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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pai deixa 28 lições de vida aos filhos antes de morrer

Quando soube que tinha poucos meses de vida por causa de um câncer, o professor de gramática inglês Paul Flanagan só pensou em seus filhos, Thomas e Lucy. Em vez de sentir piedade de si mesmo ou entregar-se à tristeza, ele usou seus últimos dias para tentar ser um bom pai – mesmo à distância. Paul escreveu cartas, deixou mensagens gravadas em DVD e até comprou presentes para ser entregues às crianças em seus aniversários futuros. Separou também seus livros preferidos e, dentro deles, deixou bilhetes dizendo por que havia gostado de lê-los.

Em novembro de 2009, aos 45 anos, Paul morreu por causa do melanoma, deixando a mulher, Mandy, Thomas, então com 5 anos, e Lucy, de 1 ano e meio. Quase dois anos depois, ele continua presente com suas mensagens e fotos espalhadas por toda a casa. E, no mês passado, a família ganhou mais uma lembrança de Paul. Por acaso, Mandy encontrou um documento em seu antigo computador intitulado “Sobre encontrar a realização”. “Abri e, com lágrimas escorrendo pelo meu rosto, descobri que eram seus pontos para viver uma vida boa e feliz”, diz Mandy ao jornal Daily Mail . O professor resumiu as reflexões que nortearam seu modo de viver em 28 itens. Traduzo aqui as palavras de Paul para seus filhos – e que agora servem de inspiração não só para eles, mas para todos que as lêem.

-Seja cortês, pontual, sempre diga “por favor” e “obrigado”, e tenha certeza de usar o garfo e a faca de maneira correta. Os outros decidem como tratá-los de acordo com as suas maneiras.

-Seja generoso, atencioso e tenha compaixão quando os outros enfrentarem dificuldades, mesmo que você tenha seus próprios problemas. Os outros vão admirar sua abnegação e vão ajudá-lo.

-Mostre coragem moral. Faça o que é certo, mesmo que isso o torne impopular. Sempre achei importante ser capaz de me olhar no espelho toda manhã, ao fazer a barba, e não sentir nenhuma culpa ou remorso. Parto deste mundo com a consciência limpa.

-Mostre humildade. Tenha a sua opinião, mas pare para refletir no que o outro lado está dizendo, e volte atrás quando souber estar errado. Nunca se preocupe em perder a personalidade. Isso só acontece quando se é cabeça-dura.

-Aprenda com seus erros. Você vai cometer muitos, então os use como uma ferramenta de aprendizado. Se você continuar cometendo o mesmo erro ou se meter em problema, está fazendo algo errado.

-Evite rebaixar alguém para outra pessoa; isso só vai fazer você ser visto como mau. Se você tiver um problema com alguém, diga a ela pessoalmente. Suspenda fogo! Se alguém importuná-lo, não reaja imediatamente. Uma vez que você disse alguma coisa, não pode mais retirá-la, e a maioria das pessoas merece uma segunda chance.

-Divirta-se. Se isso envolve assumir riscos, assuma-os. Se for pego, coloque suas mãos para cima.

-Doe para a caridade e ajude os menos afortunados que você: é fácil e muito recompensador.

-Sempre olhe para o lado bom! O copo está meio cheio, nunca meio vazio. Toda adversidade tem um lado bom, se você procurar.

-Faça seu instinto pensar sempre sempre em dizer ‘sim’. Procure razões para fazer algo, não as razões para dizer ‘não’. Seus amigos vão gostar de você por isso.

-Seja gentil: você conseguirá mais do que você quer se der ao outro o que ele deseja. Comprometer-se pode ser bom.

-Sempre aceite convites para festas. Você pode não querer ir, mas eles querem que você vá. Mostre a eles cortesia e respeito.

-Nunca abandone um amigo. Eu enterraria cadáveres por meus amigos, se eles me pedissem… por isso eu os escolhi tão cuidadosamente.

-Sempre dê gorjeta por um bom serviço. Isso mostra respeito. Mas nunca recompense um mau serviço. Um serviço ruim é um insulto.

-Sempre trate aqueles que conhecer como seu igual, estejam eles acima ou abaixo de seu estágio na vida. Para aqueles acima de você, mostre deferência, mas não seja um puxa-saco.

-Sempre respeite a idade, porque idade é igual à sabedoria.

-Esteja preparado para colocar os interesses de seu irmão à frente dos seus.

-Orgulhe-se de quem você é e de onde você veio, mas abra a sua mente para outras culturas e línguas. Quando começar a viajar (como espero que faça), você aprenderá que seu lugar no mundo é, ao mesmo tempo, vital e insignificante.

-Não cresça mais que os seus calções.

-Seja ambicioso, mas não apenas ambicioso. Prepare-se para amparar suas ambições em treinamento e trabalho duro.

-Viva o dia ao máximo: faça algo que o faça sorrir ou gargalhar, e evite a procrastinação.

-Dê o seu melhor na escola. Alguns professores se esquecem de que os alunos precisam de incentivos. Então, se o seu professor não o incentivar, incentive a si mesmo.

-Sempre compre aquilo que você pode pagar. Nunca poupe em hotéis, roupas, sapatos, maquiagem ou jóias. Mas sempre procurem um bom negócio. Você recebe por aquilo que paga.

-Nunca desista! Meus dois pequenos soldados não têm pai, mas não corajosos, têm um coração grande, estão em forma e são fortes. Vocês também são amados por uma família e amigos generosos. Vocês fazem o seu próprio destino, meus filhos, então lutem por ele.

-Nunca sinta pena de si mesmo, ou pelo menos não sinta por muito tempo. Chorar não melhora as coisas.

-Cuide de seu corpo que ele vai cuidar de você.

-Aprenda um idioma, ou pelo menos tente. Nunca comece uma conversa com um estrangeiro sem primeiro cumprimentá-la em sua língua materna; mas pergunte se ela fala inglês!

E, por fim, tenha carinho por sua mãe, e cuide muito bem dela.
Amo vocês com todo meu coração,Papai”

Esse pai ao invés de ficar sentindo pena de si mesmo diante do inevitável resolveu deixar aos filhos um legado mais importante : lições de vida. O interessante dessa matéria é nos mostrar que apesar de toda a dor de saber que em pouco tempo partiria deste plano, deixando esposa e dois filhos, esse pai quis estar presente e imortalizado na vida desta familia . Essas lições deixadas por este amoroso pai  serve para todos nós. Antes de nos deixarmos abater pelos obstáculos que a vida nos impõe pensemos no que podemos deixar de legado para quem fica e como isso pode ser importante na vida destas pessoas.

Márcia Canêdo

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Fatos do ano: 10 coisas para esquecer by Site Meio e Mensagem

1 - Fórmula Indy em plena segundona
No trecho da pista local da Marginal Tietê que integra o circuito de rua da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé a velocidade ultrapassava os 300 quilômetros por hora. Mas nas pistas ao lado e em várias vias da capital paulista o cenário era de trânsito parado. A transferência da etapa brasileira da Fórmula Indy de domingo, 1o de maio, para segunda-feira, 2, devido as intensas chuvas deixou o caótico trânsito da cidade ainda pior. O Procon chegou a notificar o Grupo Bandeirantes de Comunicação, organizador do evento, por conta do episódio. A iniciativa gerou um acordo que previa a devolução de 30% do valor do ingresso para o público ou um desconto de 30% no preço do bilhete para a corrida de 2012.

2 - Jogo sujo nas relações públicas
Em maio, estourou um dos grandes escândalos do mercado de relações públicas. O Facebook contratou os serviços da Burson-Marsteller para executar um trabalho, no mínimo, polêmico: propagar pontos críticos do concorrente Google. E isso sem identificar adequadamente aos jornalistas qual cliente estava por trás das ações. O objetivo era mostrar que o Google estaria criando uma funcionalidade com características de rede social (o Social Circles) que levanta sérias questões de privacidade. E por que ela estaria usando dados do Facebook nesse novo serviço. A culpa acabou recaindo na Burson. Em entrevista exclusiva ao Meio & Mensagem, Ramiro Prudêncio, presidente da agência na América Latina, afirmou que a empresa jamais deveria ter aceitado o projeto, por conta da exigência de esconder o nome do cliente.

3 - Apagão do Brasil em Cyber
Mais uma vez o Brasil mostrou no Festival de Cannes que continua parado no tempo em termos de criatividade digital. O único dos Cyber Lions trazido em 2011 na bagagem brasileira foi uma Prata da Loducca, conquistada com o trabalho “Street art view”, criado para Red Bull. Talvez, a única peça sintonizada com a evolução que a categoria vem tendo nos últimos anos. O sucesso no passado com os banners, porém, ainda é a baliza de qualidade para a maioria das agências que se inscrevem no Festival. O maior sintoma disso é que o Brasil foi o país que proporcionalmente mais inscreveu peças em banners, uma subcategoria que corre sério risco de extinção nas futuras edições.

4 - Leões cassados da Moma
A obsessiva busca pelo reconhecimento internacional por meio da conquista de Leões em Cannes produziu neste ano mais um constrangedor episódio para a publicidade brasileira. Os dois Leões conquistados pela Moma para a Kia acabaram sendo cassados após uma sequência de revezes iniciada nas redes sociais com acusações de que uma das peças promovia a pedofilia. A repercussão mundial fez com que executivos internacionais da montadora sul-coreana reagissem dizendo que o teor ia contra as políticas da marca. Diante da polêmica, a agência optou por não enviar à organização do Festival os comprovantes de veiculação, para não constranger ainda mais a filial brasileira de seu cliente. Cannes ainda aplicou a até então inédita punição a profissionais citados nas fichas de inscrição com o impedimento de concorrerem em 2012.

5 - Verborragia de Rafinha Bastos
“Comeria ela e o bebê”. A frase, dita pelo humorista e apresentador Rafinha Bastos em uma das edições do CQC no mês de setembro parecia ser apenas mais uma piada típica de seu estilo humorístico, dita em referência à cantora Wanessa, que na época estava no quinto mês de gestação. A repercussão, entretanto, foi das piores. Wanessa ficou indignada e abriu um processo. O ex-jogador e empresário Ronaldo, sócio do marido de Wanessa, Marco Buaiz, reclamou. A própria trupe do CQC também reprovou. E a Bandeirantes, antes mesmo que algum anunciante do programa se manifestasse, tirou Rafinha do ar. Ele não retorna para a Band em 2012.

6 - Machado de Assis “branco”
A intenção era a melhor possível: homenagear o maior escritor que o Brasil já teve: Machado de Assis, lembrando que ele havia sido um ilustre cliente da Caixa Econômica Federal, como parte das comemorações dos 150 anos do banco. A execução, porém, pecou em um detalhe: a escolha de um ator branco para interpretar o personagem mulato. O comercial “O bruxo do Cosme Velho”, criado pela BorghiEhr/Lowe e produzido pela Conspiração, acabou gerando um enorme constrangimento para a instituição financeira com direito ao efeito multiplicador das redes sociais. Ao anunciante só restou tirar o filme do ar, emitir um comunicado de desculpas e refazer o comercial.

7 - A gafe de Roberto Medina
Ele internacionalizou a fama do Rock in Rio, mas não conseguiu evitar uma gafe indigesta, ao confundir o nome do seu patrocinador, o Bob’s, com o da poderosa marca dos arcos dourados, o arquirrival inimigo McDonald’s. O fora de Roberto Medina aconteceu durante uma entrevista concedida ao canal Multishow, responsável pela transmissão ao vivo do festival realizado em setembro e outubro. Medina comentava justamente sobre os resultados acumulados com as vendas de hambúrgueres. Somente nos primeiros quatro dias do evento, o Bob’s comercializou 79 mil lanches para mais de 350 mil pessoas, um recorde histórico para a marca, uma genuína conterrânea do festival.

8 - Politicamente correto peca pelo excesso
Linda como sempre, mas vestida apenas com lingerie, Gisele Bündchen deu dicas de como dar notícias ruins ao marido. A campanha bem-humorada que estreou o atendimento da Giovanni+DraftFCB à Hope deu o que falar. Mas devia? Bom, aproximadamente 40 consumidores incomodados reclamaram no Conar. Até aí, nenhuma grande novidade. Mas, surpreendentemente, a campanha levou a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República a enviar um ofício ao órgão pedindo a suspensão da campanha. “É um patrulhamento baseado em conceitos antigos. Quando temos um mercado evoluído como o nosso, que sabe distinguir o que é piada de afirmativa, soa fora de época este tipo de polêmica”, comenta Adilson Xavier, copresidente e diretor nacional de criação da agência. O Conar também não viu nenhum problema na campanha e arquivou o processo. Ufa!

9 - Tropeços do e-commerce brasileiro
As compras via internet, cujo grande apelo é facilitar a vida dos clientes, acabaram muitas vezes complicando a tarefa para eles em 2011. Falta de infraestrutura interna e preparo em termos de logística frustraram a experiência de consumidores, que não tiveram suas compras entregues no prazo ou simplesmente não receberam os produtos adquiridos. Em novembro, o Procon-SP chegou a ameaçar de tirar do ar por 72 horas os sites de comércio eletrônico do Grupo B2W: Americanas.com, Submarino e ShopTime. O órgão também cogitou multa de R$ 1,74 milhão à empresa. Na sequência, o Procon autuou os sites de compras coletivas Groupon, ClickOn e Peixe Urbano, assim como alguns de seus parceiros de ofertas.

10 - Preconceito, racismo e ódio na mídia social
Uma das notícias de maior impacto neste ano foi a revelação do câncer do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O brasileiro, como se sabe, é afeito às redes sociais e foi nesse cenário, mais especificamente no Facebook, que o assunto tomou grandes proporções e criou um debate entre duas correntes: os que desafiavam Lula a se tratar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os que defendiam que o ex-presidente tenha a opção de fazer o tratamento de forma privada (Lula é atendido por uma equipe do Hospital Sírio-Libanês). Foi possível tanto compartilhar o lado positivo (pessoas que passaram pelo SUS e têm boas experiências para relatar) quanto o negativo (mortes por negligência no mesmo SUS). O problema foi transformar as redes sociais em um canal para expressar e publicar preconceito, racismo e ódio.

Fonte: Site Meio e Mensagem

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A importância das autênticas mídias ambientais

Os jornalistas ambientais e interessados na questão ambiental reuniram-se, recentemente, no Rio de Janeiro, com o objetivo de analisar as tendências e os desafios enfrentados por quem cobre regularmente o meio ambiente, bem como para compartilhar saberes e experiências, e sobretudo rediscutir o papel da imprensa e de seus profissionais num planeta ameaçado.

O aquecimento global, a insegurança alimentar, a ameaça dos grandes projetos como Belo Monte (Belo Monte de porcaria!), a favelização das metrópoles, a pressão insuportável do agronegócio sobre os povos da floresta (aumentada com a aprovação do novo Código Florestal), o primado das monoculturas e a degradação da qualidade de vida são pautas candentes e estiveram na agenda do evento.

O momento exige reflexão mas também ações concretas para impedir que interesses de toda ordem (políticos, empresariais, pessoais etc) se sobreponham ao interesse público.

O Brasil, dono da maior biodiversidade do mundo, deve liderar esse processo de mobilização e, ao contrário do que postulam governos desenvolvimentistas, precisa contribuir para que o cenário atual, dramático e socialmente injusto, se modifique.

O jornalismo ambiental precisa estar fortalecido para enfrentar as ameaças que surgem avassaladoras no horizonte, como a escassez de água potável, a destruição acelerada das florestas e o uso de padrões insustentáveis de consumo. Mas o jornalismo ambiental também precisa repudiar as soluções cosméticas que têm como objetivo desviar o foco e que apenas prorrogam a agonia de um mundo que insiste em desafiar a lógica da sobrevivência. Deve impedir que se continue chamando “plantação de eucaliptos” de florestas porque essa expressão afronta o conceito de florestas que só tem importância quando permanecem em pé, quando, além da madeira para fabricação de papel e móveis, dão sombra, protegem o solo, oferecem frutos, ou seja representam a síntese verdadeira da biodiversidade. “Plantação de eucaliptos” é outra coisa e tem servido para impor mais uma monocultura, que ameaça sensivelmente a sustentabilidade.

Nesse contexto de formação, contextualização, mobilização, esclarecimento, as mídias ambientais são absolutamente indispensáveis. Em primeiro lugar, porque, resistentes aos assédios de governos e empresas, têm conseguido furar o cerco para pautar temas que são ignorados pela grande imprensa. Em segundo lugar, porque elas estão efetivamente comprometidas com a causa ambiental e não contemplam o meio ambiente como mais um assunto para aumentar audiência.  Por isso, mais do que informar elas formam consciências e convidam para a mobilização. Em terceiro lugar, porque as mídias ambientais desenvolveram um discurso, uma linguagem própria que, mais do que as mídias tradicionais, favorece o diálogo com os jovens, protagonistas principais do nosso futuro. Finalmente, as mídias ambientais têm a legitimidade que a sua independência editorial lhes confere.

As mídias ambientais, no entanto, apesar de sua relevância indiscutível, são ainda objeto de preconceito por parte de agências, anunciantes e governos. Há quem argumente que elas, situadas fora do circuito estritamente comercial do mundo da comunicação, encontram dificuldades para atrair e convencer aqueles que apenas entendem a lógica do “custo por mil” e que se acostumaram à métrica equivocada dos planejamentos de mídia. Embora com grande influência em determinados segmentos da população, as mídias ambientais privilegiam a qualidade do debate e da audiência e não têm lançado mão do sensacionalismo para arregimentar leitores, ouvintes, telespectadores e internautas.

As mídias ambientais têm, muitas vezes, se defrontado com o desafio de sua própria sustentabilidade, mas permanecem firmes, respaldadas em um compromisso que, inclusive pela sua ação, se dissemina por amplos setores da sociedade: a preservação dos recursos naturais, a redução da pobreza e das desigualdades, o estímulo à pluralidade e a luta pela biodiversidade.

As mídias ambientais são penalizadas pelo cerco ideológico organizado por setores conservadores da sociedade brasileira que pregam a despolitização do debate ambiental, temendo que ele possa ameaçar os seus lucros e privilégios. Elas são estigmatizadas por governos e empresas que não querem ver expostas suas ações nefastas contra o meio ambiente, ainda que mantenham um discurso hipócrita, como o que caracteriza o chamado “marketing verde”.

As mídias ambientais têm conseguido elevar e manter o tom do debate, impedindo que a questão ambiental caia no lugar-comum. Ela resiste em adotar o padrão habitual da imprensa que levanta e derruba pautas ao sabor da audiência. Ela pratica o verdadeiro conceito de meio ambiente, não o reduz a situações pontuais e aparentemente distantes, como a extinção das baleias ou o degelo na Antártica, embora as inclua, visto que fazemos, queiramos ou não, parte de planeta único. As mídias ambientais sabem efetivamente o que significa ecossistema e nos vêem, todos nós, como passageiros de uma mesma nave que trafega pelo espaço, vulnerável às intempéries, particularmente aquelas que temos irresponsavelmente provocado com o nosso consumo desenfreado e a ganância odiosa de empresas e governos.

As mídias ambientais precisam ser olhadas (lidas e ouvidas) com atenção porque elas têm apontado sistematicamente para a solução dos problemas que nos afligem. Elas sabem que o meio ambiente tem íntima relação com a economia, com a cultura e com a sociedade; elas praticam a solidariedade e, diferentemente de outras mídias, da maioria das empresas e de governos, vêem os habitantes do planeta como irmãos e não como “potenciais clientes”.

As mídias ambientais são essenciais e, portanto, merecem ser prestigiadas, reconhecidas, valorizadas. Sem esse olhar comprometido, o debate sobre o meio ambiente tende a se transformar em uma simples “commodity intelectual”, que se comercializa nas falas e políticas de governos e que freqüentam as mensagens publicitárias de empresas predadoras. Entre as facilmente identificáveis com esse perfil nefasto, é preciso incluir os representantes do sistema financeiro que se proclamam sustentáveis, ao mesmo tempo que massacram clientes com juros obscenos , infernizam seus funcionários para que atinjam metas irrealizáveis e promovem a demissão sucessiva dos seus “colaboradores”.

Um país efetivamente comprometido com o meio ambiente precisa de mídias ambientais robustas, independentes e sustentáveis. Elas certamente nos ajudarão a combater esta mentalidade transgênica, mineradora, celulósica, agrotóxica, que defende a plantação de soja, de cana e de outras commodities, agrícolas ou não, como a nossa vocação maior ou única. Esta mentalidade poluída que sequestra a nossa água, consome a nossa energia, emporcalha as nossas cidades, contamina os nossos campos, dizima os nossos indígenas e transforma milhões de brasileiros em escravos e bóias-frias.

Em tempo 1: É preciso estar atento para mídias ambientais de fachada que surgem aqui e acolá, sem raízes com a verdadeira cobertura ambiental, e que têm como objetivo legitimar posturas inaceitáveis e angariar lucros explorando a temática ambiental .

Em tempo 2: É preciso também que as mídias ambientais autênticas estejam sempre dispostas a resistir ao assédio de empresas que buscam utilizá-las para o seu processo sujo de “limpeza de imagem”. Em nome de uma pretensa sustentabilidade, empresas, governos e até partidos políticos e parlamentares investem recursos significativos para aparecerem “bem na fita”, ao mesmo tempo que persistem em sua escalada contra o meio ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos. Não é razoável abraçar predadores e nem lhes estender a mão, permitindo que continuem alimentando, sem escrúpulo, a sua ganância pelo lucro e pelo poder.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Presente De Natal Certo Para Cada Tipo De Jornalista -Duda Rangel

O Duda Rangel do Blog Desilusões Perdidas ARRASOU no post de hoje tinha que compartilhar .... kkkk 

Fica a dica..passem lá colegas jornalistas darão ótimas risadas e lerão muitas verdades..... 


O presente de Natal certo para cada tipo de jornalista




Para o jornalista que não terá férias em janeiro: o livro “Como descolar pautas bacanas num período em que porra nenhuma acontece”.



Para o jornalista metido a intelectual: assinatura da revista New Yorker para ele deixar sobre a mesa de trabalho. Ele não sabe Inglês? Tudo bem. É só para deixar sobre a mesa.



Para um jornalista chato que você tá bem a fim de sacanear: livro do Gabriel Chalita. Qualquer um tá valendo. Se achar aquele em que ele troca cartas com o padre, ótimo.



Para o jornalista que sempre perde o bloquinho de anotações: um moderno bloquinho com rastreador e sinal sonoro que repete “atenção, este bloquinho está sendo perdido”.



Para o jornalista que não entende a própria letra no bloquinho: curso de caligrafia a distância do IUB, com método que vai de entrevistas rápidas a convites de casamento.



Para o jornalista obcecado por furos: uma cesta de queijos do tipo Emmental.



Para a jornalista cheia de glamour da editoria “Geral”: um kit bem brega com botas de borracha e capa de chuva, afinal o verão tá aí, e enchente não é nada fashion, bebê.



Para um jornalista sem diploma: porta-retratos com uma foto sua levantando o troféu de campeão da Copa Jürgen Habermas de Truco Universitário. Só para fazer inveja.



Para o bom assessor de imprensa (no crees en asesores de prensa buenos, pero que los hay, los hay): um almoço em sua casa, para retribuir todas as bocas-livres que ele lhe proporcionou ao longo do ano.



Para o foca que acha que já sabe tudo: uns tapas na orelha para ele ficar esperto.



Para o jornalista que padece de insônia: a indicação do blog do Duda Rangel. Se é para ficar a noite toda de bobeira, aproveita então para ler os textos do pobre coitado.



Para o jornalista que adora ser a notícia: capa fake da Caras com a foto dele, claro, e a chamada: “Fulano de tal abre sua casa em Búzios e fala dos novos projetos jornalísticos”.



Para uma apresentadora global desempregada: um programa matinal em 2012.


Para o jornalista que não consegue um aumento de salário decente: um mês com apenas 15 dias. Se encontrar um com 10, melhor ainda. Presentaço de Natal. 

Parabéns ao Duda Rangel e espero que não se importe de compartilhar seu texto aqui, mas gostei tanto que não resisti. Que ele continue nos presenteando com tantos textos excelentes e críticos como este mas que tocam nos pontos X de nossa profissão...rs

Márcia Canêdo

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A FÁBULA DO VELHO CÃO


Uma velha senhora foi para um safari na África e levou seu velho vira-lata com ela.

Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido.

Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço ..

O cachorro velho pensa:


-"Oh, oh! Estou mesmo enrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador ...

Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto: -Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí ?

Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.

-Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega!

Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum...

E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa:

-Aí tem coisa!

O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.

O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz: -"Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!"

Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:

-E agora, o que é que eu posso fazer ?

Mas, em vez de correr ( sabe que suas pernas doídas não o levariam longe...) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:

-"Cadê o filha da puta daquele macaco? Tô morrendo de fome! Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e  não chega nunca! "

Moral da história: não mexa com cachorro velho... idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga. 
Sabedoria só vem com idade e experiência.



Fonte: Desconhecida
Imagens: Google 

Ficar mais velho não significa que final de vida tá chegando, perder a juventude, deixar de ser forte... ficar mais velho mostra que o tempo passou e com ele adquirimos experiência que deve ser passada aos outros. Intrigas, amizades por conveniência, alianças por motivos escusos.... nos livremos disso... são sentimentos e ações que devemos evitar a qualquer custo.   

Márcia Canêdo

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Imagens que chocam




DROGAS

MISÉRIA

GUERRA

VIOLÊNCIA CONTRA
A MULHER

PEDOFILIA

VIOLÊNCIA INFANTIL

CORRUPÇÃO

ALCOOLISMO

LIBERDADE VIGIADA

DEPREDAÇÃO COM O
MEIO AMBIENTE


DIGA NÃO A TUDO ISSO.... AJUDANDO A COMBATER !

Márcia Canêdo

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Os Irmãos Karamabloch- A história da Revista Manchete

Uma dica literária para quem quer saber um pouco mais sobre um dos grandes impérios da comunicação. A história da dos Irmãos Karamabloch , que criaram a Revista Manchete. 


Os Irmãos Karamabloch 

Sinopse: 


É difícil imaginar uma saga familiar mais pitoresca e espetacular que a dos Bloch. Em torno do patriarca Joseph, tipógrafo judeu oriundo de uma remota aldeia da Ucrânia, a numerosa família chegou ao Brasil em 1922 praticamente sem nada, depois de enfrentar os horrores da Primeira Guerra, as perseguições do czar e a opressão dos bolcheviques.
Aos poucos, a pequena gráfica de Joseph foi transformada por seus filhos - em especial, o caçula Adolpho - num império de comunicações, que começou com a revista Manchete e chegou a incluir, em seus dias de glória, emissoras de rádio e tevê, gráfica, editora de livros e dezenas de publicações periódicas.
Essa epopéia familiar é narrada com humor e sensibilidade literária por um descendente do clã, o escritor e jornalista Arnaldo Bloch, neto e xará de um dos "irmãos Karamabloch" (como o escritor Otto Lara Resende chamava os irmãos Bóris, Arnaldo e Adolpho Bloch, numa referência evidente aos atormentados Karamázov de Dostoiévski).
Catástrofes pessoais e coletivas, reviravoltas espetaculares, empreendimentos ambiciosos, lutas fratricidas, tudo isso é plasmado numa prosa envolvente, repleta de auto-ironia, e que ocasionalmente dá voz aos próprios protagonistas da epopéia. Os depoimentos destes, e sobretudo os das mulheres mantidas à sombra dos grandes feitos, são transcritos com delicioso sabor coloquial (incluindo o sotaque) pelo autor, que chegou a percorrer o interior da Ucrânia em busca dos locais de origem do clã.



Fonte: Saraiva.com 
Imagem : Google  


Márcia Canêdo

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COMO AS MULHERES DOMINARAM O MUNDO



Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031 sobre como as mulheres dominaram o mundo.
- Foi assim que tudo aconteceu, meu filho...
Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira.
Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, Empresárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo.
- E aí, papai?


- Ah, os homens foram muito ingênuos. Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles pensavam que o assunto fosse telenovela. Triste engano. De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais. "Oi querida!", por exemplo, era a senha que identificava as líderes. "Celulite", eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam "O regime".
- E vocês? Não perceberam nada?
- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior:
Continuávamos a ajudá-las quando pediam. Carregar malas no aeroporto, consertar torneiras, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.


- Aí, veio o golpe mundial?!?
- Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa. Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderoso do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama diabólica. Pobre Presidente...
- Como era mesmo o nome dele?
- William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci... Desculpe, filho, já faz tanto tempo...
- Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue...




- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam. A rebelião tinha sido vitoriosa! Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora... Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora. Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona...
- Pai, conta mais...
- Bem filho... O resto você já sabe.
Instituíram o Robô "Troca-Pneu" como equipamento obrigatório de todos os carros...

A Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho...
E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês...
- TPM???
- Sim, TPM... A Temporada Provável de Mísseis... E quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear...
- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai...
- Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas...

O Veríssimo é sarcástico, irônico, mordaz em suas crônicas mas é simplesmente demais !!!! 
Quando li esta crônica além de rir muito me coloquei a pensar que apesar da brincadeira feita pelo autor, esta é uma das grandes preocupações dos homens. Desde que as mulheres se tornaram independentes, alcançaram um grau de influência na sociedade, os homens se tornaram arredios e receosos de perder "terreno". Tenho conhecidas e até mesmo amigas que dizem assim: apesar das mulheres hoje serem mais respeitadas e independentes, perdemos muito com essa emancipação. Segundo o pensamento delas, ao nos tornarmos independentes passamos uma imagem errada para a sociedade e principalmente aos homens que agora acham que não precisam mais nos dar carinho, atenção, cuidar de nós como os antigos faziam. Já eles dizem que já que buscamos igualdade que sejamos tratadas como iguais...só que se esquecem que mesmo exercendo as mesmas funções que eles no final das contas ainda temos que continuar sendo além de profissionais, mãe, mulher, esposa, namorada, dona de casa, educadora... acumulamos funções ao longo dessa nossa independência alcançada. Como dizia nossas avós não tem como fazer omeletes sem quebrar alguns ovos... então creio que tivemos benefícios mas claro que isso não viria de graça. Verdade é a cada dia menos mulheres se casam e principalmente constituem família ao passo que o número de solteiras morando sozinhas e galgando suas carreiras sobe cada vez mais. Da minha parte não desejo dominar o mundo... aliás só meu mundo particular..dele desejo ser soberana mesmo. 


Márcia Canêdo       

By JORNALISMO ANTENADO with 7 comments

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