As décadas de 80 e 90 foram marcadas pelo grande desenvolvimento da comunicação empresarial no Brasil, movimentada pela realização de cursos, seminários, congressos e publicações de revistas, teses e livros, o que torna viável a partir da reabertura política (1988).
Diante da globalização surgiu a necessidade premente de comunicação nas
organizações com o mercado, tanto nacional quanto internacional. De um lado, a
necessidade de informação sistematizada da transmissão de dados para
possibilitar as operações empresariais e, de outro, a necessidade de
entendimento cada vez maior entre as pessoas envolvidas com a empresa,
incluindo nesses também seus empregados, para que seus negócios prosperem e
possam continuar a competir, mantendo seus padrões de produtividade e
lucratividade. A concorrência, local, regional e nacional, tornou-se
internacional, podendo afetar a empresa a qualquer hora, pois o mundo dos
negócios ficou sem fronteiras. Para a criação de um programa estratégico de comunicação que atinja todos os membros de uma organização, dois fatores devem estar presentes: a clareza e a transparência. Essas características contribuem para definir as mensagens de forma programada, de modo a aumentar o nível de consciência dos públicos e o acerto de todo o processo.
As mudanças de cenário levaram as empresas a valorizar a comunicação como ferramenta estratégica de gestão, a praticá-la de maneira profissional e a investir no desenvolvimento de processos capazes de atender às expectativas de seus públicos.
Enfim, diante do impacto das mudanças nas relações/ colaboradores, a comunicação precisa ser repensada, definindo-se com clareza e objetividade seu papel dentro dos demais processos transformadores das organizações. É preciso estabelecer com clareza qual deve ser o papel estratégico da comunicação dentro da nova realidade empresarial. Repensar a comunicação significa conhecer as ideias que influenciaram a comunidade interna, como ela reage diante das mudanças e como interpreta os novos posicionamentos organizacionais e principalmente sua declaração de missão, visão e valores.
Repensar
a comunicação significa ainda rever a linha editorial que conduz a comunicação
da empresa. A comunicação com os empregados precisa ser levado em consideração,
que se eles mudaram o paradigma comunicacional não pode se manter como no
passado, precisa ser renovados para atender à nova situação da convivência
interna da empresa. Não se pode mais manter um sistema de informação que se
limita a repetir, fatos já passados e que não possa discutir os conflitos da
organização. A inventividade deve ser introduzida na comunicação com os
colaboradores, pois esperam diariamente notícias “quentes” sobre as operações
empresariais, volume de vendas, novos negócios e resultados financeiros
obtidos. Os comunicadores, para serem bem-sucedidos, devem conhecer com maior
profundidade o público interno para qual dirigem suas mensagens.REFERÊNCIAS
ABNT. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. Rio de Janeiro, 2003. 5 p.
FRANÇA, Fábio; LEITE, Gutemberg. A Comunicação como Estratégia de Recursos Humanos. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2007.





































