumo ao Rio de Janeiro. Como a familia de Carlos não concordaria com essa fuga, ficariam hospedados na casa de um amigo do rapaz que  morava com a mãe. Tudo corria bem se num fosse o senhor José ficar no pé no casal insistindo que não se afastassem dele e da esposa. Ana e Julieta já haviam  deixado a mala e mochila arrumadas com algumas mudas de roupa, sapatos, objetos de uso pessoal, pelo menos por um mês a moça estaria guarnecida dando tempo de procurar um emprego mesmo que temporário.


O próximo passo seria despistar os pais de Julieta o que seria conseguido com a ajuda de Ana, cúmplice do casal. A amiga liga para o celular de Julieta e os convida para irem supostamente num baile em um dos clubes da cidade, desta forma o casal conseguiria levar adiante seu plano. O senhor José resistiu um pouco mas sua esposa o acabou convencendo de permitir dando um voto de confiança ao casal já que era carnaval e desde a sexta-feira eles estavam se comportando muito bem. O que não imaginavam era que as passagens para a cidade vizinha e para o Rio de Janeiro de ambos já estavam compradas para de madrugada. 

A hora do embarque foi emocionante, as amigas chorando e desejando que não perdessem contato. Ana pediu a Julieta que ligasse avisando assim que desembarcasse onde ficariam no Rio para que entregasse a carta deixada para os pais da moça. Neste momento iniciava uma aventura rumo ao desconhecido, um casal sem condições financeiras, muito amor no coração e a vontade de ficarem juntos e formarem uma familia. Restava saber se esse amor resistiria aos tantos obstáculos que a vida colocaria em suas mãos.




Márcia Canêdo

By JORNALISMO ANTENADO with 8 comments

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Crônicas de uma Julieta do Séc XXI - Segunda Parte

Na teoria as coisas sempre funcionam melhor que na prática e não seria diferente no caso de Julieta e Carlos. Neste ponto é preciso abrir um parênteses para que todos entendam o porquê da resistência da familia da moça. Acontece que sendo ela filha única de um casal já idoso e de tradicional familia no interior mineiro, era muito cobrada em seguir a profissão do pai, renomado médico local. O senhor José queria  que sua filha cursasse medicina na capital mineira e depois retornasse à cidade para assumir o cargo que ele mantinha já a 25 anos.


 Porém por mais que saibamos que as familias sempre desejam a nossa felicidade a jovem Julieta, ao contrário do que seus pais queriam, sempre sonhou cursar Letras e assim pesquisar o que levou Shakespeare a escrever a tragédia veronense que envolve seu nome. Seu pai porém discursava dizendo que ser professora no Brasil não vale a pena, se é desvalorizado(no que realmente ele esta certo em dizer infelizmente). 


Carlos porém incentivava a amada em seu sonho lhe presenteando com livros sobre literatura estrangeira sempre que sobrava um pouco de seu salário. O rapaz trabalhava de escriturário em um grupo de advogados associados sonhando um dia poder ainda seguir esta profissão. Filho de mãe professora primária e pai operário precisou desde os 16 anos ajudar com as despesas da casa e de seus 3 irmãos menores. O rapaz ao contrário do que pensava seu “sogro” queria sim melhorar de vida e um dia ainda esperava poder retomar seus estudos.

Em meio a esses conflitos pessoais o casal Carlos e Julieta continuava seu namoro à distância agora a cada dia mais discutindo sobre como fariam para tirar a moça da cidade sem que sua familia descobrisse. Julieta pretendia contar com a ajuda de uma grande amiga, Ana Carolina que entendia o amor que ela carregava no peito já que também estava apaixonada. Ana era menina faceira sendo considerada precoce pelas carolas da cidade mais era boa moça só tinha os pensamentos mais avançados que a maioria dos moradores locais já que morou alguns anos no Rio de Janeiro no início da adolescência. Julieta e sua amiga agora compartilhavam do segredo de seu plano de fuga.

Faltando alguns dias para um feriado prolongado que daria a chance de Carlos visitar sua amada, a troca de e-mails e telefonemas se intensificou já que precisavam organizar tudo nos mínimos detalhes. Durante a semana Julieta levava discretamente algumas peças de roupa e uso pessoal para a  casa de Ana que lhe emprestaria uma mala para a fuga. Mesmo não podendo levar todos os seus pertences a moça não gostaria de se separar de várias de suas roupas, maquiagens e sapatos. O maior entrave que estava acontecendo era o dinheiro, como não trabalhava e recebia apenas mesada do pai, a moça estava preocupada em como fazer para comprar sua passagem para a capital carioca. O coraçãozinho de Julieta estava ao mesmo tempo exultante com a perspectiva de enfim viver plenamente seu amor e triste por decepcionar seus pais, principalmente o senhor José que a considerava ainda sua eterna menininha, sua filha tão esperada em que depositava tantos de seus sonhos de mocidade.
   

Enfim chega o dia que Carlos chega na cidade , agora era ver se tudo que planejaram daria certo.

Márcia Canêdo 

By JORNALISMO ANTENADO with 13 comments

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Crônicas de uma Julieta do Séc XXI

Julieta Augusta era como toda jovem do séc XXI, principalmente no quesito revoltada sem causa. Aliás não diria que faltasse motivos para revolta já que sua mãe teve a infeliz ideia de lhe presentear com um nome duplo. Mero detalhe que o nome Julieta não combina com nenhum outro, portanto, mesmo sendo homônima de uma grande heroína de Shakespeare a jovem era infeliz em conviver com sua sina.

Fora a questão do nome, a jovem estava em idade onde as grandes paixões acontecem e mesmo morando em uma cidade do interior mineiro a era informatizada não impedia seu contato com um mundo de opções. Pois bem, foi numa bela noite de verão em um desses sábados que a gente daria um dedo da mão pra ter onde ir mas não apareceu nenhum convite interessante, Julieta por puro tédio entra numa sala de bate-papos. Neste ponto se torna necessário um adendo: quem já se aventurou nos chamados chats da web há de concordar que a criatividade nos nick names (apelidos virtuais) são de desanimar um santo . Foi neste ambiente eclético e ambivalente que Julieta começa a conversar justamente com um Romeu.

Claro, esse Romeu na realidade se chamava Carlos, mas como se considerava romântico e era fã do drama shakesperiano resolveu usar esse codinome. Inevitavelmente devido a proximidade pelo nome os jovens começaram a conversar e tal foi a interação que em pouco tempo já partiram para troca de msn. Ai sim, conectados pelo msn que possibilita a conversa em tempo real e dependendo até com os recursos de áudio e vídeo, os dois iniciaram uma paquera virtual que faria ambos ficarem horas juntos na web se conhecendo mais a cada teclada.

Tal qual na tragédia veronense, agora vivida entre uma mineira e um carioca, esse amor teria toda sorte de problemas que impediam a felicidade total do casal. A jovem Julieta além de ter apenas 18 anos e ser estudante do cursinho pré vestibular, não trabalhava sendo sustentada totalmente por seus pais que a mantinham sob uma rígida criação. Carlos por sua vez tinha a mesma idade porém já trabalhava para ajudar no sustento da familia , tinha largado seus estudos o que o fazia ser o último dos escolhidos pelo pais de sua amada como pretendente a futuro genro.

Mesmo com tanto amor , idas e vindas do Rio para a cidade mineira , finais de semana divididos entre beijos e discórdia pela implicância da familia da moça, o romance do casal não parecia ter um futuro próspero. Que o diga as mensagens trocadas no facebook e orkut, entremeadas de ciúmes de ambas as partes, comum em namoros à distância. Os jovens a cada dia não aguentavam a pressão e a saudade que sentiam um do outro. Numa tentativa de acabar logo com esse sofrimento decidiram fugir para enfim ficarem juntos sem entraves. Combinaram então que na próxima visita de Carlos na casa de sua amada dariam um jeito de armar a fuga.

Mas isso já é assunto para a próxima semana...

Fonte: Imagens: Google
          Texto: Márcia Canêdo
Márcia Canêdo 

By JORNALISMO ANTENADO with 18 comments

    • Popular
    • Categorias
    • Arquivos