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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Fatos do ano: 10 coisas para esquecer by Site Meio e Mensagem

1 - Fórmula Indy em plena segundona
No trecho da pista local da Marginal Tietê que integra o circuito de rua da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé a velocidade ultrapassava os 300 quilômetros por hora. Mas nas pistas ao lado e em várias vias da capital paulista o cenário era de trânsito parado. A transferência da etapa brasileira da Fórmula Indy de domingo, 1o de maio, para segunda-feira, 2, devido as intensas chuvas deixou o caótico trânsito da cidade ainda pior. O Procon chegou a notificar o Grupo Bandeirantes de Comunicação, organizador do evento, por conta do episódio. A iniciativa gerou um acordo que previa a devolução de 30% do valor do ingresso para o público ou um desconto de 30% no preço do bilhete para a corrida de 2012.

2 - Jogo sujo nas relações públicas
Em maio, estourou um dos grandes escândalos do mercado de relações públicas. O Facebook contratou os serviços da Burson-Marsteller para executar um trabalho, no mínimo, polêmico: propagar pontos críticos do concorrente Google. E isso sem identificar adequadamente aos jornalistas qual cliente estava por trás das ações. O objetivo era mostrar que o Google estaria criando uma funcionalidade com características de rede social (o Social Circles) que levanta sérias questões de privacidade. E por que ela estaria usando dados do Facebook nesse novo serviço. A culpa acabou recaindo na Burson. Em entrevista exclusiva ao Meio & Mensagem, Ramiro Prudêncio, presidente da agência na América Latina, afirmou que a empresa jamais deveria ter aceitado o projeto, por conta da exigência de esconder o nome do cliente.

3 - Apagão do Brasil em Cyber
Mais uma vez o Brasil mostrou no Festival de Cannes que continua parado no tempo em termos de criatividade digital. O único dos Cyber Lions trazido em 2011 na bagagem brasileira foi uma Prata da Loducca, conquistada com o trabalho “Street art view”, criado para Red Bull. Talvez, a única peça sintonizada com a evolução que a categoria vem tendo nos últimos anos. O sucesso no passado com os banners, porém, ainda é a baliza de qualidade para a maioria das agências que se inscrevem no Festival. O maior sintoma disso é que o Brasil foi o país que proporcionalmente mais inscreveu peças em banners, uma subcategoria que corre sério risco de extinção nas futuras edições.

4 - Leões cassados da Moma
A obsessiva busca pelo reconhecimento internacional por meio da conquista de Leões em Cannes produziu neste ano mais um constrangedor episódio para a publicidade brasileira. Os dois Leões conquistados pela Moma para a Kia acabaram sendo cassados após uma sequência de revezes iniciada nas redes sociais com acusações de que uma das peças promovia a pedofilia. A repercussão mundial fez com que executivos internacionais da montadora sul-coreana reagissem dizendo que o teor ia contra as políticas da marca. Diante da polêmica, a agência optou por não enviar à organização do Festival os comprovantes de veiculação, para não constranger ainda mais a filial brasileira de seu cliente. Cannes ainda aplicou a até então inédita punição a profissionais citados nas fichas de inscrição com o impedimento de concorrerem em 2012.

5 - Verborragia de Rafinha Bastos
“Comeria ela e o bebê”. A frase, dita pelo humorista e apresentador Rafinha Bastos em uma das edições do CQC no mês de setembro parecia ser apenas mais uma piada típica de seu estilo humorístico, dita em referência à cantora Wanessa, que na época estava no quinto mês de gestação. A repercussão, entretanto, foi das piores. Wanessa ficou indignada e abriu um processo. O ex-jogador e empresário Ronaldo, sócio do marido de Wanessa, Marco Buaiz, reclamou. A própria trupe do CQC também reprovou. E a Bandeirantes, antes mesmo que algum anunciante do programa se manifestasse, tirou Rafinha do ar. Ele não retorna para a Band em 2012.

6 - Machado de Assis “branco”
A intenção era a melhor possível: homenagear o maior escritor que o Brasil já teve: Machado de Assis, lembrando que ele havia sido um ilustre cliente da Caixa Econômica Federal, como parte das comemorações dos 150 anos do banco. A execução, porém, pecou em um detalhe: a escolha de um ator branco para interpretar o personagem mulato. O comercial “O bruxo do Cosme Velho”, criado pela BorghiEhr/Lowe e produzido pela Conspiração, acabou gerando um enorme constrangimento para a instituição financeira com direito ao efeito multiplicador das redes sociais. Ao anunciante só restou tirar o filme do ar, emitir um comunicado de desculpas e refazer o comercial.

7 - A gafe de Roberto Medina
Ele internacionalizou a fama do Rock in Rio, mas não conseguiu evitar uma gafe indigesta, ao confundir o nome do seu patrocinador, o Bob’s, com o da poderosa marca dos arcos dourados, o arquirrival inimigo McDonald’s. O fora de Roberto Medina aconteceu durante uma entrevista concedida ao canal Multishow, responsável pela transmissão ao vivo do festival realizado em setembro e outubro. Medina comentava justamente sobre os resultados acumulados com as vendas de hambúrgueres. Somente nos primeiros quatro dias do evento, o Bob’s comercializou 79 mil lanches para mais de 350 mil pessoas, um recorde histórico para a marca, uma genuína conterrânea do festival.

8 - Politicamente correto peca pelo excesso
Linda como sempre, mas vestida apenas com lingerie, Gisele Bündchen deu dicas de como dar notícias ruins ao marido. A campanha bem-humorada que estreou o atendimento da Giovanni+DraftFCB à Hope deu o que falar. Mas devia? Bom, aproximadamente 40 consumidores incomodados reclamaram no Conar. Até aí, nenhuma grande novidade. Mas, surpreendentemente, a campanha levou a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República a enviar um ofício ao órgão pedindo a suspensão da campanha. “É um patrulhamento baseado em conceitos antigos. Quando temos um mercado evoluído como o nosso, que sabe distinguir o que é piada de afirmativa, soa fora de época este tipo de polêmica”, comenta Adilson Xavier, copresidente e diretor nacional de criação da agência. O Conar também não viu nenhum problema na campanha e arquivou o processo. Ufa!

9 - Tropeços do e-commerce brasileiro
As compras via internet, cujo grande apelo é facilitar a vida dos clientes, acabaram muitas vezes complicando a tarefa para eles em 2011. Falta de infraestrutura interna e preparo em termos de logística frustraram a experiência de consumidores, que não tiveram suas compras entregues no prazo ou simplesmente não receberam os produtos adquiridos. Em novembro, o Procon-SP chegou a ameaçar de tirar do ar por 72 horas os sites de comércio eletrônico do Grupo B2W: Americanas.com, Submarino e ShopTime. O órgão também cogitou multa de R$ 1,74 milhão à empresa. Na sequência, o Procon autuou os sites de compras coletivas Groupon, ClickOn e Peixe Urbano, assim como alguns de seus parceiros de ofertas.

10 - Preconceito, racismo e ódio na mídia social
Uma das notícias de maior impacto neste ano foi a revelação do câncer do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O brasileiro, como se sabe, é afeito às redes sociais e foi nesse cenário, mais especificamente no Facebook, que o assunto tomou grandes proporções e criou um debate entre duas correntes: os que desafiavam Lula a se tratar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os que defendiam que o ex-presidente tenha a opção de fazer o tratamento de forma privada (Lula é atendido por uma equipe do Hospital Sírio-Libanês). Foi possível tanto compartilhar o lado positivo (pessoas que passaram pelo SUS e têm boas experiências para relatar) quanto o negativo (mortes por negligência no mesmo SUS). O problema foi transformar as redes sociais em um canal para expressar e publicar preconceito, racismo e ódio.

Fonte: Site Meio e Mensagem

By JORNALISMO ANTENADO with No comments

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A importância das autênticas mídias ambientais

Os jornalistas ambientais e interessados na questão ambiental reuniram-se, recentemente, no Rio de Janeiro, com o objetivo de analisar as tendências e os desafios enfrentados por quem cobre regularmente o meio ambiente, bem como para compartilhar saberes e experiências, e sobretudo rediscutir o papel da imprensa e de seus profissionais num planeta ameaçado.

O aquecimento global, a insegurança alimentar, a ameaça dos grandes projetos como Belo Monte (Belo Monte de porcaria!), a favelização das metrópoles, a pressão insuportável do agronegócio sobre os povos da floresta (aumentada com a aprovação do novo Código Florestal), o primado das monoculturas e a degradação da qualidade de vida são pautas candentes e estiveram na agenda do evento.

O momento exige reflexão mas também ações concretas para impedir que interesses de toda ordem (políticos, empresariais, pessoais etc) se sobreponham ao interesse público.

O Brasil, dono da maior biodiversidade do mundo, deve liderar esse processo de mobilização e, ao contrário do que postulam governos desenvolvimentistas, precisa contribuir para que o cenário atual, dramático e socialmente injusto, se modifique.

O jornalismo ambiental precisa estar fortalecido para enfrentar as ameaças que surgem avassaladoras no horizonte, como a escassez de água potável, a destruição acelerada das florestas e o uso de padrões insustentáveis de consumo. Mas o jornalismo ambiental também precisa repudiar as soluções cosméticas que têm como objetivo desviar o foco e que apenas prorrogam a agonia de um mundo que insiste em desafiar a lógica da sobrevivência. Deve impedir que se continue chamando “plantação de eucaliptos” de florestas porque essa expressão afronta o conceito de florestas que só tem importância quando permanecem em pé, quando, além da madeira para fabricação de papel e móveis, dão sombra, protegem o solo, oferecem frutos, ou seja representam a síntese verdadeira da biodiversidade. “Plantação de eucaliptos” é outra coisa e tem servido para impor mais uma monocultura, que ameaça sensivelmente a sustentabilidade.

Nesse contexto de formação, contextualização, mobilização, esclarecimento, as mídias ambientais são absolutamente indispensáveis. Em primeiro lugar, porque, resistentes aos assédios de governos e empresas, têm conseguido furar o cerco para pautar temas que são ignorados pela grande imprensa. Em segundo lugar, porque elas estão efetivamente comprometidas com a causa ambiental e não contemplam o meio ambiente como mais um assunto para aumentar audiência.  Por isso, mais do que informar elas formam consciências e convidam para a mobilização. Em terceiro lugar, porque as mídias ambientais desenvolveram um discurso, uma linguagem própria que, mais do que as mídias tradicionais, favorece o diálogo com os jovens, protagonistas principais do nosso futuro. Finalmente, as mídias ambientais têm a legitimidade que a sua independência editorial lhes confere.

As mídias ambientais, no entanto, apesar de sua relevância indiscutível, são ainda objeto de preconceito por parte de agências, anunciantes e governos. Há quem argumente que elas, situadas fora do circuito estritamente comercial do mundo da comunicação, encontram dificuldades para atrair e convencer aqueles que apenas entendem a lógica do “custo por mil” e que se acostumaram à métrica equivocada dos planejamentos de mídia. Embora com grande influência em determinados segmentos da população, as mídias ambientais privilegiam a qualidade do debate e da audiência e não têm lançado mão do sensacionalismo para arregimentar leitores, ouvintes, telespectadores e internautas.

As mídias ambientais têm, muitas vezes, se defrontado com o desafio de sua própria sustentabilidade, mas permanecem firmes, respaldadas em um compromisso que, inclusive pela sua ação, se dissemina por amplos setores da sociedade: a preservação dos recursos naturais, a redução da pobreza e das desigualdades, o estímulo à pluralidade e a luta pela biodiversidade.

As mídias ambientais são penalizadas pelo cerco ideológico organizado por setores conservadores da sociedade brasileira que pregam a despolitização do debate ambiental, temendo que ele possa ameaçar os seus lucros e privilégios. Elas são estigmatizadas por governos e empresas que não querem ver expostas suas ações nefastas contra o meio ambiente, ainda que mantenham um discurso hipócrita, como o que caracteriza o chamado “marketing verde”.

As mídias ambientais têm conseguido elevar e manter o tom do debate, impedindo que a questão ambiental caia no lugar-comum. Ela resiste em adotar o padrão habitual da imprensa que levanta e derruba pautas ao sabor da audiência. Ela pratica o verdadeiro conceito de meio ambiente, não o reduz a situações pontuais e aparentemente distantes, como a extinção das baleias ou o degelo na Antártica, embora as inclua, visto que fazemos, queiramos ou não, parte de planeta único. As mídias ambientais sabem efetivamente o que significa ecossistema e nos vêem, todos nós, como passageiros de uma mesma nave que trafega pelo espaço, vulnerável às intempéries, particularmente aquelas que temos irresponsavelmente provocado com o nosso consumo desenfreado e a ganância odiosa de empresas e governos.

As mídias ambientais precisam ser olhadas (lidas e ouvidas) com atenção porque elas têm apontado sistematicamente para a solução dos problemas que nos afligem. Elas sabem que o meio ambiente tem íntima relação com a economia, com a cultura e com a sociedade; elas praticam a solidariedade e, diferentemente de outras mídias, da maioria das empresas e de governos, vêem os habitantes do planeta como irmãos e não como “potenciais clientes”.

As mídias ambientais são essenciais e, portanto, merecem ser prestigiadas, reconhecidas, valorizadas. Sem esse olhar comprometido, o debate sobre o meio ambiente tende a se transformar em uma simples “commodity intelectual”, que se comercializa nas falas e políticas de governos e que freqüentam as mensagens publicitárias de empresas predadoras. Entre as facilmente identificáveis com esse perfil nefasto, é preciso incluir os representantes do sistema financeiro que se proclamam sustentáveis, ao mesmo tempo que massacram clientes com juros obscenos , infernizam seus funcionários para que atinjam metas irrealizáveis e promovem a demissão sucessiva dos seus “colaboradores”.

Um país efetivamente comprometido com o meio ambiente precisa de mídias ambientais robustas, independentes e sustentáveis. Elas certamente nos ajudarão a combater esta mentalidade transgênica, mineradora, celulósica, agrotóxica, que defende a plantação de soja, de cana e de outras commodities, agrícolas ou não, como a nossa vocação maior ou única. Esta mentalidade poluída que sequestra a nossa água, consome a nossa energia, emporcalha as nossas cidades, contamina os nossos campos, dizima os nossos indígenas e transforma milhões de brasileiros em escravos e bóias-frias.

Em tempo 1: É preciso estar atento para mídias ambientais de fachada que surgem aqui e acolá, sem raízes com a verdadeira cobertura ambiental, e que têm como objetivo legitimar posturas inaceitáveis e angariar lucros explorando a temática ambiental .

Em tempo 2: É preciso também que as mídias ambientais autênticas estejam sempre dispostas a resistir ao assédio de empresas que buscam utilizá-las para o seu processo sujo de “limpeza de imagem”. Em nome de uma pretensa sustentabilidade, empresas, governos e até partidos políticos e parlamentares investem recursos significativos para aparecerem “bem na fita”, ao mesmo tempo que persistem em sua escalada contra o meio ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos. Não é razoável abraçar predadores e nem lhes estender a mão, permitindo que continuem alimentando, sem escrúpulo, a sua ganância pelo lucro e pelo poder.

By JORNALISMO ANTENADO with No comments

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Presente De Natal Certo Para Cada Tipo De Jornalista -Duda Rangel

O Duda Rangel do Blog Desilusões Perdidas ARRASOU no post de hoje tinha que compartilhar .... kkkk 

Fica a dica..passem lá colegas jornalistas darão ótimas risadas e lerão muitas verdades..... 


O presente de Natal certo para cada tipo de jornalista




Para o jornalista que não terá férias em janeiro: o livro “Como descolar pautas bacanas num período em que porra nenhuma acontece”.



Para o jornalista metido a intelectual: assinatura da revista New Yorker para ele deixar sobre a mesa de trabalho. Ele não sabe Inglês? Tudo bem. É só para deixar sobre a mesa.



Para um jornalista chato que você tá bem a fim de sacanear: livro do Gabriel Chalita. Qualquer um tá valendo. Se achar aquele em que ele troca cartas com o padre, ótimo.



Para o jornalista que sempre perde o bloquinho de anotações: um moderno bloquinho com rastreador e sinal sonoro que repete “atenção, este bloquinho está sendo perdido”.



Para o jornalista que não entende a própria letra no bloquinho: curso de caligrafia a distância do IUB, com método que vai de entrevistas rápidas a convites de casamento.



Para o jornalista obcecado por furos: uma cesta de queijos do tipo Emmental.



Para a jornalista cheia de glamour da editoria “Geral”: um kit bem brega com botas de borracha e capa de chuva, afinal o verão tá aí, e enchente não é nada fashion, bebê.



Para um jornalista sem diploma: porta-retratos com uma foto sua levantando o troféu de campeão da Copa Jürgen Habermas de Truco Universitário. Só para fazer inveja.



Para o bom assessor de imprensa (no crees en asesores de prensa buenos, pero que los hay, los hay): um almoço em sua casa, para retribuir todas as bocas-livres que ele lhe proporcionou ao longo do ano.



Para o foca que acha que já sabe tudo: uns tapas na orelha para ele ficar esperto.



Para o jornalista que padece de insônia: a indicação do blog do Duda Rangel. Se é para ficar a noite toda de bobeira, aproveita então para ler os textos do pobre coitado.



Para o jornalista que adora ser a notícia: capa fake da Caras com a foto dele, claro, e a chamada: “Fulano de tal abre sua casa em Búzios e fala dos novos projetos jornalísticos”.



Para uma apresentadora global desempregada: um programa matinal em 2012.


Para o jornalista que não consegue um aumento de salário decente: um mês com apenas 15 dias. Se encontrar um com 10, melhor ainda. Presentaço de Natal. 

Parabéns ao Duda Rangel e espero que não se importe de compartilhar seu texto aqui, mas gostei tanto que não resisti. Que ele continue nos presenteando com tantos textos excelentes e críticos como este mas que tocam nos pontos X de nossa profissão...rs

Márcia Canêdo

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A FÁBULA DO VELHO CÃO


Uma velha senhora foi para um safari na África e levou seu velho vira-lata com ela.

Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido.

Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço ..

O cachorro velho pensa:


-"Oh, oh! Estou mesmo enrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador ...

Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto: -Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí ?

Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.

-Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega!

Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum...

E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa:

-Aí tem coisa!

O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.

O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz: -"Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!"

Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:

-E agora, o que é que eu posso fazer ?

Mas, em vez de correr ( sabe que suas pernas doídas não o levariam longe...) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:

-"Cadê o filha da puta daquele macaco? Tô morrendo de fome! Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e  não chega nunca! "

Moral da história: não mexa com cachorro velho... idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga. 
Sabedoria só vem com idade e experiência.



Fonte: Desconhecida
Imagens: Google 

Ficar mais velho não significa que final de vida tá chegando, perder a juventude, deixar de ser forte... ficar mais velho mostra que o tempo passou e com ele adquirimos experiência que deve ser passada aos outros. Intrigas, amizades por conveniência, alianças por motivos escusos.... nos livremos disso... são sentimentos e ações que devemos evitar a qualquer custo.   

Márcia Canêdo

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Imagens que chocam




DROGAS

MISÉRIA

GUERRA

VIOLÊNCIA CONTRA
A MULHER

PEDOFILIA

VIOLÊNCIA INFANTIL

CORRUPÇÃO

ALCOOLISMO

LIBERDADE VIGIADA

DEPREDAÇÃO COM O
MEIO AMBIENTE


DIGA NÃO A TUDO ISSO.... AJUDANDO A COMBATER !

Márcia Canêdo

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Os Irmãos Karamabloch- A história da Revista Manchete

Uma dica literária para quem quer saber um pouco mais sobre um dos grandes impérios da comunicação. A história da dos Irmãos Karamabloch , que criaram a Revista Manchete. 


Os Irmãos Karamabloch 

Sinopse: 


É difícil imaginar uma saga familiar mais pitoresca e espetacular que a dos Bloch. Em torno do patriarca Joseph, tipógrafo judeu oriundo de uma remota aldeia da Ucrânia, a numerosa família chegou ao Brasil em 1922 praticamente sem nada, depois de enfrentar os horrores da Primeira Guerra, as perseguições do czar e a opressão dos bolcheviques.
Aos poucos, a pequena gráfica de Joseph foi transformada por seus filhos - em especial, o caçula Adolpho - num império de comunicações, que começou com a revista Manchete e chegou a incluir, em seus dias de glória, emissoras de rádio e tevê, gráfica, editora de livros e dezenas de publicações periódicas.
Essa epopéia familiar é narrada com humor e sensibilidade literária por um descendente do clã, o escritor e jornalista Arnaldo Bloch, neto e xará de um dos "irmãos Karamabloch" (como o escritor Otto Lara Resende chamava os irmãos Bóris, Arnaldo e Adolpho Bloch, numa referência evidente aos atormentados Karamázov de Dostoiévski).
Catástrofes pessoais e coletivas, reviravoltas espetaculares, empreendimentos ambiciosos, lutas fratricidas, tudo isso é plasmado numa prosa envolvente, repleta de auto-ironia, e que ocasionalmente dá voz aos próprios protagonistas da epopéia. Os depoimentos destes, e sobretudo os das mulheres mantidas à sombra dos grandes feitos, são transcritos com delicioso sabor coloquial (incluindo o sotaque) pelo autor, que chegou a percorrer o interior da Ucrânia em busca dos locais de origem do clã.



Fonte: Saraiva.com 
Imagem : Google  


Márcia Canêdo

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COMO AS MULHERES DOMINARAM O MUNDO



Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031 sobre como as mulheres dominaram o mundo.
- Foi assim que tudo aconteceu, meu filho...
Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira.
Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, Empresárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo.
- E aí, papai?


- Ah, os homens foram muito ingênuos. Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles pensavam que o assunto fosse telenovela. Triste engano. De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais. "Oi querida!", por exemplo, era a senha que identificava as líderes. "Celulite", eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam "O regime".
- E vocês? Não perceberam nada?
- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior:
Continuávamos a ajudá-las quando pediam. Carregar malas no aeroporto, consertar torneiras, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.


- Aí, veio o golpe mundial?!?
- Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa. Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderoso do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama diabólica. Pobre Presidente...
- Como era mesmo o nome dele?
- William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci... Desculpe, filho, já faz tanto tempo...
- Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue...




- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam. A rebelião tinha sido vitoriosa! Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora... Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora. Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona...
- Pai, conta mais...
- Bem filho... O resto você já sabe.
Instituíram o Robô "Troca-Pneu" como equipamento obrigatório de todos os carros...

A Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho...
E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês...
- TPM???
- Sim, TPM... A Temporada Provável de Mísseis... E quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear...
- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai...
- Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas...

O Veríssimo é sarcástico, irônico, mordaz em suas crônicas mas é simplesmente demais !!!! 
Quando li esta crônica além de rir muito me coloquei a pensar que apesar da brincadeira feita pelo autor, esta é uma das grandes preocupações dos homens. Desde que as mulheres se tornaram independentes, alcançaram um grau de influência na sociedade, os homens se tornaram arredios e receosos de perder "terreno". Tenho conhecidas e até mesmo amigas que dizem assim: apesar das mulheres hoje serem mais respeitadas e independentes, perdemos muito com essa emancipação. Segundo o pensamento delas, ao nos tornarmos independentes passamos uma imagem errada para a sociedade e principalmente aos homens que agora acham que não precisam mais nos dar carinho, atenção, cuidar de nós como os antigos faziam. Já eles dizem que já que buscamos igualdade que sejamos tratadas como iguais...só que se esquecem que mesmo exercendo as mesmas funções que eles no final das contas ainda temos que continuar sendo além de profissionais, mãe, mulher, esposa, namorada, dona de casa, educadora... acumulamos funções ao longo dessa nossa independência alcançada. Como dizia nossas avós não tem como fazer omeletes sem quebrar alguns ovos... então creio que tivemos benefícios mas claro que isso não viria de graça. Verdade é a cada dia menos mulheres se casam e principalmente constituem família ao passo que o número de solteiras morando sozinhas e galgando suas carreiras sobe cada vez mais. Da minha parte não desejo dominar o mundo... aliás só meu mundo particular..dele desejo ser soberana mesmo. 


Márcia Canêdo       

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PEC dos Jornalistas volta à pauta do Plenário

Voltou à pauta do Plenário do Senado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)33/2009 de autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) que trata da exigência de curso superior de Comunicação Social para o exercício da profissão de jornalista. Para que a matéria seja apreciada, no entanto, é preciso que sejam votadas duas medidas provisórias que trancam a pauta, ou que seja convocada sessão extraordinária. De acordo com a PEC, nos termos do substitutivo aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), a profissão de jornalista é privativa do portador de diploma do curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por instituição oficial de ensino, cujo exercício será definido em lei.
A PEC é uma resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009, que revogou a exigência do diploma para jornalistas. Os ministros consideraram que o Decreto-lei 972 de 1969, que exige o documento, é incompatível com a Constituição, que garante a liberdade de expressão e de comunicação. A exigência do diploma, de acordo com esse ponto de vista, um resquício da ditadura militar, afastaria dos meios de comunicação intelectuais, políticos e artistas que se opunham ao regime. O relator do texto na CCJ, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), objetou que, ao contrário de inibir a liberdade de expressão, a luta pela regulamentação da profissão de jornalista esteve historicamente ligada à defesa da democracia no Brasil.
"O que reprimiu liberdades no período ditatorial não foi a exigência de diploma, mas a censura, o autoritarismo, a perseguição política, o controle ideológico dos meios de comunicação pela intimidação e força do regime militar. A resistência democrática esteve encabeçada por inúmeros jornalistas, e não foi a exigência do diploma que impediu maior ou menor liberdade de expressão", disse o relator. De acordo com Inácio Arruda, PEC visa resgatar a dignidade profissional dos jornalistas, fixando na própria Constituição que a profissão de jornalista é privativa do portador de diploma de curso superior em jornalismo, sem criar restrições à livre manifestação do pensamento e das informações, garantindo a democracia e a liberdade, pilares do Estado de Direito.
Diploma facultativo
O substitutivo estabelece ainda que a exigência do diploma não é obrigatória ao colaborador, assim entendido aquele que, sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural, relacionado com a sua especialização, para ser divulgado com o nome e qualificação do autor.A exigência do diploma também não é obrigatória para aquele que, à data da promulgação da emenda, comprove o efetivo exercício da profissão de jornalista, bem com aos jornalistas provisionados que já tenham obtido registro profissional regular perante o órgão competente.
Esforço concentrado
As entidades representativas da categoria dos jornalistas convocaram seus membros para pressionarem os senadores para que a PEC 33/2009 seja votada ainda nesta semana. Em abaixo-assinado, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) diz que aposta na "independência e na vocação democrática do parlamento para reverter uma decisão nitidamente obscurantista do STF, que tem como único objetivo atingir a profissão de jornalista e a sua capacidade de expressar a liberdade de expressão prevista na Constituição". 

Fonte: Agência Senado e O Jornalista 

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

De volta pra casa ...


Esse foi um dos vídeos mais interessantes que assisti nos últimos tempos. Além de muito bem feito me fez pensar na passagem de tempo em nossas vidas e consequentemente no que tenho feito para que lá na frente não venha a me arrepender tarde demais...


Viva... ame... cante... dance.... acerte....erre...se permita sonhar... não deixe sua vida ser uma infinidade de "Se" pois se isso acontecer no futuro verá tarde demais que deixou de ser feliz por medo do que a vida poderia lhe proporcionar. Drummond escreveu um poema sobre o Tempo que vale a pena ser lembrado já que o assunto é passagem de tempo.   


Cortar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

Carlos Drummond de Andrade 


Márcia Canêdo

Fonte: Vídeo recebido por e-mail
Poema: Site O pensador 

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sábado, 5 de novembro de 2011

Solidão...


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade. 

            
 Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio. 
               



Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza. 
              







Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância. 
            



Solidão é muito mais do que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.... 



 Francisco  Buarque  de  Holanda



Há quem diga que está se sentindo só em meio a multidão. Acredito que muitos já devem ter sentido algo do gênero. Porém concordo com Chico Buarque quando classifica isso como circunstância e não como solidão.  Nossos sentimentos se confundem quando algo não vai bem  em nossa vida .Tudo fica superdimensionado. Aquele amor que acabou parece que vai nos deixar arrasados , uma discussão boba e inútil com o irmão ganha proporções faraônicas.   

Nas mulheres devido aos hormônios - ahhhhh esses hormônios que homem nenhum entende como agem  em nossos organismos - um simples desenho é capaz de nos fazer chorar e pior nos fazer sentir a última das últimas das criaturas. São assim nossos sentimentos ... intensos, sem freio, intoxicantes, por vezes nos aprisionam ou melhor dizendo, nos deixamos aprisionar por eles. No final tudo chega em um consenso .... a briga termina em abraço, o amor que parecia nos fazer tanta falta acaba sendo substituído por outro (porque é verdadeira a máxima "quem num dá assistência abre concorrência e perde a preferência")...  saímos com os amigos ou  conversamos horas e horas com um amigo virtual e o que antes imaginávamos ser solidão..descobrimos que apenas era falta de comunhão com nós mesmos. Um amigo me disse ontem que eu procurasse minha paz dentro de mim mesma. Que não adianta eu sair de onde estou porque se EU não estiver bem não encontrarei a paz em local algum. Ele tem razão. Da mesma forma a solidão.. não ache que basta ir pra balada mais louca da cidade onde 500 pessoas se espremem na pista de dança se VOCÊ não está bem consigo mesma. 


Se tua companhia não lhe basta... imagine se os outros devem ter motivos para te querer perto deles... Pense nisso....

Márcia Canêdo   

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