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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Crônicas de uma Julieta do Séc XXI - Terceira Parte

O ônibus de Carlos está atrasado deixando Julieta ainda mais apreensiva. Como é sexta-feira, véspera de Carnaval, as estradas estão muito cheias  de turistas indo passar a Festa de Mômo fora de suas cidades. A escolha deste feriado para realizar a fuga foi justamente porque a cidade onde a moça reside tem uma programação que atrai muitas pessoas com seus desfiles de blocos de rua que entoam as marchinhas antigas que marcaram épocas. Ao contrário de boa parte do país que aderiu a música baiana , o local dava um valor muito grande aos moldes de folia antigo e neste momento o movimento grande nas ruas da cidade ajudaria aos namorados a colocar o plano em ação.

Carlos ficaria hospedado em uma pousada no centro que era próxima também da única rodoviária local e a meio caminho da casa de Ana Carolina. A emoção do reencontro  unida à expectativa da fuga deu um sabor diferente ao beijo que se seguiu quando Carlos desceu do ônibus e encontrou sua amada. 


Juntos foram levar a mala na pousada e conversar sobre o andamento do plano. Julieta havia aproveitado o final de semana anterior para visitar a cidade vizinha com a  desculpa de ir ao cinema mas na verdade sua intenção era vender um anel que havia ganho de aniversário de 15 anos para conseguir algum dinheiro. Essa decisão mexeu com os sentimentos da moça já que era uma lembrança de seus pais , mas o amor pelo namorado falou mais alto e não deixou que ela fraquejasse nesse momento visto que preferia não ter que chegar a esse extremo  se a familia aceitasse melhor seu namoro.

O plano do casal era esperar a segunda-feira quando os blocos desfilavam a noite e aproveitar que a maioria da população estaria assistindo e assim pegar um dos ônibus para uma cidade vizinha e de lá ir rumo ao Rio de Janeiro. Como a familia de Carlos não concordaria com essa fuga, ficariam hospedados na casa de um amigo do rapaz que  morava com a mãe. Tudo corria bem se num fosse o senhor José ficar no pé no casal insistindo que não se afastassem dele e da esposa. Ana e Julieta já haviam  deixado a mala e mochila arrumadas com algumas mudas de roupa, sapatos, objetos de uso pessoal, pelo menos por um mês a moça estaria guarnecida dando tempo de procurar um emprego mesmo que temporário.


O próximo passo seria despistar os pais de Julieta o que seria conseguido com a ajuda de Ana, cúmplice do casal. A amiga liga para o celular de Julieta e os convida para irem supostamente num baile em um dos clubes da cidade, desta forma o casal conseguiria levar adiante seu plano. O senhor José resistiu um pouco mas sua esposa o acabou convencendo de permitir dando um voto de confiança ao casal já que era carnaval e desde a sexta-feira eles estavam se comportando muito bem. O que não imaginavam era que as passagens para a cidade vizinha e para o Rio de Janeiro de ambos já estavam compradas para de madrugada. 

A hora do embarque foi emocionante, as amigas chorando e desejando que não perdessem contato. Ana pediu a Julieta que ligasse avisando assim que desembarcasse onde ficariam no Rio para que entregasse a carta deixada para os pais da moça. Neste momento iniciava uma aventura rumo ao desconhecido, um casal sem condições financeiras, muito amor no coração e a vontade de ficarem juntos e formarem uma familia. Restava saber se esse amor resistiria aos tantos obstáculos que a vida colocaria em suas mãos.




Márcia Canêdo

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Crônicas de uma Julieta do Séc XXI - Segunda Parte

Na teoria as coisas sempre funcionam melhor que na prática e não seria diferente no caso de Julieta e Carlos. Neste ponto é preciso abrir um parênteses para que todos entendam o porquê da resistência da familia da moça. Acontece que sendo ela filha única de um casal já idoso e de tradicional familia no interior mineiro, era muito cobrada em seguir a profissão do pai, renomado médico local. O senhor José queria  que sua filha cursasse medicina na capital mineira e depois retornasse à cidade para assumir o cargo que ele mantinha já a 25 anos.


 Porém por mais que saibamos que as familias sempre desejam a nossa felicidade a jovem Julieta, ao contrário do que seus pais queriam, sempre sonhou cursar Letras e assim pesquisar o que levou Shakespeare a escrever a tragédia veronense que envolve seu nome. Seu pai porém discursava dizendo que ser professora no Brasil não vale a pena, se é desvalorizado(no que realmente ele esta certo em dizer infelizmente). 


Carlos porém incentivava a amada em seu sonho lhe presenteando com livros sobre literatura estrangeira sempre que sobrava um pouco de seu salário. O rapaz trabalhava de escriturário em um grupo de advogados associados sonhando um dia poder ainda seguir esta profissão. Filho de mãe professora primária e pai operário precisou desde os 16 anos ajudar com as despesas da casa e de seus 3 irmãos menores. O rapaz ao contrário do que pensava seu “sogro” queria sim melhorar de vida e um dia ainda esperava poder retomar seus estudos.

Em meio a esses conflitos pessoais o casal Carlos e Julieta continuava seu namoro à distância agora a cada dia mais discutindo sobre como fariam para tirar a moça da cidade sem que sua familia descobrisse. Julieta pretendia contar com a ajuda de uma grande amiga, Ana Carolina que entendia o amor que ela carregava no peito já que também estava apaixonada. Ana era menina faceira sendo considerada precoce pelas carolas da cidade mais era boa moça só tinha os pensamentos mais avançados que a maioria dos moradores locais já que morou alguns anos no Rio de Janeiro no início da adolescência. Julieta e sua amiga agora compartilhavam do segredo de seu plano de fuga.

Faltando alguns dias para um feriado prolongado que daria a chance de Carlos visitar sua amada, a troca de e-mails e telefonemas se intensificou já que precisavam organizar tudo nos mínimos detalhes. Durante a semana Julieta levava discretamente algumas peças de roupa e uso pessoal para a  casa de Ana que lhe emprestaria uma mala para a fuga. Mesmo não podendo levar todos os seus pertences a moça não gostaria de se separar de várias de suas roupas, maquiagens e sapatos. O maior entrave que estava acontecendo era o dinheiro, como não trabalhava e recebia apenas mesada do pai, a moça estava preocupada em como fazer para comprar sua passagem para a capital carioca. O coraçãozinho de Julieta estava ao mesmo tempo exultante com a perspectiva de enfim viver plenamente seu amor e triste por decepcionar seus pais, principalmente o senhor José que a considerava ainda sua eterna menininha, sua filha tão esperada em que depositava tantos de seus sonhos de mocidade.
   

Enfim chega o dia que Carlos chega na cidade , agora era ver se tudo que planejaram daria certo.

Márcia Canêdo 

By JORNALISMO ANTENADO with 13 comments

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Crônicas de uma Julieta do Séc XXI

Julieta Augusta era como toda jovem do séc XXI, principalmente no quesito revoltada sem causa. Aliás não diria que faltasse motivos para revolta já que sua mãe teve a infeliz ideia de lhe presentear com um nome duplo. Mero detalhe que o nome Julieta não combina com nenhum outro, portanto, mesmo sendo homônima de uma grande heroína de Shakespeare a jovem era infeliz em conviver com sua sina.

Fora a questão do nome, a jovem estava em idade onde as grandes paixões acontecem e mesmo morando em uma cidade do interior mineiro a era informatizada não impedia seu contato com um mundo de opções. Pois bem, foi numa bela noite de verão em um desses sábados que a gente daria um dedo da mão pra ter onde ir mas não apareceu nenhum convite interessante, Julieta por puro tédio entra numa sala de bate-papos. Neste ponto se torna necessário um adendo: quem já se aventurou nos chamados chats da web há de concordar que a criatividade nos nick names (apelidos virtuais) são de desanimar um santo . Foi neste ambiente eclético e ambivalente que Julieta começa a conversar justamente com um Romeu.

Claro, esse Romeu na realidade se chamava Carlos, mas como se considerava romântico e era fã do drama shakesperiano resolveu usar esse codinome. Inevitavelmente devido a proximidade pelo nome os jovens começaram a conversar e tal foi a interação que em pouco tempo já partiram para troca de msn. Ai sim, conectados pelo msn que possibilita a conversa em tempo real e dependendo até com os recursos de áudio e vídeo, os dois iniciaram uma paquera virtual que faria ambos ficarem horas juntos na web se conhecendo mais a cada teclada.

Tal qual na tragédia veronense, agora vivida entre uma mineira e um carioca, esse amor teria toda sorte de problemas que impediam a felicidade total do casal. A jovem Julieta além de ter apenas 18 anos e ser estudante do cursinho pré vestibular, não trabalhava sendo sustentada totalmente por seus pais que a mantinham sob uma rígida criação. Carlos por sua vez tinha a mesma idade porém já trabalhava para ajudar no sustento da familia , tinha largado seus estudos o que o fazia ser o último dos escolhidos pelo pais de sua amada como pretendente a futuro genro.

Mesmo com tanto amor , idas e vindas do Rio para a cidade mineira , finais de semana divididos entre beijos e discórdia pela implicância da familia da moça, o romance do casal não parecia ter um futuro próspero. Que o diga as mensagens trocadas no facebook e orkut, entremeadas de ciúmes de ambas as partes, comum em namoros à distância. Os jovens a cada dia não aguentavam a pressão e a saudade que sentiam um do outro. Numa tentativa de acabar logo com esse sofrimento decidiram fugir para enfim ficarem juntos sem entraves. Combinaram então que na próxima visita de Carlos na casa de sua amada dariam um jeito de armar a fuga.

Mas isso já é assunto para a próxima semana...

Fonte: Imagens: Google
          Texto: Márcia Canêdo
Márcia Canêdo 

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domingo, 30 de janeiro de 2011

Rock in Rio 2011 - Novidades sobre o festival

O Rock in Rio completou no início deste mês 26 anos desde sua estreia , em 1985. Neste meio tempo,  foram muitas histórias e momentos inesquecíveis que transformaram toda uma geração de artistas com um proposta na época inexistente no país : um um festival de grandes atrações internacionais que possibilitava a união de milhares de pessoas através da música.

Após 10 anos, neste ano teremos mais uma edição do festical e o primeiro dia do Rock in Rio, será dedicado principalmente à música pop e  acaba de ter 4 nomes confirmados: Elton John, Rihanna, Katy Perry e Claudia Leitte, algumas das maiores estrelas da cena pop nacional e internacional (na opinião de muitos pelo menos).
O britânico Elton John, com mais de 40 anos de estrada, mais de 250 milhões de discos vendidos no mundo inteiro, sendo 35 Discos de Ouro e 25 de Platina. Cantor e compositor que está entre os mais criativos do planeta, já ganhou prêmios como Grammy, Oscar, Tony e BRIT. Por sua influência e engajamento em causas sociais, é ainda um renomado filantropo – e foi condecorado “Sir” pela rainha da Inglaterra

Katy Perry, que vem pela primeira vez ao Brasil, é uma jovem californiana que emplacou um dos maiores sucessos da última década: a música “I Kissed a Girl”. Eleita duas vezes consecutivas a mulher mais sexy do mundo pela revista masculina Maxin, Katy subirá no Palco Mundo pronta para mostrar ao público a irreverência que já virou sua marca registrada.
 
 
Também vem pela primeira vez ao Brasil a musa Rihanna, da ilha caribenha de Barbados, a primeira artista da década de 2000 a emplacar seis sucessos no primeiro lugar da parada Hot 100 da Billboard (hoje já são oito). Animada com o show no Rock in Rio, a artista já tinha deixado muitos fãs ansiosos quando mandou a mensagem “Brasil, estamos nos preparando para ‘arrebentar’ para vocês. Tenho esperado por isso há tempos, vai ser épico!!”. Tomara que corresponda a toda essa espectátiva.
 
 
Por fim, uma estrela da cena pop nacional que atrai em seus shows mais de três milhões de pessoas por ano: a loiraça Claudia Leitte, que já se prepara para sacudir o primeiro dia do festival. O sucesso de Claudia Leitte ultrapassa as fronteiras brasileiras, com diversas apresentações nos Estados Unidos, Inglaterra e Portugal.
 
Mas não fica por aqui: além de outras atrações a serem confirmadas, o dia 23/09 contará com um show especial de abertura que levará ao palco uma grande festa feita por muitos músicos e artistas convidados. Em breve  mais notícias sobre o maior festival de rock que balançará os corações dos roqueiros brasileiros.De minha parte continuo aguardando ansiosa se o grupo Guns'n Roses virá, a torcida comigo é grande pelo número de fãs de Axl Rose e sua banda, considerado um dos melhores shows das edições do Rock in Rio.
 
Fonte de informações e fotos:  site Oficial do Rock in Rio 2011
Márcia Canêdo

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Curiosidades da História da Publicidade no Brasil

1980 – 1990 – A década da maturidade


A década de 80 seria a década da mais rápida e de definitiva transformação econômico-política internacional de que se teve notícia no século. O começo dos anos 80 seria o início do amadurecimento do mercado editorial brasileiro, em termos mercadológicos. Começaria aí, o fenômeno da segmentação, e uma série de mudanças editoriais. A Tv brasileira, neste início de década, era fundamentalmente diversão. Na realidade sempre esteve estruturada em dois pilares básicos: entretenimento e jornalismo e sofisticou suas vinhetas, chamadas, apresentações de programa e quadros dentro de seus programas.

No dia 19 de agosto de 1981, direto de Brasília, foi implantado o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), transmitida para cerca de 85% dos domicílios com TV no país. Colocando no ar a programação de perfil popular, o SBT chegava debaixo do nariz torcido da concorrência, dos críticos de TV e ganhou o desdém da mídia especializada em comunicação.

Em 1988, o país passou a ser regido por uma nova Constituição, que incluía algumas restrições à propaganda, que deveria ser regulamentadas por leis complementares, a serem votadas posteriormente. A década de 80 seria então chamada de “a década da consolidação” do marketing no Brasil. Os anos 80 veriam a sofisticação da técnica de planejamento, vendas, distribuição e comunicação.

1990 - 1995 – O início da era virtual

Os anos 90 tem início em ritmo acelerado de Internet, o mundo interligado por uma rede anárquica, e sem dono, de computadores e surfistas cyber-espaciais. A fantasia dos quadrinho, vira realidade. Realidade on-line, adrenalinada e virtual. Se comparar às décadas de 60 e 70, pode-se dizer, sem medo de errar, que não há cultura no Brasil dos anos 90. Não há cinema, não há teatro, as artes plásticas gravitavam em torno de seu próprio umbigo e de dilemas formais onde tudo podia.

Uma tendência nos anos 90, seria o lançamento de mais novos produtos do que a média até ali. A conferência internacional de ecologia realizada no Brasil em 1992, a ECO 92, foi um dos mais importantes eventos da área, nesta primeira metade da década. Para o mercado publicitário, a realização do evento e a discussão levaram à ativação de alguns negócios com cara, cheiro, gosto de postura ecológicos.

Em 1995, continua a briga mercadológica entre a Pepsi e Coca-Cola a cada dia mais acirrada. A Pepsi havia detonado sua campanha do relançamento no Brasil, em grande estilo, ironizando a Coca. Na mesma época a Tv Globo faz 30 anos, ainda esbanjando liderança. E a propaganda seguia registrando índices de crescimento.

Top 10 slogans de propagandas que se tornaram marco de publicidade:

Não se esqueça da
minha Caloi !!
1 – Tomou Doril, a dor sumiu! - Esta faz parte do crescimento da turma que está atualmente entre os 35 e 45 anos .
2 – Terrível contra os insetos. Contra os insetos! - Essa chamada do SBP já foi e voltou do ar durante vários anos .
3 – Não esqueça da minha Caloi! - Esse é o clássico do final dos anos 70 e dos anos 80.


4- O primeiro sutiã a gente nunca esquece - Lingerie Valisére , toda mulher hoje com mais de 30 anos com certeza se lembra da clássica propaganda na tv.

Compre Baton...
seu filho merece Baton...
5 – Compre Baton!Seu filho merece Baton! – Este slogan foi hit nos anos 80. Retornou na década de 90 e no início da geração 2000 tornou a aparecer nas telinhas.
6 – 1001 utilidades – Lã de aço Bombril. Essa marcou época em vários aspectos: a chamada em si, a fixação do garoto propaganda como cara de um produto e a travessia de gerações.


O primeiro sutiã a gente nunca esquece!
7 – Se é Bayer é bom! - A chamada de um dos maiores laboratórios farmacêuticos do Brasil dos anos 80 é lembrada até hoje.


8- A verdadeira maionese – Slogan da maionese Helmann's lider de vendas desde sua criação.




Quer pagar quanto ? 

9- Quer pagar quanto? – Febre nas tvs com a chamada das Casas Bahia. Até hoje é lembrada por pelo menos 8 em 10 telespectadores. Junto com o “Dedicação total a você” que faz sucesso até hoje.
10- Dê férias para seus pés – chamada dos chinelos Rider, famosos nos anos 80. Um de seus garotos propagandas famosos foi o tenista Gustavo Kuerten.

 Fonte:
Texto sobre a Propaganda no Brasil : http://www.innovadora.hpg.ig.com.br/histprop.htm
Imagens: Arquivo Google 

Márcia Canêdo

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sonho Impossível ...

Os acontecimentos dos últimos dias na região serrana do Rio de Janeiro nos mostra , mais um vez, que a natureza vem cobrando o descaso com que a sociedade a trata já a muito tempo. É notório que catástrofes só deixam rastro de tristeza e desespero na vida das pessoas porém, é fato, que é nestes momentos que descobrimos como é tênue a linha que separa o descaso da solidariedade.

Cenas fortes como as que temos presenciado nos telejornais de todo o país me entristecem e me fazem lembrar muito da música abaixo. São sonhos de uma vida inteira sendo levados pela força implacável da natureza , vidas se esvaindo, familias inteiras soterradas ou desabrigadas. Mas tal qual diz na letra não devemos deixar de sonhar, de ter esperanças de um tempo melhor, cada familia ou pessoa que conseguiu sair incólume dessa catástrofe deve pensar que o principal elas não perderam, que são suas vidas. Bens podem ser recuperados através do trabalho e mesmo que recomeçar do zero seja algo assustador  não deixa de ser também uma luz , a esperança de dias melhores.  
Sonho Impossível
 (Composição: Joe Darion, Mitch Leigh -versão em português de Maria Betânia)


Sonhar 
Mais um sonho impossível

Lutar
Quando é fácil ceder

Vencer
O inimigo invencível

Negar
Quando a regra é vender

Sofrer
A tortura implacável

Romper
A incabível prisão

Voar
Num limite improvável

Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão

Não me importa saber
Se é terrível demais

Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz

E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão

Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão

E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição

E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão


Márcia Canêdo

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Férias de janeiro!

 Férias de janeiro! 

 Enfim férias!!!! Tenho certeza que é assim que você se sente quando está a dias de finalmente ter o descanso merecido após um ano de árduo trabalho.  Sim, pois, convenhamos, passamos um ano trabalhando, choramingando cada feriadinho , mesmo que o serviço não permita que emendemos para que possamos viajar. Pior: passamos 12 meses pensando o que faremos em nossas tão sonhadas FÉRIAS.


Pois bem ! O mês que antecede ao descanso é permeado de ansidade, planos e mais planos. Detalhe : a maior parte deles não se realizará seja por falta de sorte ou na pior das hipóteses de dinheiro mesmo. O negócio começa a piorar quando vão se aproximando os dias, porque a familia inteira já não aguenta mais te ouvir falando das coisas que pretende fazer . 

Janeiro é sempre igual : nos empaturramos com o natal e ano novo , compramos mais que o orçamento permite mesmo tendo em novembro prometido que ia segurar este ano e não gastar mais que devia do salário e 13º. Promessas vãs que não resistem às promoções das lojas de departamento e eletroeletrônicos, as crianças querendo o mais novo video-game do momento, os maridos uma nova tv para assistir ao campeonato brasileiro do próximo ano (aff ... homens...) , as esposas a oportunidade de comprar mais roupas, sapatos e acessórios. 

E você ali querendo apenas curtir suas férias. Só que aprendi, há muito tempo, que quanto mais planejamos, menos as coisas saem como gostaríamos. Ato continuo dessa vez não fugiria a regra. Explico, verão.... sol.... pede o que? Claro, praia!!! E como é sempre bom ser prevevenido, a casa foi alugada com 3 meses de antecedência. Para qualquer outro mortal isso seria garantia de pelo menos 50% da viagem garantida . Certo?  Errado !!!  

Antes que xinguem o fato é que mesmo com toda "essa prevenção" ainda há muita gente desonesta no mundo e  acontece que a casa em questão foi alugada não apenas para minhas tão sonhadas férias mas também para outra familia que lá chegou com seus 3 filhos pequenos, cachorro e afins..... E o que era para serem 10 dias de diversão , muito sol, mar, cerveja e peixe frito virou uma confusão de filhos, bichinhos de estimação , roupas espalhadas , tumulto na hora do banho, discussões sobre o cardápio do almoço, etc.  


Aff.... e o que resta a você ? Começar desde já a sonhar com as férias do ano que vem , prometendo a sí mesmo a nunca mais alugar uma casa através de um anúncio de classificados de jornal. 




*Fatos meramente ilustrativos, qualquer semelhança é puramente infeliz coincidência. 

Márcia Canêdo

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Adeus à Punck - "a levada da breca de nossa casa" !

Virada de ano é sempre igual. Felicitamos uns aos outros, brindamos a virada com muita pompa e circustância , mas não podemos esquecer que para muitos aqueles momentos foram únicos e o último de suas breves vidas. 

A alguns dias vim aqui deixar uma mensagem de felicitações aos meus amigos e conhecidos, hoje venho me despedir de mais uma companheira canina, que me fez cia por quase 16 anos. Punk, cadelinha carioca que veio ainda pequenina para Juiz de Fora morar em minha casa. Parecendo uma bola de pelos variando do marrom ao caramelo, levada da breca como sua xará dos desenhos animados. Sempre muito carinhosa estava sempre nos lambendo e dando a patinha em busca de um afago na cabeça ou barriguinha.

Punck à direita deitadinha com as irmãnzinhas
Nina, Cléo e Mel
Convivia com suas irmãnzinhas muito bem mas como todo baixinho ... era invocada e impunha respeito à sua pequena estatura com latidos altos e fortes. Adorava entrar escondida em casa, ainda mais quando era dia de futebol e começavam os foguetes ..... se encontrasse uma das janelas abertas podia procurar embaixo de alguma cama que lá estava ela, deitadinha escondida com sua melhor cara de paisagem como se não estivesse fazendo coisa errada .

Toda essa energia e alegria foram sendo pouco a pouco consumidos por um câncer nas maminhas, descoberto infelizmente quando ela já não tinha mais idade para aguentar uma cirurgia para a remoção. Tentamos os tratamentos convecionais em casos de animais, com uso de remédios, mas nada impediu o avanço da doença. Cerca de três meses atrás a situação começou a se agravar e orientados pelo veterinário Henrique ( que já é médico de todas as cadelas de minha casa) e vinha acompanhando todo o quadro de nossa vovózinha canina , passamos a tratar diarimanente dela com a troca de curativos.

Sempre foi um período, mais ou menos 20 minutos, onde eu e minha irmã Mônica nos revezavámos entre os trabalhos de enfermeira e psicóloga canina (como eu costumava dizer) , porque não basta simplesmente fazer o curativo. Costumo falar que o veterinário usa de toda uma psicologia para lidar com os animais e no nosso caso tentavamos fazer o mesmo, acalmando a Punck, conversando com ela para tentar mininmizar o incômodo da situação.
Punck sorrindo pra câmera e Nina -
ela adorava pular dessa janela
 Assim foi nos últimos meses, uma luta diária, nossa sofrendo em vê-la sentir dor e principalmente dela que bravamente resistiu até mais tempo que imaginávamos, surpreendendo não apenas a gente mas ao veterinário também. Só que chegou uma hora que o sofrimento dela fez com que tivéssemos que tomar a única decisão que em sã consciência  não optaríamos se houvesse outra solução: a eutanásia.

Quem ama os animais saberá entender a dor que é você se obrigar a aceitar interromper a vida de seu animalzinho, porque minimizar o sofrimento dele não significa que o teu acabará. Mas neste momento crucial é preciso pensar apenas no bem estar dele, aliviar a dor que está sentindo, confesso que é muito difícil tomar essa decisão e adiamos enquanto algo poderia ser feito pela nossa menina Punck. E foi o que fizemos hoje, Henrique tão chateado quanto nós em perder sua paciente, nos ajudou a preservar a memória  e integridade de nossa cadelinha  que não merecia continuar sofrendo. Como minha filinha Mel, Punck foi ter sua última morada no Parque Morada dos Pequenos Animais, embaixo de um pé de manacá que na primavera fica carregado de flores. 

Em nós ficou a sensação de dever cumprido, sabemos que tudo que poderia ser feito nós tentamos, a saudade nos acompanhará, de suas brincadeiras, xamegos e olhares lânguidos de carinho que nos lançava. Foram 15 anos de convivência e nossa Punckinha estará sempre em nosso coração. Te amamos "levada da breca" !

Márcia Canêdo  
       

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!!!

Chegamos ao último dia do ano de 2010... e depois da meia-noite, virá o Ano Novo! O engraçado é que - teoricamente - continua tudo igual.

Ainda seremos os mesmos.
Ainda teremos os mesmos amigos.



Alguns o mesmo emprego.
O mesmo parceiro(a).

As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras).
Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida.

Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano.
A diferença, a sutil diferença, é que quando o relógio nos avisar que é meia-noite, do dia 31 de dezembro de 2010, teremos um ano in-tei-ri-nho pela frente!

Um ano novinho em folha!
Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever.
Um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade, coragem ou fé...

Um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos nossos... 365 dias para fazermos aquilo que quisermos... Ou para deixarmos que façam o que quiserem conosco...

Sempre há uma escolha... E, exatamente por isso, eu desejo que os meus amigos façam as melhores escolhas que puderem.

Desejo que sorriam o máximo que puderem.
Cantem aquilo que quiserem.
Beijem muito.

Amem mais.
Abracem bem apertado.
Durmam com os anjos.

Sejam protegidos por eles.
Agradeçam por estarem vivos e terem sempre mais uma chance para [re]começar.

Agradeçam as suas escolhas, pois certas ou não, elas são suas. E ninguém pode ou deve questioná-las.

E eu gostaria de agradecer aos amigos que eu tenho.
Aos que me 'acompanham' desde muito tempo.
Aos que eu fiz este ano.

Aos que eu escrevo pouco, mas lembro muito
Aos que eu escrevo muito e falo pouco.
Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria.

Aos que moram perto e eu vejo sempre.


Aos que me 'seguram', quando penso que vou cair.


Aos que eu dou a mão, quando me pedem ou quando me parecem um pouco perdidos.



Aos que ganham e perdem.
Aos que me parecem fortes e aos que realmente são.

Aos que me parecem anjos, mas estão aqui e me dão a certeza de que existe algo de divino neste mundo.

Porque ninguém seria um anjo na vida de outra pessoa, se não tivesse uma centelha divina dentro de si.

 

Que todos os seus desejos se realizem, um Feliz 2011!

Márcia Canêdo


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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Chegou o verão! - Luiz Fernando Veríssimo

Chegou o verão!

Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura e muita gordura, pouco trabalho e muita micose.
Verão é picolé de Kisuco no palito reciclado, é milho cozido na água da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca.
Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no tênis.

Mas o principal ponto do verão é.... A praia!
Ah, como é bela a praia.
Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção. Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias.Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a prancha pra abrir a cabeça dos banhistas.

O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando. Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa, toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias.

Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados e prontos pra enterrar a avó na areia.

E as crianças? Ah, que gracinhas! Os bebês chorando de desidratação, as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem.

As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do chinelo.
Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como furar a areia pra fincar o cabo do guarda-sol. É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar em pé.
Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da maravilha que é entrar no mar! Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo. Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva.
Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita cheia de areia, vem àquela vontade de fritar na chapa. A gente abre a esteira velha, com o cheiro de velório de bode, bota o chapéu, os óculos escuros e puxa um ronco bacaninha.

 

Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor!!!!! Mas, claro, tudo tem seu lado bom.
E à noite o sol vai embora. Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo. O shampoo acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa, desde creme de barbear até desinfetante de privada.
As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa da praia oferece. Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas.


O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família. Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo possa se encontrar no mesmo inferno tropical...

Luiz Fernando Veríssimo


By JORNALISMO ANTENADO with 8 comments

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